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Os(as) interessados(as) em participar da Audiência Pública “A transformação digital do Poder Judiciário e os excluídos digitais” podem se inscrever até a próxima terça-feira (19 de julho). O evento, realizado pelo Poder Judiciário de Mato Grosso por meio da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), acontecerá na próxima sexta-feira (22/07), entre 13h30 e 17h30, de maneira híbrida, presencial e por videoconferência.
 
O objetivo é debater os avanços recentes do processo de transformação digital do Poder Judiciário, bem como contextualizar as tendências que indicam caminhos a serem seguidos e desafios a serem superados. Além disso, visa discutir os efeitos do processo de transformação digital na concretização do Direito de acesso à Justiça, com contextualização da situação dos excluídos digitais – pessoas que não têm acesso às ferramentas tecnológicas ou conhecimento técnico para usá-las – em âmbito nacional e local.
 
No país, segundo estudo realizado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), um quarto da população não tem acesso à internet. Isso significa que 47 milhões de brasileiros estão fora da rede mundial de computadores. Ainda, a proporção de usuários de internet com 16 anos ou mais que utilizaram serviços de governo eletrônico passou de 68%, em 2019, para 70%, em 2021. Cerca de 93 milhões de brasileiros afirmaram realizar algum tipo de serviço de governo eletrônico no período, um acréscimo de 12 milhões de indivíduos entre 2019 e 2021.
 
Programação – Para debater esse contexto, com foco no Poder Judiciário, a Audiência Pública contará com a presença de especialistas nacionais e regionais. A cerimônia de abertura será às 13h30. Em seguida às 14h é a vez do primeiro eixo, que debaterá a transformação digital e o futuro da Justiça, com o juiz auxiliar da presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Fábio Ribeiro Porto. No segundo eixo, às 14h52, o tópico a ser discutido será os excluídos digitais: diagnóstico, com o defensor público da União, Renan Vinicius Sotto Mayor de Oliveira e a defensora pública do Estado de Mato Grosso, Cleide Regina Ribeiro Nascimento. No terceiro e último eixo, às 15h55, o tema escolhido será o futuro do acesso à Justiça: boas práticas, com as juízas do TJMT, Viviane Brito Rebello e Cristhiane Trombini Puia Baggio e o defensor público do Estado de Mato Grosso, Fernando Shoubia.
 
 
#Paratodosverem Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagem: Foto 1 colorida – Em meio a uma pilha de papéis, um homem segura um telefone, que projeta símbolos da Justiça, em cima os dizeres: Audiência Pública A transformação Digital do Poder Judiciário e os Excluídos Digitais.
 
Larissa Klein
Assessoria de Imprensa CGJ-MT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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