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Poder Judiciário instalará Núcleo de Inquéritos Policias no dia 28 de março

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O Poder Judiciário de Mato Grosso vai instalar o Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) da Comarca de Cuiabá no dia 28 de março, às 14h. A solenidade ocorrerá no prédio do Juizado da Miranda Reis e marca uma nova fase na ação penal e no inquérito judicial de mais celeridade nas investigações.
 
A Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT) e a Secretaria Estadual de Segurança Pública de Mato Grosso alinharam parceria para o lançamento do Nipo, que pretende digitalizar todos os mais de nove mil inquéritos policiais da Capital. Na prática eles terão andamento processual mais ágil.
 
A reunião foi realizada no gabinete do corregedor-geral, desembargador José Zuquim Nogueira, na tarde dessa terça-feira (15 de março). “Com o apoio de delegados e agentes devidamente qualificados para esta atuação teremos total sucesso e a população ganhará com isto. Seremos mais céleres e organizados”, ponderou o corregedor se dirigindo ao secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre Bustamante dos Santos e o secretário-adjunto de Inteligência, Wylton Massao Ohara.
 
“Queremos migrar todos os procedimento para o PJe. Não seriam de competência do Nipo os procedimentos relativos aos crimes militares, os decorrentes de violência doméstica e familiar contra a mulher e os de competência dos Juizados Especiais Criminais”, informou o juiz auxiliar da CGJ, Emerson Luis Pereira Cajango, que ainda ressaltou que o Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI) e a Coordenadoria de Tecnologia da Informação (CTI), serão responsáveis por criar as funcionalidades nos sistemas informatizados.
 
A juíza auxiliar da CGJ, Christiane Costa Marques Neves, acrescentou. “Os procedimentos relativos aos crimes militares, os decorrentes de violência doméstica e familiar contra a mulher e os de competência dos Juizados Especiais Criminais não tramitarão pelo Nipo”, disse.
 
Os juízes João Bosco Soares da Silva (10ª Vara Criminal de Cuiabá), João Francisco Campos de Almeida (Terceira Vara Criminal de Rondonópolis) e a juíza Helícia Vitti Lourenço (Primeira Vara Criminal de Cáceres), irão compor o Nipo, cada um auxiliado por dois assessores.
 
O Nipo aprovado pelo Conselho da Magistratura do Poder Judiciário do Estado. A Lei 638/2019, de autoria do Poder Judiciário, foi aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo Poder Executivo. Conforme a lei, o Nipo se encarregará de administrar o inquérito até a fase da pronúncia, e o inquérito ficará competente para receber todas as medidas cautelares (quebra de sigilo telefônico e/ou sigilo bancário, entre outras medidas).
 
O Nipo também se encarregará de fiscalizar o tempo médio na apuração das provas.
 
Competências do Nipo – I- apreciar, com jurisdição plena, os inquéritos policiais e os procedimentos investigatórios oriundos da Comarca de Cuiabá; II- julgar os habeas corpus impetrados contra atos de autoridade policial, praticados no curso de inquérito policial ou investigação; III- julgar os mandados de segurança contra atos de autoridade policial, em decorrência da condução do inquérito policial ou investigação; IV- decidir os pedidos de revogação de prisão, liberdade provisória, prisão temporária, preventiva, restituição de coisas apreendidas ou outro pedido cautelar e incidental, cabendo-lhes, inclusive, determinar o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer peças informativas, sem prejuízo do disposto no art. 28 do Código de Processo Penal e demais normas pertinentes, entre outros.
 
“Com a atuação de um delegado específico o Núcleo terá ainda mais eficiência”, pontuou o juiz João Bosco.
 
O coordenador da CGJ, Flávio de Paiva Pinto, lembrou da importância da Central de Processamento Eletrônico (CPE) da Corregedoria, que pode ajudar na digitalização dos documentos e indicou: “ainda precisamos de mais força de trabalho para digitalizarmos todos os documentos de forma adequada. Não temos todos os braços necessários, mas temos estratégia”.
 
O secretário Alexandre Bustamente se comprometeu em alicerçar a causa. “Pelo conhecimento de mais de 30 anos que tenho de Polícia e o que vocês querem fazer, posso dizer que já deu certo”, considerou.
 
O corregedor concluiu a reunião dizendo que a intenção é colocar o Nipo em funcionamento até o final deste mês.
 
 
Esta matéria contém recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição da imagem: fotografia colorida de uma mesa de reunião na  Corregedoria. Na ponta o Corregedor conversas com os demais participantes, juizes auxiiliares e representantes da Polícia Civil.
 
Ranniery Queiroz
Assessoria de imprensa CGJ-TJMT
(65) 3617-3069
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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