MATO GROSSO
Prefeitura de Nova Maringá cumpre com todos percentuais e limites constitucionais e legais
MATO GROSSO
| Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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| Conselheiro-relator, Waldir Teis. |
A Prefeitura de Nova Maringá cumpriu com todos os percentuais e limites constitucionais e legais e recebeu parecer prévio favorável à aprovação das contas anuais de governo, referentes ao exercício de 2021, do Plenário Presencial do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Sob relatoria do conselheiro Waldir Teis, o balanço foi apreciado na sessão extraordinária de quinta-feira (20).
Em seu voto, o relator pontuou que, na manutenção e desenvolvimento do ensino, o município aplicou o montante de R$ 12,6 milhões, correspondente a 27,80% da receita base e, nas ações e serviços públicos de saúde, R$ 9 milhões, valor que corresponde a 20,36% da receita base. Portanto, Nova Maringá cumpriu o limite mínimo de 25% e 15%, respectivamente, estabelecido na Constituição Federal.
À remuneração e valorização dos profissionais do magistério, dos ensinos infantil e fundamental, foi destinado o valor de R$ 3,2 milhões, o que equivale a 70,13% da receita do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Desse modo, o município aplicou os recursos acima do limite mínimo constitucional de 70%.
Conforme o conselheiro, as despesas totais com pessoal do município somaram R$ 19,1 milhões, montante equivalente a 36,41% da Receita Corrente Liquida (RCL), ou seja, inferior ao limite máximo de 60% estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Já o valor do repasse ao Poder Legislativo no exercício de 2021 foi de R$ 1,6 milhão, correspondendo a 5,85% da receita base e também inferior ao limite máximo de 7%.
“A arrecadação das receitas orçamentárias foi de R$ 55,1 milhões, exceto o Fundeb, renúncias de receitas e outras deduções, no valor de R$ 7,1 milhões. Os dados da série histórica demonstram um acréscimo de arrecadação de R$ 15,2 milhões. As receitas tributárias próprias perfizeram R$ 11,9 milhões, atingindo o percentual de 15,90% da receita total do município, já descontada a contribuição ao Fundeb”, apontou Teis.
Na execução orçamentária, comparando a receita arrecadada ajustada (R$ 55.136.912,85) com a despesa realizada ajustada (R$ 52.359.443,83) o município apresentou superávit orçamentário de R$ 2,7 milhões. “Demonstrou ainda, capacidade financeira suficiente para saldar os compromissos de curto prazo, visto que possui R$ 12 milhões de disponibilidade financeira bruta”.
Os dados apresentados no relatório técnico demonstraram ainda que no exercício de 2021, os investimentos do município representaram 13,57% do total de suas despesas orçamentárias.
Frente ao exposto, seguindo em parte o parecer do Ministério Público de Contas (MPC), o relator votou pela emissão de parecer prévio favorável à aprovação das contas, com recomendações, sendo acompanhado por unanimidade do Plenário Presencial.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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Fonte: TCE MT
MATO GROSSO
ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.
Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.
Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte.
O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite.
Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.
Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual.
Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.
Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.
Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária.
Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.
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