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Está no ar o 12º episódio do Programa “Explicando Direito”, com um testemunho do escritor e jornalista Arlem Maffra sobre sua luta pessoal contra a dependência química e, após décadas de drogadição, um final feliz, de superação e recomeço. Toda essa história foi narrada no livro “Mais Forte que o Crack”.
 
“Eu procurei tentar entender qual era o núcleo, qual era a coisa principal do conteúdo desse livro. A coisa principal foi toda a minha vida eu perdendo para as drogas, desde a minha adolescência, sabendo o que eu tinha que fazer, mas sem força para fazer”, contou Arlem, que iniciou o consumo aos 14 anos.
 
“Então, a vida inteira o que eu procurei não foram programas, não foram métodos… Eu procurei força, porque muitos caminhos me foram apresentados, muitos programas, muitos métodos. Eu tive uma vida de drogadição com mais de 20 interações em clínicas, em comunidades terapêuticas. Então, eu coloquei em prática vários modelos de tratamento, alguns duraram um pouco mais, outros menos, mas o fato é que eu não tive forças. As drogas foram roubando as minhas forças.”
 
No programa, o escritor explicou a origem do nome do livro que escreveu. “Quando eu fui dar o título ao livro, eu imaginei que eu havia encontrado algo mais forte que o crack, um motivo, uma maneira de viver, que me devolveu a liberdade. Isso foi mais forte que o crack, esse desejo, essa vontade, foi turbinada por um mergulho na minha espiritualidade. Eu encontrei esse ambiente onde eu obtive força”, asseverou.
 
Segundo ele, a obra apresenta duas histórias paralelas, sobre os dois mundos em que viveu, entre eles o período em que morou nas ruas da Cracolândia de São Paulo. “O que uma pessoa que teve educação, filho de classe média alta, como eu, que teve acesso a boas escolas, que não vem de uma família desagregada, uma pessoa que tem percepção e consegue fazer reflexões, como que essa pessoa passa por isso? Quais são as marcas isso deixa na vida dela? Qual a percepção que ela tem de tudo isso, quais são as reflexões que aqueles fatos, que aqueles eventos, causam na vida de uma pessoa?”
 
O programa Explicando Direito, uma iniciativa da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso https://esmagis.tjmt.jus.br/, está disponível no canal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso no YouTube.
 
 
 
 
ParaTodosVerem: Esse post possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência. Fotografia quadrada e colorida. Na lateral esquerda o ícone de play acompanhado do texto: /tjmtoficial. Na parte superior central o logo do Programa Explicando Direito, a foto do convidado: Arlem Maffra, acompanhados do texto: Escritor e jornalista Arlem Maffra. Assista agora! 12º Episódio. Assina a peça o logo do Poder Judiciário de Mato Grosso.
 
 
Lígia Saito
Assessoria de Comunicação
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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