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Polícia Civil cumpre mandados contra organização criminosa que cometia golpes nas redes sociais

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A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), em apoio à Polícia Civil do Estado de São Paulo, cumpre, na manhã desta quarta-feira (13.04), 21 ordens judiciais na Operação Miqueias. O alvo é uma organização criminosa que cometia golpes por meio de redes sociais, com lucros na casa de milhões para os criminosos.

As ordens judiciais foram expedidas com base em duas investigações realizadas pela Delegacia Seccional de Polícia de São José do Rio Preto, por meio do Núcleo de Polícia Judiciária 1º, 2º e 5º Distritos Policiais, que identificaram  mais de 100 vítimas somente no Estado de São Paulo, contudo o grupo criminoso age em todo o território nacional.

Os mandados, sendo todos de busca e apreensão domiciliar, foram expedidos pela Terceira e Quinta Vara de São José do Rio Preto e são cumpridos contra integrantes do grupo identificados nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.

Os alvos estão envolvidos em golpes conhecidos como “Golpe do Whatsapp” e “Golpe da OLX”.  No primeiro, os criminosos criam um perfil falso no aplicativo de mensagens, utilizando a fotografia da vítima, e entram em contato com amigos e familiares, solicitando valores emprestados.

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Já no “Golpe da OLX”, os suspeitos se aproveitam de anúncios de veículos dispostos em sites de compra e venda pela internet para oferecerem automóveis anunciados e assim ludibriar compradores e vendedores para que o dinheiro do negócio seja depositado na conta da associação criminosa.

A consumação do crime ocorre quando as vítimas, induzidas a erro, efetuam transferências via pix para contas indicadas pelo grupo criminoso. Os valores arrecadados podem ultrapassar a casa de milhões de reais e ainda não é possível precisar o montante de pessoas lesadas com os golpes aplicados pelos criminosos.

Nos últimos três anos, centenas de suspeitos envolvidos nos golpes foram presos, tanto na região de São José do Rio Preto, quanto nas capitais paulista, catarinense e mato-grossense. Somente em Cuiabá, já é a terceira operação deflagrada.

Efetivo empregado:

Participam da operação aproximadamente 100 policiais civis, sendo as equipes de todas as unidades da Diretoria de Atividades Especiais (DAE) – Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Gerência de Operações Especiais (GOE), Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol), Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema); e também da Diretoria Metropolitana com as equipes da Delegacia de Estelionato e Outras Fraudes, Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá) e Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA), além dos policiais de  São José do Rio Preto. 

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Nome da operação:

O nome da operação faz menção ao versículo da Bíblia Miqueias 7;5: Não confie nos vizinhos; nem acredite nos amigos. Até com aquela que o abraça tenha um cada cuidado com o que diz.

Fonte: GOV MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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