MATO GROSSO
Onça-pintada que caiu em poço desativado é solta depois de passar por tratamento
MATO GROSSO
A onça-pintada, que foi resgatada depois de cair em um poço desativado na última sexta-feira (11.10), foi solta na mesma região do município de Santa Cruz do Xingu (a 1.230 km de Cuiabá) nesta quinta-feira (17).
O trabalho foi coordenado por uma equipe multidisciplinar da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) especializada em animais silvestres.
Logo que o animal foi deixado no espaço da Ampara Silvestre, em Poconé, a onça recebeu os primeiros atendimentos e identificado a necessidade de outras intervenções com veterinários especializados.
O coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros da Sema, Eder Toledo, explicou que, devido a essa necessidade, o animal foi levado para Campo Grande (MS) e atendida pela equipe do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul).
“Foi realizado um procedimento cirúrgico odontológico, além de exames clínicos, sangue e físico. Ela estava com uma ferida na região da paleta e infestada de carrapato. Tudo foi tratado”, contou.
Eder apontou que a onça-pintada se recuperou bem depois de realizar os procedimentos. “Certificamos que o animal tinha todas as condições de voltar a vida livre e a devolvemos na mesma região que foi encontrada. Consideramos a operação, desde o resgate até a soltura, um sucesso”, reforçou.
Também auxiliaram na soltura a equipe da gerência do Parque Estadual do Xingu e da Policia Militar.
Foto: Sema/MT
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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