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Policiais e educadores de Sorriso-MT participam do Círculo de Paz para prevenção de conflitos

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O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, segue realizando o seu compromisso integral com a justiça restaurativa na promoção de uma série de ‘Círculos de Construção de Paz’, com diferentes públicos, entre eles militares das forças de segurança e profissionais das escolas públicas.
 
Em janeiro de 2024, o primeiro ‘Círculo de Construção de Paz’ foi realizado com homens e mulheres do 12° Batalhão da Polícia Militar, com a participação de 27 policiais. Esses encontros ofereceram um ambiente seguro e acolhedor para que os participantes compartilhassem suas experiências, desafios e emoções. Momento para falar e ouvir mais sobre o lado humano de cada um, os sentimentos, sonhos e frustrações, muitas vezes, invisível por trás da farda e armas, durante sua atuação profissional na missão de combate ao crime.
 
Para o juiz coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Sorriso-MT, Anderson Candiotto, a proposta dos ‘Círculos de Paz’ possui grande valia para o autoconhecimento, autocuidado, empatia e relacionamento interpessoal, comprovado pelos participantes.
 
“Recebemos feedback dos nossos facilitadores, dizendo o tanto que o círculo aflora os sentimentos e valores dos participantes, permitindo uma grande reflexão sobre situações e sobre si mesmos, isso revela e comprova que o ‘Círculo de Paz’ é potente entre as pessoas, permitindo uma conexão, inclusão, justiça, igualdade e integridade para que cada um sinta-se acolhido e ouvido para resolver e prevenir conflitos”, declarou o magistrado. 
 
A ferramenta restaurativa do ‘Círculo de Construção de Paz’, executada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, tem sido aplicada em diversos contextos, destacando-se também na rede ensino pública para conter conflitos entre crianças e jovens, como bullying, agressão verbal, física, preconceito e outras problemáticas do cotidiano no ambiente de ensino.
 
Em fevereiro, 51 professores e coordenadores da rede estadual de ensino, da Escola Estadual José Domingos Fraga Filho, além de outros 30 profissionais da Escola Nova Dinâmica tiveram a oportunidade de participar do projeto mais humano da justiça, o Círculo de Paz.  
 
A metodologia da justiça proporciona aos participantes um saudável diálogo, que promove a igualdade e estimula uma reflexão individual e coletiva, em busca das resoluções dos problemas do cotidiano social, resgatando a cultura da paz e pacificação social, especialmente entre as novas gerações.
 
Essas iniciativas do Cejusc de Sorriso-MT demonstram um compromisso genuíno com a construção de uma comunidade mais harmoniosa e resiliente, destacando a importância do diálogo e da compreensão mútua na resolução de conflitos e na promoção da paz social.
 
 
A realização dos ‘Círculos de Construção de Paz’, estão em conformidade com a Lei nº 3.366, aprovada em abril de 2023, do Programa Municipal de Práticas de Construção de Paz nas Escolas de Sorriso, com objetivo de implementação das práticas restaurativas em todas as escolas do município, que vai beneficiar mais de 17,5 mil estudantes da rede de ensino.  
 
#ParaTodosVerem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Imagem colorida. Mostra os policiais participando do Círculo de Construção de Paz. São treze pessoas em círculo sentado na cadeira. Foto 2: Mostra um grupo de profissionais da educação, 17 pessoas, sendo dois homens e 15 mulheres sorrindo.  
 
Carlos Celestino
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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