CUIABÁ

MATO GROSSO

Poder Judiciário de Mato Grosso

Publicados

MATO GROSSO

O projeto “Ação pela Conciliação”, idealizado pela Corregedoria-Geral de Justiça de Mato Grosso (CGJ-TJMT) em parceria com o Núcleo de Apoio Estratégico (NAE) e o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (NUPEMEC), e executado pelo Cejusc Virtual Estadual (CVE), firmou 301 acordos entre os dias 16 de abril e 31 de julho deste ano.
 
Ao todo, foram marcadas 3.049 audiências. Deste montante, 1.846 foram realizadas e 1.203 foram prejudicadas. Entre os tipos de processos atendidos, 805 eram de família, 622 de consumo, e 1.622 de outras causas cíveis.
 
A juíza auxiliar da CGJ-TJMT, Cristiane Padim, uma das coordenadoras do projeto, destacou que esses resultados abrangem todo o Estado e contribuem para os indicadores do Prêmio CNJ de Qualidade, visando aumentar a taxa de conciliação em processos cíveis, execuções extrajudiciais não fiscais e cumprimento de sentença.
 
O projeto envolveu processos das comarcas atendidas pelo Cejusc Virtual Estadual e também das comarcas de Cuiabá, Rondonópolis, Sinop, Sorriso, Várzea Grande, Primavera do Leste, Juína, Juara, Arenápolis e Nova Mutum. Conforme a magistrada, a seleção dos casos seguiu critérios estabelecidos conforme os indicadores o Prêmio CNJ de Qualidade.
 
“Nossa equipe de apoio, composta por gestores judiciais dos Cejuscs do Estado, analisou os processos e os encaminhou ao PJe do Cejusc Virtual Estadual. Foi um projeto desafiador e inovador, resultado de um trabalho colaborativo”, explicou a magistrada. Além de Padim, também são juízas coordenadoras do projeto Helícia Vitti Lourenço (NEPEMEC) e Melissa de Lima Araújo (NAE e CVE).
 
Inicialmente, as audiências contaram com mediadores voluntários, e mais tarde, 10 mediadores credenciados pelo NUPEMEC somaram força na Ação. Ao todo, participaram 80 colaboradores, entre mediadores e conciliadores. “Vale destacar que grande parte desses profissionais atuou voluntariamente, contribuindo de forma valiosa para a promoção da consensualidade”, concluiu Cristiane Padim.
 
#ParaTodosVerem: esta matéria inclui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Foto 1: a juíza Cristiane Padim fala durante apresentação da Corregedoria, usando camisa branca com detalhes pretos, colar de pérolas e óculos. Ao fundo, um slide com a logo da gestão 2023/24 da CGJ, exibindo uma bússola dourada.
 
Gabriele Schimanoski
Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Ação em MT e MS visa coibir a subtração e desvio de fertilizantes
Propaganda

MATO GROSSO

ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

Publicados

em

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

Leia Também:  Corregedoria Participativa promove diálogo com a sociedade em Nova Mutum

O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

Leia Também:  Comissão de Assuntos Fundiários de Pedra Preta avança na regularização fundiária em três bairros

Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA