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Poder Judiciário realiza palestra sobre gerenciamento de resíduos

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O Poder Judiciário de Mato Grosso dá um passo importante para minimizar impactos ao meio ambiente com o gerenciamento e destinação correta de resíduos sólidos. Para isso, o Núcleo Socioambiental do Tribunal de Justiça realizou no sábado (25 de fevereiro) palestra para orientar os(as) profissionais terceirizados(as) da limpeza, que fazem as coletas nos setores das unidades judiciais e administrativas na sede do Palácio da Justiça, em Cuiabá.
 
Para práticas simples e ambientalmente corretas que reduzam impactos negativos ao meio ambiente é necessário que haja a conscientização quanto às ações positivas, como o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), que será implementado e irá nortear as iniciativas a serem desenvolvidas no Tribunal de Justiça e demais comarcas do Estado.
 
São ações como coleta, acondicionamento, transporte, reciclagem e destinação final dos resíduos. Temas abordados durante a palestra ministrada pela servidora da gestão socioambiental do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 23ª Região, Natália Pansonato. Ela dará a consultoria, por meio do PGRS, para o desenvolvimento das iniciativas no âmbito da Justiça Estadual.
 
Aos profissionais terceirizados(as), vinculados(as) à Coordenadoria de Infraestrutura do TJMT, ela apresentou os seis passos do Plano: conhecer os resíduos; segregar os resíduos; descartar corretamente; coletar os resíduos; transporte interno; e armazenamento temporário dos resíduos.
 
Natália Pansonato afirma que os(as) colaboradores(as) da limpeza são essenciais na gestão adequada de resíduos sólidos porque são eles e elas que coletam o material descartado nas salas. Porém, ela reafirma que a conscientização deve ser de todos. “Eles são os principais conhecedores de como esses resíduos estão sendo separados ou não. Mas antes de ter os profissionais que fazem essa coleta, mais importante ainda somos nós, aqueles que descartam os resíduos. De nada adianta o órgão implementar a separação do lixo, colocar lixeiras adequadas, buscar as parcerias para destinar os resíduos se as pessoas não separarem corretamente. O primeiro passo é separar corretamente os resíduos, usar corretamente as lixeiras e depois implementar a coleta seletiva e a destinação adequada”, orientou.
 
A profissional enfatiza que a gestão adequada dos resíduos é um importante passo em prol da sustentabilidade, tanto ambiental quanto social. “Essa iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso é importantíssima, principalmente hoje em dia no contexto da agenda 2030, da Organização das Nações Unidas, que busca os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A gestão adequada dos resíduos está alinhada a esses objetivos, então, o Poder Judiciário, com esse passo, está em sintonia com essa pauta ambiental”, comentou.
 
A juíza auxiliar da Presidência do TJMT, Viviane Brito Rebello, que coordena o Núcleo Socioambiental, participou da palestra. A magistrada ressaltou a importância dos(as) profissionais terceirizados(as) nesta ação. “Temos um plano de gestão de resíduos sólidos e a colaboração dos profissionais da limpeza, que são quem verifica o descarte dos objetos e nos auxilia na coleta desses resíduos. A palestra foi realizada para que eles e elas entendam o que e como deve ser feito para que a gente consiga que esse plano saia do papel e seja realidade no Poder Judiciário de Mato Grosso.”
 
Viviane Brito disse ainda que será realizado um trabalho intenso junto aos magistrados(as) e servidores(as) para auxílio na separação dos resíduos, que serão coletados e identificados pelos(as) profissionais da limpeza. Eles e elas vão informar se a separação do lixo está sendo realizada de forma correta pelo público interno. Tudo será no sentido de orientação. “O principal objetivo é cumprir nosso papel no gerenciamento de resíduos sólidos. Temos algumas iniciativas no Judiciário, mas a ideia é tornar essa prática automática, onde façamos com que a separação e destinação correta do lixo se torne um hábito, não só no trabalho, mas que se estenda para nossa família e vizinhos.”
 
Sinérgio Ferreira, que trabalha no setor de carga e descarga do Tribunal aprovou a palestra e disse que o conhecimento adquirido irá agregar muito. “É a primeira vez que participo de uma palestra com esse tema e achei muito interessante. Em casa já faço algumas dessas práticas, mas tem muita coisa que eu ainda não sabia. Achei esse momento muito proveitoso. Cada um fazendo um pouco e fazendo a sua parte será muito importante para o meio ambiente.”
 
A juíza apresentou a equipe do Núcleo Socioambiental do TJMT e ao final, recebeu o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – PGRS.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição das imagens: Imagem 1: Foto horizontal colorida. Ao fundo está a palestrante, em pé, falando aos presentes. Ela usa um vestido branco de manga com estampas verdes e azuis. Ela usa óculos de grau e segura o microfone com a mão direita.
Imagem 2: Foto horizontal colorida em plano fechado. Natália Pansonato concede entrevista para TV.Jus.
Imagem 3: Foto horizontal colorida da juíza Viviane Brito Rebello durante entrevista para TV.
Imagem 4: Foto de Sinérgio Ferreira, também em entrevista para TV. Ele usa camiseta azul da empresa terceirizada.
 
Dani Cunha/Fotos: Naiara Martins
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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