MATO GROSSO
Operação fiscaliza 181 veículos e prende duas pessoas na Avenida Fernando Corrêa
MATO GROSSO
A 44ª edição da Operação Lei Seca prendeu duas pessoas por embriaguez ao volante, na noite desta quarta-feira (04.05), na avenida Fernando Corrêa da Costa, bairro Jardim Petrópolis, em Cuiabá. Ao todo, foram 189 veículos abordados e fiscalizados durante a operação.
Conforme dados divulgados pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI), a operação aplicou 67 autos de infração, sendo que 14 deles foram em decorrência de condução de veículos sob efeito de álcool e 37 por circulação com veículos irregulares, sem o devido licenciamento ou registro.
Além disso, oito pessoas também foram autuadas por terem se negado a fazer o teste do bafômetro e outras cinco por conduzir veículo sem portar a CNH.
Também foram confeccionados três Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) por assumir a direção de um veículo sem a devida autorização para dirigir, sem possuir CNH.
Ao todo, a operação fiscalizou 181 veículos, removeu 56 deles, sendo 53 automóveis e seis motocicletas e autuou 57. Foram recolhidos 21 documentos, sendo 16 CNHs e cinco CRLVs.
A Operação Lei Seca é uma ação realizada pelo GGI, com o apoio do Batalhão de Trânsito da PM, Delegacia de Delitos de Trânsito, Departamento de Trânsito (Detran) e a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) de Cuiabá.
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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