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Poder Judiciário apresenta projeto para capacitação sobre violência contra mulher em escolas

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A Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher-MT) expande a sua linha de atuação para levar informações às escolas sobre violência doméstica e familiar contra a mulher. Em reunião por videoconferência realizada na manhã desta quarta-feira (16 de fevereiro), a equipe da Coordenadoria apresentou o Programa “Cemulher e a Lei Maira da Penha nas Escolas” para representantes das Secretarias de Educação estadual e municipal.
 
A proposta é capacitar o corpo técnico e administrativo das escolas do Estado e municípios e conscientizar estudantes (crianças e adolescentes) sobre vivência da não violência doméstica e familiar contra a mulher.
 
No conteúdo da capacitação constam assuntos relacionados aos Direitos Humanos e a prevenção de todas as formas de violência contra a mulher, o que vai contribuir para o conhecimento da Lei 11.340/2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha. O objetivo é fomentar a reflexão entre todos da comunidade escolar sobre o enfrentamento da violência contra a mulher.
 
Presente na reunião, a coordenadora da Cemulher, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, ressalta a relevância do programa e principalmente a parceria firmada entre a Justiça estadual e as secretarias de Educação.
 
“Será um programa muito proveitoso porque quando falamos com crianças e adolescentes eles terão mais oportunidade de entender o que é violência doméstica, as suas causas, os ciclos da violência e levam a mensagem para casa. Por isso o trabalho com os professores e professoras, coordenadores e coordenadoras e mediadores e mediadoras das escolas, que são quem trabalham com crianças e adolescentes, é de suma importância. Precisamos unir o Poder Judiciário com a Educação no sentido de levar ações, saber quais são as dificuldades sobre o enfrentamento da violência doméstica e também aprender com eles.”
 
Ana Emília Brasil Sotero, assessora da Cemulher-MT, explicou toda a metodologia, desenvolvimento e os objetivos do projeto e disse inicialmente o programa será voltado para a capacitação dos professores e professoras e corpo técnico administrativo das escolas. “Quando todos tiverem a mesma linguagem e o mesmo entendimento aí vamos para a sala de aula para falar com crianças e adolescentes. Sabemos que violência doméstica é uma questão cultural. De geração para geração é passada a errônea mentalidade da superioridade masculina em detrimento da inferioridade feminina. Tudo começa dentro de casa. Precisamos unir família e escola para que a gente possa mudar essa mentalidade”, salienta.
 
Duas mediadoras escolares representaram o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, e na oportunidade ressaltaram o que vai significar essa parceria para todos os envolvidos.
 
“A violência doméstica contra a mulher é uma temática que precisa de urgência para ser tratada dentro das unidades escolares. Temos adolescentes e crianças que vivem em situação de vulnerabilidade e violência dentro dos seus lares e não sabem que estão nessa situação, porque consideram normal. Essa é uma pauta extremamente importante que a Secretaria de Estado de Educação abraça. Que seja um instrumento de multiplicação para os estudantes e um processo contínuo. Precisamos aumentarmos o diálogo para enfraquecer a violência e é através da formação dos profissionais que conseguiremos esse objetivo”, diz a mediadora Patrícia Simone da Silva Carvalho.
 
Para a mediadora Jozielle Carolina da Silva “quando fazemos uma parceria com ações para dentro da unidade escolar a gente soma muito porque reunimos conhecimento técnico e pedagógico, temos a troca de saberes e todos ganham.”
 
A secretária-adjunta da Secretaria Municipal de Educação, Débora Marques Vilar, que representou a secretária Municipal, Edilene de Souza Machado, pontua que essas capacitações são importantes para que os professores e professoras sejam multiplicadores. “Juntos poderemos reduzir os índices de violência contra a mulher que nós encontramos todos os dias nos noticiários. Entendemos que educação é um meio de fazer prevalecer os direitos iguais e o respeito entre os gêneros e os professores poderão multiplicar as informações. Estamos à disposição e podem contar com a Rede Municipal de Ensino”, afirma.
 
Professora da rede de ensino municipal, Marcela Rezende Guimarães Martins, reforça que levar esse tema para as escolas é fundamental para os envolvidos. “A escola tem esse papel social de levar temas pertinentes como esse. Estamos prontos para ajudar. Podem contar conosco, estamos juntos nessa parceria para que possamos atingir esse público.”
 
O projeto proposto faz parte da criação e implementação da Rede de Enfrentamento a Violência Doméstica e Familiar no Estado de Mato Grosso.
 
As capacitações serão realizadas de forma virtual e serão ministradas por magistradas do Poder Judiciário de Mato Grosso e membros da Cemulher-MT.
 
Ao longo das atividades serão fornecidas cartilhas informativas sobre a Lei Maria da Penha e os direitos da Mulher aos estudantes e educadores e educadoras.
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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