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A Polícia Civil de Mato Grosso apresentou as novidades tecnológicas da instituição ao corregedor-geral da Justiça, o desembargador José Zuquim Nogueira, que no ato representou a presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Maria Helena Gargaglione Póvoas. O encontro aconteceu nesta segunda-feira (07/07), na Corregedoria Geral da Justiça (CGJ), em Cuiabá.
 
Segundo o delegado-geral de Mato Grosso, Mário Dermeval Aravechia de Resende, a instituição promoveu uma evolução tecnológica nos últimos quatro anos. “Sejam em ações que já estão sendo desenvolvidas como melhorias no sistema da Polícia Civil, o GEIA, Inquérito Eletrônico, no SOS Mulher, integração com o Processo Judicial eletrônico (PJe), a Politec, o Ministério Público, a outras iniciativas que estão em desenvolvimento como gravação de oitivas, manual de objetos apreendidos, apreensão virtual tridimensional de objetos apreendidos, elementos de cadeia de custódia e diversas outras frentes. Cerca de meio bilhão foram investidos em sistemas que rodam e administram todos os produtos da Polícia Civil. Assim Mato Grosso tem um dos sistemas mais modernos do pais e que deve começar a funcionar este ano”, pontuou.
 
O coordenador de tecnologia da Polícia Civil, Fábio Ferreira, apresentou o trabalho realizado pela Polícia Civil para trazer melhorias e novas integrações, em busca de um sistema de excelência de investigação e gestão policial. Uma das novidades mostradas é a gravação de oitivas. “É algo que ainda aguarda parecer do Tribunal, mas já possuímos um sistema, o Kenta, que permite a gravação com toda segurança por meio de criptografia, assinatura eletrônica, que irá gerar um hash de segurança (um arquivo que se for alterado irá revelar essa modificação). O magistrado ainda receberá essa oitiva por um link, com uma senha, para acessar um portal de mídia da Polícia Civil. É como se fosse um streaming. Criamos isso por conta da dificuldade de remeter grandes arquivos ao PJE. Por exemplo, não consigo enviar um vídeo de 200 megas de Canarana para a capital. Então nos criamos um esquema de servidores, em que cada unidade se comunica com os servidores na nossa central”, explicou.
 
Outra inovação é a validação biométrica direto na Politec, o que permite que as pessoas que tenham a biometria coletadas sejam imediatamente identificadas, se cadastradas no sistema da unidade de perícia. “Além disso, realizamos o confronto de biometria. Se ele for de Mato Grosso e tiver uma identidade digitalizada, cerca de 70% da população já é, conseguimos validar em tempo real. Em uma semana pegamos cinco pessoas tentando se passar por outras, com documento falso. O sistema não fala de quem é biometria, só diz que a biometria não confere com o cadastro da Politec”, detalhou.
 
O corregedor-geral da Justiça, o desembargador José Zuquim Nogueira, parabenizou a instituição por todas as iniciativas. “Não sei se vocês sabem, mas entre a década de 70 e 80 fui delegado e vocês não imaginam a minha satisfação de ver todos esses avanços sendo realizados. E o caminho é esse mesmo, de unir forças, com integração e modernização. A pandemia impulsionou o desenvolvimento tecnológico, porque não podíamos ficar parados, e assim como o judiciário, vocês avançaram, mudanças que não tem volta e que oferecem um melhor serviço à população mato-grossense”, afirmou.
 
Participaram ainda da reunião o juiz auxiliar da CGJ, João Thiago de França Guerra, a vice-diretora geral do TJMT, Janaina Badre Teixeira Bergamaschi, o assessor jurídico da presidência, Paulo Roberto Gomes Bezerra Filho, o coordenador da CGJ, Flavio de Paiva Pinto, a diretora de Execução Estratégica, Daniela Silveira Maidel, delegado-geral adjunto da Polícia Judiciária Civil, Gianmarco Paccola Capoani, diretor Metropolitano da Polícia Judiciária Civil, Rodrigo Bastos da Silva e o diretor de Inteligência da Polícia Civil, Juliano de Carvalho.
 
#Paratodosverem Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagem: Foto 1 colorida – Todos estão sentados à mesa, o delegado-geral de Mato Grosso, Mário Dermeval Aravechia aponta e conversa com o corregedor Zuquim. Ao fundo a tela do retroprojetor está projetada na parede.
 
Larissa Klein  
Assessoria de Imprensa CGJ
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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