MATO GROSSO
Plano vai trazer melhorias para mobilidade urbana na Região Metropolitana
MATO GROSSO
Os diagnósticos e pesquisas realizadas para a elaboração do Plano Metropolitano de Logística e Mobilidade Sustentável do Vale do Rio Cuiabá (PlanMob VRC) foram apresentados em audiência pública realizada nesta segunda-feira (29.05). O objetivo do Plano é trazer melhorias para e soluções para mobilidade urbana e integração entre os municípios que fazem parte da região metropolitana.
Além da apresentação dos dados, a audiência foi uma oportunidade para ouvir sugestões do público presente, que pode acompanhar a reunião tanto presencialmente, como de forma remota pelo YouTube. A audiência pode ser vista aqui.
O secretário Adjunto de Gestão e Planejamento Metropolitano da Sinfra-MT, Rafael Detoni, apresentou as origens do plano e destacou a realização de uma pesquisa de Origem e Destino Domiciliar, a primeira realizada na região desde 2005. Segundo Detoni, essa pesquisa é uma oportunidade de conhecer os deslocamentos da população de forma quantitativa e qualitativa, escutando opiniões sobre a qualidade desses deslocamentos.
A apresentação foi conduzida pelo engenheiro José Carlos Xavier, do Consórcio responsável pela elaboração dos estudos. Além da pesquisa de Origem e Destino, foi apresentado um inventário da malha rodoviária, que percorreu mais de 1.400 quilômetros de rodovias da região e vias e avenidas urbanas, analisando a situação de cada uma.
A pesquisa também analisa o transporte de cargas na região e as rotas utilizadas por ciclistas, tanto no dia a dia, quanto em passeios de lazer e um diagnóstico da legislação de mobilidade da região.
Um dos dados destacados é que a maior parte dos deslocamentos diários é feito dentro dos próprios municípios. É o caso de Várzea Grande, onde apenas 20% dos deslocamentos são em direção à capital. Apenas Nossa Senhora do Livramento registrou mais viagens intermunicipais, com direção justamente a Várzea Grande.
“Essa pesquisa desmistifica algumas lendas urbanas. Saio muito satisfeito em razão dos números que vemos trazendo, das descobertas. Agora nós vamos avançar com o fechamento do relatório, absorvendo todas as contribuições e terminando a fase de diagnósticos”, concluiu Rafael Detoni.
O PlanMob VRC é voltado para a logística de toda a região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá, composta por Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio do Leverger, Nossa Senhora do Livramento, Acorizal e Chapada dos Guimarães. O objetivo é estabelecer diretrizes, propostas de ação, programas e investimentos para a política de mobilidade na região metropolitana.
Todos os documentos dos estudos realizados estão disponíveis no site da Sinfra-MT e também no site do PlanMob.
Fonte: Governo MT – MT
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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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