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Operação Ponto Final cumpre 37 mandados contra organização criminosa envolvida em diversos crimes em Nova Mutum

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Nova Mutum (Derf-NM), deflagrou, na manhã desta quarta-feira (13.11), a Operação Ponto Final. O foco da ação é cumprir 37 ordens judiciais contra uma organização criminosa envolvida em crimes de tráfico de drogas, comércio de armas e homicídios tentados e consumados no município.

Entre as ordens judiciais cumpridas, estão 17 mandados de busca e apreensão domiciliar e 20 mandados de prisão preventiva. Até o momento, foram cumpridos 16 mandados de prisão e outras seis pessoas foram presas em situação de flagrante.

Os alvos estão ligados a uma das organizações criminosas que tem promovido a prática destes crimes na cidade de Nova Mutum.

As investigações conduzidas pela Derf de Nova Mutum levaram ao esclarecimento de quatro homicídios qualificados consumados, quatro tentativas de homicídios qualificados, além da elucidação de como o tráfico de entorpecentes vinha sendo realizado, de quem integra a organização criminosa e do comércio de armas de fogo.

Os trabalhos resultaram na conclusão de 11 inquéritos policiais e indiciamento de inúmeras pessoas. Entre elas, estão lideranças que residem nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, de onde vêm as ordens para a prática dos delitos.

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Na região metropolitana, uma das equipes da Derf-NM, coordenada pelo delegado Guilherme Pompeo Pimenta Negri, realizou buscas em seis endereços, além de dar cumprimento de mandados de prisões. O trabalho contou com apoio da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Gerência de Operações Especiais (GOE).

Na cidade de Nova Mutum, outra equipe da Derf-NM, coordenada pelo delegado Rodrigo Rufato, deu cumprimento a 11 mandados de busca e apreensão domiciliares, com apoio das Delegacias de Polícia de Nova Mutum, Seção Especializada de Defesa da Mulher de Nova Mutum, Delegacia Regional de Nova Mutum, além das Delegacias de Tapurah, de Lucas do Rio Verde, de Arenápolis, de Nortelândia, de São José do Rio Claro e de Diamantino.

Durante as buscas, foram apreendidas cinco armas de fogo (dentre revólveres e pistolas de diversos calibres), além de diversas porções de entorpecentes, entre maconha e cocaína.

Contra o principal alvo, líder da organização criminosa, foram cumpridos nove mandados de prisões preventivas pelos crimes de comércio ilegal de armas de fogo, tráfico de entorpecentes, quatro tentativas de homicídios qualificados e três homicídios qualificados consumados, além de sua prisão em flagrante pelos crimes de tráfico de entorpecentes e posse ilegal de arma de fogo.

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As equipes também contaram com o auxílio de profissionais da Diretoria de Inteligência e do Núcleo de inteligência de Nova Mutum.

Ponto Final

O nome da operação é uma alusão à interrupção das atividades da organização criminosa em Nova Mutum.

Fonte: Governo MT – MT

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95 anos da padroeira do Brasil; entenda

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Em 1717, Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso navegavam pelo Rio Paraíba do Sul, no estado de São Paulo. Após diversas tentativas frustradas de pesca, os homens encontraram uma imagem de barro que estava submersa. Ao retirá-la da água, perceberam que se tratava de uma imagem da Virgem Maria, mais precisamente, da Imaculada Conceição. Passaram a chamá-la, então, de Aparecida.

O achado foi um marco na vida dos pescadores, que começaram a relatar graças e milagres atribuídos à intercessão da Virgem. A fama da imagem se espalhou, atraindo devotos que vinham em romarias de diversas partes do Brasil. Mais de dois séculos depois, em 1930, o papa Pio XI assinou o decreto que proclamou Nossa Senhora Aparecida padroeira do Brasil.

A cerimônia solene aconteceu apenas em 1931, no Rio de Janeiro, então capital federal, diante de cerca de 1 milhão de pessoas. À época, foi lido publicamente o decreto pontifício que declarava a Virgem Maria, sob o título de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira da nação brasileira. No mesmo dia, foram acrescentadas ao manto que veste a imagem as bandeiras do Brasil e do Vaticano.

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Décadas depois, em 1980, durante a primeira visita do então papa João Paulo II ao Brasil, o dia 12 de outubro foi oficialmente instituído como feriado nacional em honra à padroeira do país. Desde então, cerca de 10 milhões de peregrinos visitam todos os anos o Santuário Nacional de Aparecida, no estado de São Paulo, com o objetivo de renovar a fé e confiar intenções à Virgem Maria.

Para dom Vilson Dias de Oliveira, bispo emérito de Limeira (SP) e membro da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida transcende as fronteiras do território brasileiro e se apresenta como “farol espiritual” no horizonte do catolicismo universal. Em carta, ele destaca a solicitude da santa pelos pequenos e pobres.

“O achado da pequena imagem nas águas do Rio Paraíba do Sul não inaugurou apenas um capítulo na história da fé nacional, mas inscreveu no patrimônio da Igreja um acontecimento profundamente teológico: a manifestação da solicitude de Maria pelos pequenos, pelos descartados e pelos continentes que buscam a sua libertação e unidade no Evangelho de Cristo”, escreveu.

O religioso avalia que, para a América Latina como um todo, a devoção a Nossa Senhora Aparecida guarda “ressonância singular e profética”.

“O continente latino-americano, marcado por feridas históricas de desigualdade, mas iluminado por uma piedade popular fervorosa, encontra na Virgem de barro negro a expressão viva do rosto da própria Igreja continental.”

No documento, o bispo emérito avalia que a figura da Virgem Aparecida atesta para o mundo que Deus prefere manifestar sua grandeza por meio do que é frágil e humilde. A pequena imagem quebrada, recolhida do fundo das águas por mãos de pescadores simples, segundo ele, recorda que a verdadeira evangelização “nasce do amor encarnado na realidade concreta dos povos e das suas culturas”.

“Que as comunidades espalhadas por todo o Brasil e pelos países irmãos da América Latina não temam dar este passo audacioso. Diante dos desafios sociais, econômicos e espirituais que marcam o nosso tempo, a Virgem Aparecida nos recorda que Deus continua a realizar suas maiores maravilhas por meio dos humildes e organizados em comunidade”, concluiu dom Vilson Dias de Oliveira.



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