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Operação da Polícia Militar intensifica policiamento nas ruas de Cuiabá

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O Primeiro Comando Regional da Polícia Militar de Mato Grosso realizou, na noite desta terça-feira (17.05), o lançamento da operação Força Total, que visa a intensificação do policiamento nas ruas de Cuiabá. A solenidade foi realizada na Praça 8 de Abril, na Capital.

Em sua primeira noite de ações, a operação realizou o registro de 821 abordagens a pessoas e 468 vistorias em veículos. Foram registradas a prisão de suspeitos em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, cumprimento de mandado de prisão e porte ilegal de arma.

Foram apreendidas pelas equipes policiais da Capital, tabletes e porções de entorpecentes, duas armas de fogo, oito veículos, além da recuperação de um veículo roubado. A operação continua até o próximo domingo (22.05) e conta com o reforço de efetivo de mais de 150 policiais militares de todos os batalhões de áreas e das unidades especializadas atuantes na Capital. 

De acordo com o comandante do 1º Comando Regional, coronel Wankley Corrêa Rodrigues, a operação foca no policiamento ostensivo, além de estar presente nas regiões com maiores indicadores criminais de roubo e homicídio, de forma a promover a manutenção da ordem pública, com o policiamento ostensivo. 

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“É uma operação que estará em toda a Capital, tanto região central quanto como também nas regiões dos bairros mais distantes, levando segurança ao cidadão e levando o policial militar para mais próximo do cidadão e do comerciante”, afirmou o coronel Rodrigues, durante o lançamento da operação.

As ações policiais contarão com a fixação de bloqueios, pontos demonstrativos em locais estratégicos nas áreas das unidades policiais. A operação terá como foco a atuação incisiva em abordagens a pessoas suspeitas e em veículos.

Fonte: GOV MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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