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O juiz auxiliar da Vice-Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Aristeu Dias Batista Vilella, passa a coordenar o Centro de Inteligência do Poder Judiciário. Ele dará continuidade ao trabalho desenvolvido pela sua antecessora, a juíza auxiliar da Presidência, Andriana Sant’Anna Conigham, que foi responsável pela consolidação da unidade.
 
“O Centro é um facilitador que reúne todas as áreas do Tribunal de Justiça e leva as demandas e informações à alta direção. Por se tratar de um centro de inteligência, o grupo operacional leva questões de suma importância para que a alta administração acolha aquilo e inicie um procedimento. Por exemplo, nós elegemos, em uma das reuniões que uma das primeiras ações seria a demanda predatória e já estamos levantando o quantitativo”, explica o juiz que também é coordenador do Núcleo de Gerenciamento de Precedentes e de Ações Coletivas (Nugepnac).
 
Demandas predatórias são aquelas que avolumam o Judiciário com tentativas de tumultuar, é uma prática que consiste no ajuizamento de ações em massa, através de petições padronizadas. De acordo com o novo coordenador, entre as metas ainda para 2022 está o encaminhamento para julgamento de três Incidentes de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDRs).
 
Compõem o Centro de Inteligência do Poder Judiciário de MT, a presidente do TJMT, desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas, a vice-presidente, a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, o corregedor-geral da Justiça, o desembargador José Zuquim Nogueira, a Juíza Auxiliar da Presidência, Adriana Sant’Anna Coningham, Juiz auxiliar da Vice-Presidência, Aristeu Dias Batista Vilella, juiz auxiliar da Corregedoria, João Thiago de França Guerra, a coordenadora do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (NUPEMEC), juíza Cristiane Padim da Silva, coordenador do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais, juiz Luís Aparecido Bortolussi Júnior.
 
Além dos magistrados e magistradas, compõem o Centro o coordenador judiciário, Bruno José Fernandes da Silva, gestor responsável pelo Núcleo de Gerenciamento de Precedentes e de Ações Coletivas (NUGEP-NAC), Márcio Alexandre Maciel, assessor de Estatística da Coordenadoria de Planejamento, Anderson Cristiano Neisse.
 
 
 
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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