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Patrulha Rural da PM fiscaliza mais de 240 mil propriedades e impede ações de invasores em MT

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Os investimentos do Governo de Mato Grosso na Polícia Militar garantiram mais segurança à população e possibilitaram o fortalecimento de programas como o Patrulha Rural Georreferenciada, que impediu diversas ações de invasores de terras.

Ao longo de 2023, a Patrulha Rural, que está presente em todos os 15 Comandos Regionais da PMMT, recebeu cerca de R$ 18 milhões em investimentos em viaturas de duas e quatro rodas, fardamentos, armamentos, munições e equipamentos de última geração.

No ano passado, os policiais percorreram mais de 623 mil quilômetros por todo território rural mato-grossense, em mais de três mil viaturas disponibilizadas para patrulhamento tático e ostensivo. Além disso, foi empregado um efetivo de quase quatro mil militares que fiscalizaram mais de 243 mil propriedades rurais.

Em suas atividades, as equipes da Patrulha Rural promovem o monitoramento georreferenciado das propriedades rurais, assentamentos e chácaras, com policiamento especializado voltado a trechos de plantações, locais de difícil acesso, comunidades rurais, fazendas e áreas ribeirinhas.

A Patrulha Rural também coordena um trabalho preventivo com visitações, orientações e realizando cadastros de propriedades rurais em todo Estado, promovendo, assim, uma aproximação com a população.

Para o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Corrêa Mendes, a valorização da segurança no campo é um instrumento importante para impedir ações criminosas cometidas por invasores de terras e, consequentemente, impedir crimes ambientes como desmatamento ilegal em áreas de preservação ou propriedades privadas.

O coronel Mendes ressaltou, ainda, que os investimentos por parte do Governo do Estado fortalecem ainda mais as ações de combate à criminalidade na zona rural, frustrando tentativas de roubo, furto, recuperando cargas de grãos, defensivos agrícolas, equipamentos, gado e fertilizantes.

Para o comandante da Polícia Militar, a Patrulha Rural resgata sensação de segurança no campo, nas propriedades, vilas e agrovilas, comunidades e assentamentos onde vivem milhares de mato-grossenses.

“O Governo de Mato Grosso tem entregado caminhonetes, espingardas e fuzis de última geração para proporcionar maior segurança aos nossos policiais militares e qualidade do serviço prestado à população. Esse tipo de investimento impede ações de invasores de terras, na qual o governador Mauro Mendes decretou tolerânzia zero a esse tipo de crime no estado”, afirmou coronel Mendes.

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Policiamento no campo

No mês de novembro, uma ação integrada entre as forças de segurança do Estado resultou na prisão de 22 pessoas por invasão a uma área rural de aproximadamente 85 hectares, na comunidade Flor da Serra, em Matupá (685 km de Cuiabá). No local já haviam diversas barracas montadas e outras ainda sendo instaladas, além de vários materiais de construção e maquinários.

Já em outubro, policiais da Patrulha Rural prenderam quatro pessoas por invasão a uma propriedade rural localizada em União do Sul (719 km de Cuiabá). A quadrilha foi autuada por crime ambiental devido extração de madeira ilegal. Os policiais constataram, ainda, o desmatamento de uma trilha de cerca de 3 km para chegar até a margem de um córrego, onde ocorria a retirada ilegal de madeira e a instalação de moradias improvisadas. Nessa ação foram apreendidas armas, munições e outros equipamentos para execução da prática ilegal.

Em Barra do Garças (520 km de Cuiabá), cinco pessoas foram presas por policiais militares do 5º Comando Regional suspeitos por desvio de combustível e porte ilegal de arma de fogo, em uma propriedade rural no distrito do Vale dos Sonhos. Durante a busca no alojamento, foram encontradas munições e uma pistola calibre .40. Além disso, um freezer guardava carne de caça, incluindo carne de capivara e um mutum. Posteriormente, a polícia foi até outra fazenda, onde encontrou armas e munições.

Conforme o comandante do 4º Comando Regional de Rondonópolis (220 km de Cuiabá), coronel PM Fernando Agostinho, apenas em sua região, o patrulhamento rural é realizado em 15 municípios e quatro distritos, sendo 2.382 propriedades rurais cadastradas.

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“Isso gera 130 visitas mensais de cadastramento e retorno. Temos de 3 a 5 viaturas semanais empregadas e 36 policiais militares nessas equipes de patrulhamento rural. É primordial a confiança da população com a nossa patrulha, pois elas também assumem esse papel de protagonismo e fazem com que suas áreas estejam mais seguras”, afirmou.

Para o terceiro-sargento Ualas Alves da Silva, que faz parte da equipe Patrulha Rural, do 13º Comando Regional, em Água Boa, o programa ainda tem a importância de manter o contato diário entre a população e as forças policiais, garantindo a segurança em qualquer momento do dia.

“Com a evolução do crime, vimos que os criminosos também migraram para a área rural. O programa é importante para fortalecer a segurança do campo. Estamos juntos com os produtores rurais não somente nas visitas, mas a toda hora e em qualquer chamado. Estamos sempre prontos para melhor atender a população”, comentou o militar.

Tolerância zero

As forças policiais, civil e militar, atuam em conjunto em todo Mato Grosso com rondas ostensivas, investigações, monitoramento e atividades de inteligência com o objetivo de prevenir e reprimir as invasões. A determinação do governador Mauro Mendes é de tolerância zero às ocupações ilegais de terras no Estado, de acordo com o secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), coronel César Roveri.

O secretário ressaltou que as ações de repressão são permanentes e estão sendo ampliadas em todos os municípios. Ele lembrou que esse trabalho inclui estratégias de inteligência para identificar possíveis mobilizações com intuito de impedir as invasões.

“O governador Mauro Mendes já determinou tolerância zero contra o crime de esbulho possessório, que são as invasões de terras, e assim temos feito, agindo de forma rápida e eficaz para impedir esse tipo de crime em nosso Estado”, finalizou.

Fonte: Governo MT – MT

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Entre ensino e recomeços, EJA da ALMT ganha significado especial no Dia dos Professores

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Quando o expediente termina na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), enquanto muitos servidores e parlamentares encerram mais um dia de trabalho, alunos e professores iniciam uma nova jornada nas salas de aula da Secretaria de Escola e Memória do Legislativo. Entre cadernos, livros e novas descobertas, jovens e adultos retomam uma etapa da vida que, por diferentes motivos, precisou ser interrompida.

É nesse ambiente que funciona a Educação de Jovens e Adultos (EJA), parceria entre a Assembleia Legislativa e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Neste 15 de outubro, Dia dos Professores, a iniciativa evidencia histórias de educadores e estudantes marcadas por persistência, aprendizado e recomeços.

O projeto começou em 2023 e já chegou à quarta turma. Nesse período, 161 alunos foram matriculados. Nas três primeiras turmas, 103 concluíram os estudos: 50 em 2023, 32 em 2024 e 21 em 2025. A turma atual reúne 37 estudantes e tem formatura prevista para dezembro. Segundo dados da Escola do Legislativo, aproximadamente 90% dos alunos concluem o curso.

A ideia surgiu quando a psicopedagoga Telma Campos começou a trabalhar na Secretaria de Escola e Memória do Legislativo e percebeu que havia servidores que não tinham concluído o ensino médio. A partir dessa necessidade, a Assembleia passou a criar condições para que essas pessoas retornassem à escola.

Com o tempo, o projeto ultrapassou os corredores da Casa de Leis e chegou à comunidade. Em 2023, dos 58 matriculados, 15 eram servidores da ALMT e 43 integrantes da comunidade. Em 2024, foram dez servidores e 28 pessoas da comunidade; em 2025, cinco servidores e 23 alunos externos. Neste ano, dos 37 matriculados, apenas um é servidor da Assembleia e 36 são da comunidade.

Foto: JLSIQUEIRA/ALMT
Foto: JLSIQUEIRA/ALMT

Entre os estudantes, está a babá Larissa Nascimento Sampaio, de 22 anos. Incentivada pela mãe, que também não concluiu os estudos, ela decidiu retornar à escola para realizar um sonho: ingressar em uma faculdade e conquistar uma profissão.

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“Minha mãe sempre me incentivou e hoje é minha principal motivação. Quero trazer esse orgulho para ela. Meu maior sonho, depois de concluir o ensino médio, é entrar para uma faculdade. Sei que terminar os estudos é o primeiro passo”, afirma.

Larissa conta que se sentia insegura ao ver antigas colegas seguindo para a faculdade enquanto ela permanecia com o ensino médio incompleto. Dentro da sala, porém, encontrou nos professores um incentivo para recuperar a confiança. “Muitas vezes eu pensava que não era capaz. Um dia, uma professora elogiou minhas atividades e aquelas palavras me fizeram perceber que realmente consigo. Os professores incentivam a gente de verdade e fazem cada um enxergar que é capaz”, diz.

A aluna Abadia Gonçalves Medeiros Silva, de 52 anos, conta que voltou a estudar depois de muitos anos sem acreditar que ainda seria capaz. “O EJA não é só uma escola, é acolhimento. Os professores fazem a gente acreditar que consegue, mesmo diante das dificuldades. Voltar a estudar trouxe de volta para mim a vontade de seguir em frente e sonhar novamente”, ressalta.

Desde o início do projeto, 17 professores já atuaram no EJA da Assembleia. Atualmente, quatro docentes trabalham nas áreas de Ciências da Natureza, Matemática, Ciências Humanas e Linguagens, todos da rede estadual de ensino.

Foto: JLSIQUEIRA/ALMT
Foto: JLSIQUEIRA/ALMT

Para a professora Soely Maria de Meira, ensinar quem retorna à escola depois de anos é uma experiência de troca. Segundo ela, os estudantes chegam trazendo conhecimentos construídos na família, no trabalho e na comunidade.

“Eles trazem vivências e experiências adquiridas ao longo dos anos. Poder contribuir nessa nova fase, ajudar na realização de sonhos e na recuperação da confiança é uma vivência muito rica”, relata.

A professora Antônia Lúcia de Queiroz Tenório considera que o trabalho desenvolvido no EJA vai além do conteúdo escolar. Para ela, ensinar esses estudantes significa participar de um processo de resgate da dignidade e da cidadania.

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“Ensinar na EJA não é apenas ensinar os conteúdos que ficaram para trás, mas acolher pessoas que, por caminhos difíceis, acabaram saindo da escola. Ver uma pessoa de 60, 70 ou até 80 anos sentada em uma carteira mostra que o desejo de aprender e de transformar nunca morre. Cada dia ali é uma vitória contra o tempo e contra a exclusão”, destaca.

Entre as histórias que marcaram sua trajetória está a de seu Sebastião, trabalhador da construção civil com mais de 60 anos que chegou à EJA sem saber ler. O sonho dele era simples e carregado de significado: conseguir ler a Bíblia na igreja e identificar sozinho o letreiro do ônibus, sem precisar pedir ajuda.

Com acompanhamento durante o ano, atividades extras e apoio pedagógico, Sebastião começou a ler. Antônia lembra do dia em que ele conseguiu ler sozinho um pequeno parágrafo diante da turma. “Ele chorou, a turma inteira aplaudiu. Depois disso, mudou a postura, a forma de andar e de falar. Ele se empoderou”, recorda.

Foto: JLSIQUEIRA/ALMT
Foto: JLSIQUEIRA/ALMT

Segundo Antônia, histórias como essa também modificam quem está do outro lado da sala. “Eles me ensinam todas as noites o verdadeiro significado da palavra resiliência. Ensinam que o conhecimento é um direito básico e que nunca é tarde para recomeçar”, afirma.

Para as professoras Soely e Antônia, o que faz valer a pena seguir em sala de aula é acompanhar a autonomia conquistada pelos estudantes a cada novo aprendizado. “É ver os olhos deles brilharem quando conseguem compreender alguma coisa nova, saber que aquela aula melhora a autoestima, dá autonomia para ler um letreiro, a Bíblia, um contrato de trabalho ou ajudar os netos no dever de casa. O papel mais puro da educação é transformar vidas”, destaca Antônia.



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