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Presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais apresenta plano de ação

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O desembargador Marcos Machado, presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do Poder Judiciário de Mato Grosso, realizou, no Tribunal de Justiça, a primeira reunião deste ano com os juízes e juízas que compõem as unidades dos juizados das Comarcas de Cuiabá e Várzea Grande para explanar as metas de trabalho do biênio 2023/2024.
 
“Foi um momento para conhecer os juízes e juízas que estão nas Turmas Recursais e nos Juizados para estabelecer, informar, o que nós desejamos com as ações idealizadas”, sublinhou Marcos Machado, dizendo que foi um espaço para ouvir de cada magistrado aquilo que seria importante, interessante e conveniente ao logo da gestão.
 
Ele pediu aos magistrados e magistradas integração, participação, ideias, compromisso e comprometimento, para que o sistema de juizados se alinhe à administração da presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Clarice Claudino da Silva, que anseia dar um norte de paz, harmonização, conciliação, da litigiosidade e, ao mesmo tempo, enxergar alternativas que possam realmente dar efetividade a missão, a meta dos Juizados Especiais.
 
O presidente do Conselho de Supervisão apresentou o planejamento de ações que devem ser desenvolvidas durante os dois anos em que vai estar à frente da unidade. Entre as frentes de trabalho, o desembargador destacou a execução de projetos sobre dependência química através da Justiça Terapêutica. A determinação dele é a de criar um modelo de Justiça Terapêutica que seja referência no país, com a participação e parceria, entre outros atores, da Polícia Militar que executa, principalmente em instituições de ensino público e particular, o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd).
 
Outra ação delineada pelo desembargador, considerada o ‘carro chefe’ no plano de atividades, é a de proporcionar a união do sistema dos Juizados Especiais ao Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur) do Tribunal de Justiça, como ocorre em outros Estados, como em Minas Gerais, Sergipe e Brasília, no Distrito Federal.
 
O desembargador Marcos Machado também sinalizou, como ação primordial, repensar a estrutura das Turmas Recursais Temporárias, com capacitação permanente, organicidade funcional e o cumprimento de metas processuais. “Tenho como intenção buscar parceiros e colaboradores e fazer uma gestão de excelência. Meu compromisso, visando eficiência, resolutividade, é não reinventar a roda, mas me alinhar com lealdade para trazer ideias atualizadas e propositivas que vão fortalecer os juizados”, assinalou, reforçando a necessidade e preciosidade do envolvimento de todos que têm experiência, inclusive, dentro de um ritmo de julgamento em massa e que têm sugestões, ou soluções, para o contingenciamento de processos, ou dá própria possibilidade do sistema resolver conflitos numa fase pré-processual.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição de imagem: Foto horizontal colorida dos participantes da reunião
 
 
Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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