MATO GROSSO
Órgãos do Poder Executivo conhecem parque tecnológico do MPMT
MATO GROSSO
Representantes da Procuradoria Geral do Estado (PGE), da Controladoria Geral do Estado (CGE) e das secretarias de Estado de Fazenda (Sefaz) e de Planejamento e Gestão (Seplag) conheceram, na tarde de terça-feira (19), o parque tecnológico do Ministério Público do Estado de Mato Grosso. A visita técnica teve como objetivo o intercâmbio de conhecimento na área de inovação e transformação digital em benefício do cidadão mato-grossense, bem como de práticas de governança e gestão de riscos.
Os integrantes do Poder Executivo foram recebidos pelo diretor-geral do MPMT, Ricardo Dias Ferreira, pelo chefe do Departamento de Tecnologia da Informação (DTI), Fernando Augusto Oliveira Vasconcelos, e pelo assessor especial do DTI Carlos Alberto Arça Gaspar. “Com a troca de experiências, buscamos melhorar a nossa atuação e entrega aos usuários internos e externos por meio da padronização de tecnologias e processos. Além disso, vislumbramos parcerias em ações futuras”, explicou Fernando Augusto Vasconcelos.
Na oportunidade, a equipe do DTI apresentou os dados de segurança da informação e as vantagens de se investir em ferramentas de proteção às aplicações web; os resultados do primeiro trimestre de 2022 de 17 projetos executados, 26 em andamento e 21 em fila; as ações executadas para atendimento à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD); e as atas em vigência para aquisição de tecnologias de ponta.
Participaram da visita o procurador do Estado Pedro Felipe Veiga Gomes, a diretora-geral da PGE, Soraya Mota Queiroz Salvador, o superintendente de Tecnologia da Informação da PGE, Gustavo Henrique Montanha Paiva, o superintendente de Inteligência da CGE, Aprígio Guilherme Miranda de Freitas, o secretário adjunto de Transformação Digital e Inovação Fazendária, Kleber Geraldino Ramos dos Santos, o secretário adjunto de Planejamento e Gestão de Políticas Públicas da Seplag, Sandro Luís Brandão Campos, e o coordenador de Tecnologia CGE, Flávio Vicentini.
A partir da visita técnica, surgiu a ideia de tornar esses encontros recorrentes e expandir o convite para outras instituições. Inclusiva já está em definição a data e os temas da próxima reunião.
MATO GROSSO
Linguagem simples fortalece meios de comunicação da ALMT e aproxima cidadãos do Parlamento
Traduzir termos técnicos, facilitar o acesso aos serviços públicos e garantir que a população compreenda seus direitos são alguns dos objetivos da linguagem simples. O tema foi discutido nesta quinta-feira (8), durante o 2º Circuito de Palestras de Linguagem Simples, promovido pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), por meio da Escola de Governo, em Cuiabá. A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) participou da programação com a apresentação de uma experiência da TV Assembleia voltada à compreensão dos assuntos do Parlamento.
Os jornalistas Priscila Almeida e Álvaro Molina apresentaram o projetoComo é que é?, desenvolvido para explicar expressões e conceitos do Legislativo em vídeos curtos, com linguagem acessível e adequada ao público das redes sociais. A iniciativa surgiu da necessidade de aproximar os temas parlamentares da população, especialmente daqueles que não estão familiarizados com os termos utilizados no dia a dia da Assembleia.
Priscila Almeida explicou que o desafio é abordar assuntos complexos de maneira mais direta, sem perder o sentido da informação. “A linguagem simples é, em teoria, a base do jornalismo. É pegar tudo o que está acontecendo no mundo e conseguir fazer com que as pessoas compreendam”, afirmou.
Segundo Álvaro Molina, o formato também favorece a interação com o público. A equipe percebeu o interesse dos cidadãos por meio de comentários, perguntas e pedidos de informações complementares sobre os conteúdos da Assembleia. Para o jornalista, uma comunicação acessível estimula a participação e deixa as pessoas mais à vontade para buscar informações.
Comunicação que facilita o acesso aos direitos –A educadora e comunicadora Heloísa Fischer, referência nacional na área e fundadora da Comunica Simples, conduziu a palestra magna do evento. Ela destacou que a linguagem simples coloca o cidadão no centro da comunicação e contribui para que informações e serviços públicos sejam compreendidos por quem precisa utilizá-los.
Segundo ela, com a digitalização dos serviços, essa necessidade se torna ainda mais evidente. Muitas vezes, o cidadão precisa acessar sozinho um sistema ou interpretar uma orientação para dar andamento a uma solicitação. Se as informações não forem claras, o acesso ao serviço pode se tornar mais difícil. “Não adianta só digitalizar o material. A linguagem precisa estar adequada para que a pessoa consiga entender rapidamente o que tem que fazer”, explicou Heloísa.
A especialista também elogiou o trabalho desenvolvido em Mato Grosso, destacando o espaço que a linguagem simples vem conquistando na administração pública estadual. Para ela, a mudança vai além da escrita: envolve uma transformação cultural que considera as necessidades da população e a responsabilidade do poder público de se comunicar com clareza.
Mais clareza, menos burocracia –A coordenadora do Escritório Central de Processos de Negócios da Seplag, Regina Godoy, ressaltou que a linguagem simples contribui tanto para melhorar o atendimento ao cidadão quanto para tornar os processos internos mais eficientes. O uso excessivo de termos técnicos e expressões burocráticas pode dificultar a compreensão de documentos, atrasar procedimentos e exigir que o usuário procure ajuda para interpretar informações que deveriam estar acessíveis.
Regina destacou que a comunicação clara ajuda as pessoas a identificar seus direitos, entender os requisitos para acessar serviços e evitar deslocamentos desnecessários aos órgãos públicos.
A programação da tarde também reuniu experiências de outros órgãos e instituições, com apresentações sobre a aplicação prática da linguagem simples no Judiciário e na administração pública. A participação da TV Assembleia reforçou a importância de iniciativas que tornam a informação pública mais compreensível e aproximam as instituições da sociedade.
Mais do que simplificar palavras, a proposta é garantir que a informação cumpra sua finalidade: ser compreendida e ajudar o cidadão a exercer seus direitos, acessar serviços e participar da vida pública.
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