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Pantaneiros centenários de São Pedro de Joselândia recebem visita do Ribeirinho Cidadão

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Gomercindo Mendes da Rosa, com 100 anos, e Antônia de Moura da Silva, 98 anos, são dois pantaneiros da comunidade São Pedro de Joselândia (distrito de Barão de Melgaço). Apesar da idade avançada, ambos dão sinais de boa saúde e até dão dicas de longevidade. Mas além de morarem no mesmo povoado nos rincões do Pantanal de Mato Grosso, eles ainda têm em comum o desafios de darem prova de vida para manter o benefício que recebem junto ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).
 
Durante a ação do Ribeirinho Cidadão, projeto do Poder Judiciário e Defensoria Pública, na comunidade na última semana, o juiz José Antônio Bezerra Filho esteve nas casas de Gomercindo e de Antônia. Na oportunidade, na última quinta-feira (5) os familiares dos idosos tiraram dúvidas quanto aos direitos de cada um.
Gomercindo era casado com Ana Paulina da Silva, que também chegou perto dos 100 anos de idade. O casal teve 11 filhos. O centenário recebeu a visita na área de sua casa. Andando com a ajuda de um andador, ele sentou em uma cadeira de fio, mesmo contando com a possibilidade de usar a cadeira de rodas. Agasalhado, o homem brincou sobre o frio atípico que fazia naquele dia (em torno de 18° C) e garantiu que todos os dias, faça frio ou faça calor, não deixa de tomar o guaraná ralado “com três águas”.
 
A família recebeu orientações sobre como realizar a prova de vida junto ao INSS e evitar que o idoso fique sem receber a aposentadoria. Com a digitalização do atendimento, é possível realizar tudo on-line, sem a necessidade de ir até um posto físico de atendimento.
 
Já o caso de Antônia e situação, é diferente, pois ela já fez a prova de vida e está com o benefício regularizado, mas não tem acesso ao dinheiro que cai em sua conta no banco. Acontece que a filha tinha a curatela da mãe e recebia o benefício, mas ela morreu em 2020, vítima de um câncer e agora a família tenta a mudança da curatela para o filho, José Geraldo da Silva. Os procedimentos para a mudança da curatela foram esclarecidos pela equipe do Ribeirinho durante a visita.
 
Além do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso e da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso, participam do Ribeirinho Cidadão, a Secretária de Estado de Trabalho e Assistência Social, a Secretária de Estado de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer, Casa Civil, Proteção e Defesa Civil – Mato Grosso, Secretaria de Estado de Segurança Pública, POLITEC – Perícia Oficial e Identificação Técnica, Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, Regimento de Policiamento Montado da Polícia Militar, Grupo Especial da Fronteira – GEFRON – PMMT, Batalhão de Operações Policiais Especiais – BOPE, Batalhão da Polícia Militar de Proteção Ambiental – PMMT, Corpo Musica da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, Centro Integrado de Operações Aéreas – CIOPAER, Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso, Receita Federal, Juizado Volante Ambiental – JUVAM, Ministério Público do Estado de Mato Grosso Tribunal Regional do Trabalho – 23ª Região, Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, SESC Pantanal, Energisa, Cartório do 2º Ofício de Santo Antônio de Leverger, Cartório de Registro das Pessoas Naturais e Tabelionato de Notas de Barão do Melgaço, Consórcio Regional de Saúde – Saúde Sul Mato Grosso, Marinha do Brasil e NUPEMEC – Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos.
 
Essa matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência.
Primeira imagem: fotografia colorida. O juiz José Antônio Bezerra (dr. Tony) estava agachado conversando com o ribeirinho que está sentado em uma cadeira de fio.
Segunda imagem: fotografia colorida. O juiz José Antônio Bezerra (dr. Tony) estava agachado e segura a mão da ribeirinha enquanto conversam.
 
 

Nos links a seguir você tem acesso a outras matérias sobre o Ribeirinho Cidadão:

  

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Andhressa Barboza/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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