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Painel de Audiências dá mais transparência e agilidade no acompanhamento das audiências judiciais

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Já está em funcionamento a ferramenta desenvolvida pelo Laboratório de Inovação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (InovaJus/TJMT), que permite o acompanhamento em tempo real da pauta de audiências do dia. Desde segunda-feira (25), o Painel de Audiências é utilizado como projeto piloto nos juizados especiais de Várzea Grande, atendidos pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, Cejusc. O recurso deve proporcionar mais transparência e agilidade no acompanhamento das audiências judiciais.
 
Com um layout simples e de fácil entendimento, o painel disponibiliza o número do processo, o status da audiência (realizada, em execução, aguardando início ou cancelada) e a posição na agenda do dia.
 
Essa iniciativa surge para aperfeiçoar as informações sobre as audiências em andamento, o que frequentemente resulta em uma demanda excessiva de atendimento nas secretarias das varas. A falta de informação acerca de qual audiência está sendo realizada faz com que os agentes envolvidos (advogados, defensores públicos, partes, promotores de justiça e servidores públicos) entrem em contato para se informarem, principalmente em relação aos atos praticados por videoconferência, gerando uma grande demanda de atendimento às secretarias das varas.
 
Além disso, são constantes as interrupções nas salas virtuais onde estão sendo realizadas as audiências. Conforme ressalta a conciliadora Lívia Guimarães, quando ocorre um atraso na pauta, é comum que partes de outro processo solicitem permissão para participar da audiência que está ocorrendo por desconhecimento da pauta. “E como, às vezes, a gente está aguardando alguma pessoa do processo entrar, acabamos permitindo que essa pessoa entre e informamos qual o assunto da audiência. Quando verificamos que ela não é parte desse processo, pedimos que se retire e volte para a espera”, conta.
 
Com o novo Painel de Audiências em tempo real, espera-se que essas lacunas sejam preenchidas, fornecendo informações atualizadas de forma clara e acessível para todos os usuários do sistema.
 
O advogado Marcos Alexandre Schoffen avalia positivamente a iniciativa do Tribunal. “Essa é mais uma inovação do Tribunal muito bem-vinda. Em conjunto com as demais que já foram disponibilizadas, vai melhorar o serviço do advogado, evitando desperdício de tempo e otimizando o trabalho”, disse.
 
A coordenadora do InovaJusMT, juíza Viviane Brito Rebello, explica que, a princípio, a ferramenta funcionará apenas nas audiências por videoconferência. Mas a ideia é expandir também para as presenciais. “Por hora, está testando nos juizados especiais, nas conciliações que são audiências por videoconferência. Estamos testando e corrigindo eventuais problemas para depois expandir para todo estado”, revelou.
 
Com essa medida, o TJMT e seu Laboratório de Inovação reafirmam seu compromisso com a modernização e transparência, buscando garantir uma justiça ainda mais acessível e eficiente para todos.
 
 
ou diretamente em:
https://plenarios.tjmt.jus.br/painel
 
Adellisses Magalhães
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
Com Josiane Dalmargo do Laboratório de Inovação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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