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Policiais civis de MT são capacitados em instrução operacional e atendimento pré-hospitalar tático

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Investigadores, escrivães e delegados da Polícia Civil de Mato Grosso encerraram no fim de semana a instrução operacional ministrada pela Força Nacional de Segurança Pública. A turma de 49 profissionais também recebeu uma certificação internacional que os capacita em atendimento pré-hospitalar tático.

Foram seis dias de qualificação, com 54 horas-aula, ministrada nas dependências da Academia da Polícia Civil pela equipe da Coordenação de Treinamento e Capacitação da Força Nacional com disciplinas sobre instrumentos de menor potencial ofensivo, armamento, munição e tiro e atendimento pré-hospitalar tático.

O delegado-geral da Polícia Civil, Mário Dermeval, reiterou a necessidade de constante qualificação dos policiais, a fim de elevar e aprimorar o nível de atendimento operacional. Ele agradeceu a parceria com a Força Nacional que trouxe o curso a Cuiabá.

”A Polícia Civil vem trabalhando para adquirir armamento e outros materiais essenciais ao trabalho policial, a exemplo dos fuzis 556 e das pistolas Glock que em breve entregaremos a todos os policiais. E manusear armamentos da categoria que passaremos a utilizar, exige um conhecimento profundo e o treinamento. E temos que acompanhar essa tecnologia”, apontou o delegado, reforçando o papel da Academia de polícia na organização constante de treinamentos.

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Orador da turma, o delegado Marcos Aurélio Veloso, com 34 anos na Polícia Civil, destacou o alto nível dos instrutores do curso, coordenado pelo tenente Cícero Souza Torres. ‘’Temos um compromisso gigante com nossa sociedade e nossa instituição ao sair de uma qualificação como essa, que foi conduzida com um profundo conhecimento pela equipe, com uma didática ímpar’’.

Participaram da instrução 49 policiais civis lotados em delegacias das regionais de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Vila Rica, Guarantã do Norte, Sinop, Primavera do Leste, Nova Mutum, Água Boa, Tangará da Serra, Alta Floresta, Cáceres, Barra do Garças, Juína e Pontes e Lacerda.

Para o diretor-adjunto da Academia de Polícia, delegado Fausto Freitas, o padrão do treinamento teve um nível elevado, com a equipe transmitido conhecimento de forma profissional. ‘’A equipe de instrutores atuou de forma exemplar, profissional, reconhecendo limites de cada aluno e os orientando da melhor forma a retirar o máximo de conhecimento da instrução. E a intenção da academia é continuar trabalhando para trazer novas qualificações e capacitações e atuar constantemente no treinamento de nossos policiais’’, afirmou o diretor-adjunto.

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Coordenador de administração da Força Nacional, o major Edson Gondim Silvestre, agradeceu a atuação conjunta para trazer a instrução operacional. ‘’É motivo de orgulho para a Polícia Civil a atuação dos profissionais que participaram do curso. E na reunião que realizamos, eu vim para falar da instrução e saí daqui tendo uma aula de gestão de como a direção da Polícia Civil vem conduzindo a instituição’’, atestou o major.

Os alunos receberam a certificação da instrução operacional e também a habilitação Stop the Bleed, ofertada pelo American College of Surgeon e Departamento de Defesa dos Estados Unidos. A certificação internacional habilitou os policiais em cuidados pré-hospitalares e controle de sangramento em vítimas de lesões traumáticas antes da chegada de serviços médicos de emergência.

Ao final da cerimonia, os alunos e a Diretoria da Polícia Civil homenagearam os instrutores do curso, agente Iranilson Medeiros, que representa a Polícia Civil na Força Nacional; o tenente Cícero de Souza Torres, que representa o corpo docente da FN e o major Fernando Mota Magalhães, representante da Polícia Militar na Força Nacional.   

Fonte: GOV MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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