MATO GROSSO
Primeira-dama retoma atividades na Unidade de Apoio à Família e participa de missa
MATO GROSSO
Nesta terça-feira (18.10) a primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, retomou as atividades na Unidade de Apoio à Família (Unaf) com a primeira reunião de trabalho. O retorno de Virginia foi comemorado por servidores e colaboradores do Palácio Paiaguás, ela agradeceu e falou da alegria de estar de volta após nove meses afastada da rotina.
“Aos poucos quero retomar minhas atividades, temos muitos projetos para colocar em ação. Eu contava os dias para estar aqui, a rotina na Unaf, os atendimentos e os servidores que trabalham comigo fizeram muita falta, mas eu me sentia presente em cada ação que eles faziam. Quero agradecer as orações e as mensagens de carinho que foram imprescindíveis para minha recuperação”, agradeceu Virginia.

Acompanhada do casal de amigos, Mônica Carvalho e o suplente-senador recém-eleito Mauro Carvalho, juntamente com a equipe da Unaf, a primeira-dama participou da festa de São Lucas Evangelista, no Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora. A missa foi celebrada pelo inspetor Padre Ricardo Carlos com a participação dos Padres Hermenegildo Conceição Silva (diretor do Santuário), Danilo Araújo Guedes e o Pároco Rafael Gustavo Santos Souza Lopes. Na celebração Virginia foi surpreendida com o convite para coroar Nossa Senhora Auxiliadora.
“Foi uma surpresa, me senti honrada e me emocionei com o convite do rito de coroação de Nossa Senhora Auxiliadora. Reencontrar amigos e agradecer a Deus por tudo o que Ele tem proporcionado em minha vida e na vida da minha família, foi maravilhoso. A fé é o meu alicerce”, contou Virginia Mendes.
O Pe. Ricardo destacou a atenção da primeira-dama com os povos indígenas. “Em Roma já foi comentado o trabalho atencioso e caridoso que dona Virginia tem tido para com os nossos irmãos indígenas”, comentou o Padre.
Sobre o retorno à Unaf, nos próximos dias a primeira-dama deve organizar a agenda junto com sua equipe, ela que atua como voluntária vai dar continuidade aos projetos.
“Nós temos muito trabalho pela frente. A população pode contar com nosso comprometimento. Temos muito a fazer pelo nosso povo, e vamos fazer mais e ainda melhor. Estou ansiosa para voltar a visitar as aldeias e quero ver e abraçar as pessoas que contam com nosso acolhimento, sinto muita falta disso. De coração agradeço a todos pelas orações e mensagens de motivação”, agradeceu.
“Um trecho do sermão do Padre Ricardo que me despertou ainda mais para continuar o trabalho voluntário foi, ‘a atitude de ajudar as pessoas não é privilégio de quem recebe e sim de quem tem a oportunidade de ajudar’, de fato é uma grande satisfação poder ajudar”, destacou.

Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Arcebispo de Aparecida pede desarmamento e atenção à fome e à pobreza
Na principal cerimônia religiosa realizada nesta segunda-feira (12) na Catedral Basílica de Aparecida (SP), dia da Padroeira do Brasil, o arcebispo metropolitano de Aparecida, Dom Mário Antônio da Silva, pediu o desarmamento e atenção à fome e aos pobres.
Dom Mário fez as declarações no sermão da missa solene das 9h. Entre os presentes, estavam o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
“Quem escuta Deus não pode ficar indiferente diante da fome, da pobreza, da violência, da solidão. Não pode ficar indiferente diante das famílias feridas, das crianças também feridas, dos jovens sem esperança, dos idosos abandonados. Não podemos ficar indiferentes diante das guerras, da destruição da natureza, e de tantos outros males que nos afetam, que afetam a população do Brasil e do mundo”, destacou o arcebispo no sermão da missa.
Em outro trecho da homilia, o arcebispo pediu o desarmamento e a paz.
“Sabemos que Jesus manda construir a paz. E aqui escutando [o papa] Leão XIV, uma paz desarmada e desarmante. Mas muitas vezes alimentamos divisões com armamentos, com guerras e tantos confrontos entre nós. O evangelho, queridos irmãos e irmãs, não nos autoriza a odiar quem pensa diferente, e nem a matar os inimigos”, acrescentou.
Movimentações políticas sobre a padroeira
Após a cerimônia, em entrevista coletiva, Dom Mário foi perguntado se temia que Nossa Senhora Aparecida perdesse o título de Padroeira do Brasil. A polêmica surgiu no mês passado, após a circulação de informações de que grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro teriam manifestado reprovação ao título de Padroeira com abrangência nacional.
O candidato do PL, no entanto, negou que tenha intenção de destituir Nossa Senhora como padroeira do país.
“Não tenho nenhum temor de que Maria deixará de ter importância que tem na vida do povo brasileiro. O título de padroeira do Brasil foi dado pelo papa em 1930. E proclamado aqui no Brasil, a capital era o Rio de Janeiro, em 31 de maio de 1931. Então já é uma longa data desse título de Maria padroeira do Brasil”, disse.
O arcebispo, no entanto, admitiu haver movimentações políticas “favoráveis e contrárias”, mas ele não quis “fazer cenários” sobre o futuro.
“Creio que as movimentações políticas favoráveis ou não existem hoje e existirão no decorrer dos próximos anos. É claro que existem vários questionamentos daquilo que poderá acontecer no próximo ano, dependendo das eleições do segundo turno. Mas eu creio que, no momento, não cabe a nós fazer cenários que nos assustem ou que destituam aquilo que estamos vivenciando hoje com muita alegria”.
Romeiros
O dia de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil, foi marcado pela visita de milhares de pessoas à Brasílica na cidade de Aparecida (SP), no Vale do Ribeira. De acordo com estimativas dos administradores do santuário nacional, cerca de 150 mil pessoas deverão passar pelo local hoje.
No período da novena de Nossa Senhora Aparecida, iniciada há dez dias e encerrada ontem (11), cerca de 500 mil pessoas estiveram no santuário.
A missa solene, das 9h, foi a cerimônia mais disputada pelos romeiros e lotou a basílica. Mesmo durante a celebração, os devotos faziam uma grande fila para passar diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida, alocada sobre uma passarela.
O romeiro Anderson Roberto Mendes da Costa, de 47 anos, veio a pé, da zona Leste da capital paulista. Caminhou por 172 quilômetros e teve de enfrentar muitas dificuldades para chegar ao santuário.
“Foram cinco dias caminhando. Foi bem penoso. No caminho, a gente pegou chuva de vento, granizo. No terceiro dia, deu muito sol. Foi bem penoso também, o pessoal teve insolação. Teve o pessoal que pegou infecção intestinal, mas graças ao bom Senhor, a gente conseguiu chegar. Mesmo com as dores, mesmo com as tormentas, chegamos todos bem, realizados com as bênçãos que foram conseguidas”, disse.
Rosemeire Alves Araújo Vieira, de 59 anos, veio de Minas Gerais em uma excursão e disse que pedia a Nossa Senhora uma benção especial ao Brasil, no atual momento de eleição.
“Vim agradecer e pedir benção para o nosso país, para o momento em que nós estamos vivendo, com essas eleições. Vim de Belo Horizonte e estar aqui é uma emoção muito grande”, ressaltou.
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