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Presidente do Judiciário se reúne com lideranças femininas da OAB-MT

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A proximidade do mês de março (Mês da Mulher) motivou a solicitação de uma agenda por advogadas com a presidente do Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), desembargadora Clarice Claudino. O encontro ocorreu na tarde de quarta-feira (22 de fevereiro), quando a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Mato Grosso (OAB-MT), Gisela Cardoso, a secretária-geral adjunta, Adriana Tanssini, e sete presidentes de Subseções da Ordem forma recebidas pela desembargadora.
 
A visita institucional se tornou uma roda de conversas com troca de experiências e compartilhamento de desafios enfrentados por elas pelo fato de exercerem lideranças femininas. “A mulher está se afirmando cada dia mais nos cargos de gestão. Isso, na minha visão, é fruto do próprio amadurecimento da mulher, que vem agora em uma fase de colheita de frutos das gerações passadas. Aqui no TJMT, a desembargadora Shelma Lombardi de Kato, lá nos anos de 1991 abriu o caminho para que hoje não precisemos passar pelos mesmos desafios que ela passou”, lembrou a desembargadora presidente.
 
Clarice Claudino enfatizou o bom relacionamento entre as duas instituições e a felicidade em receber tantas lideranças femininas. “Ao mesmo tempo em que foi uma visita institucional, também foi momento de descontração e de conhecer a realidade de cada uma das subseções, que estão sendo geridas por essas mulheres, e mulheres jovens. Também surgiram várias ideias de parceria”, adiantou.
 
O grupo também aproveitou o momento para celebrar algumas vitórias e conquistas alcançadas pelas mulheres neste percurso. “Vivemos um momento muito especial quando se fala em representatividade feminina no cenário estadual, nacional”, destacou a presidente da OAB-MT ao salientar que o sistema de Justiça como um todo caminha na direção da igualdade de gêneros.
 
A fala de Gisela se refere ao fato das Cortes Superiores serem comandadas atualmente pelas ministras Rosa Weber (presidente do Supremo Tribunal Federal-STF) e Maria Thereza de Assis Moura (presidente do Superior Tribunal de Justiça-STJ). Em Mato Grosso, a representação feminina conta com a defensora-geral, Maria Luziane Ribeiro de Castro e delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Silveira Maidel. A superintendente da Polícia Federal no Estado também é uma mulher, delegada PF Lígia Neves Azis Lucindo.
 
Gisela lembrou que em 90 anos de história da Ordem, ela é a segunda mulher a assumir a presidência. A pioneira foi a ex-presidente do TJMT, desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas. “Nas 29 Subseções, nunca foram tantas mulheres a conduzi-las, são nove no mandato 2022/2024”, cita.
No Tribunal, pela segunda gestão consecutiva, duas mulheres dividem a presidência e vice-presidência. Na gestão 2021/2022 a presidente era a Maria Helena Gargaglione Póvoas e a vice, a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro. Na atual gestão, Clarice Claudino tem como vice-presidente a desembargadora Maria Erotides Kneip.
 
Pacificação social em pauta – Com o slogan da gestão “Semear a paz. Fortalecer a Justiça”, a desembargadora Clarice, que também é presidente do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), tem levado ao maior número de encontros institucionais possíveis a bandeira da disseminação da cultura da paz. Desta vez o assunto não poderia ficar de fora. “Conversamos sobre a busca pela pacificação social e surgiu a ideia de uma parceria entre a OAB-MT e o TJMT, já que houve conexão com um projeto da Ordem, o Saber nas Escolas, podemos unir forçar para a realização de ciclos de construção de paz nas unidades de ensino, ensinar, crianças e jovens a ter um diálogo mais saudável e organizado”, antecipou a desembargadora.
 
Ainda participaram do evento as presidentes das subseções da OAB, Cibeli Simões dos Santos (3ª Subseção de Cáceres), Xênia Artmann Guerra (6ª Subseção de Sinop), Fabiane Melo (14ª Subseção de Peixoto de Azevedo), Danusa Oneda (21ª Subseção de Lucas do Rio Verde), Ethiene Brandão (22ª Subseção de Primavera do Leste), Catiane Cardoso (26ª Subseção de Comodoro) e Laís Resende (28ª Subseção de Água Boa).
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição das imagens: Imagem 1 – Foto retangular colorida da presidente do TJMT ladeada pelas lideranças femininas da advocacia. 
 
 
 
Alcione dos Anjos/ Fotos Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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