MATO GROSSO
Obras do Complexo Leblon vão interromper pistas na Miguel Sutil e Avenida do CPA nos dias 26 e 28 de outubro
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) informa que em razão das obras de implantação do Complexo Viário Leblon, haverá alterações no trânsito das Avenidas Miguel Sutil e do CPA nos dias 26 e 28 de outubro (sábado e segunda-feira).
Nesses dias serão lançadas as vigas que darão sustentação à ampliação do viaduto sobre a Avenida do CPA. Por conta disso, no sábado, dia 26 de outubro, a pista da Miguel Sutil sentido Coxipó-Rodoviária ficará fechada. O trânsito deste lado da avenida será desviado para o outro lado, que funcionará em fluxo e contrafluxo.
Já na Avenida do CPA, o trânsito será totalmente interrompido na pista sentido centro-bairro, no período da manhã. No período da tarde, a interrupção será do outro lado, na pista sentido bairro-centro.
Na segunda-feira, 28 de outubro, as interrupções ocorrerão de forma similar na Avenida do CPA, com bloqueio total pela manhã na pista sentido Centro-CPA, e à tarde na pista sentido CPA-Centro.
Já a Avenida Miguel Sutil, será bloqueada a pista sentido Rodoviária-Cuiabá, durante todo o dia. O trânsito também será deslocado para o outro lado da avenida, com o fluxo seguindo em apenas uma pista.
O secretário adjunto de Obras Especiais da Sinfra-MT, Isaac Nascimento Filho, explica que a interrupção é necessária para o lançamento das vigas. São estruturas com mais de trinta metros de comprimento, sobre as quais serão construídas as faixas adicionais para o alargamento do viaduto.
Durante a operação, um caminhão carregando as vigas precisará estacionar sobre uma das pistas da Avenida Miguel Sutil. Já na Avenida do CPA, um guindaste será o responsável por içar essas estruturas sobre os pilares do viaduto. Justamente por razões de segurança, não é possível haver trânsito de veículos durante essa operação.
“Essas intervenções foram programadas para um sábado e para o feriado do Dia do Servidor Público, quando haverá um trânsito menor na cidade, como forma de diminuir o impacto provocado pela interrupção”, explica.
Alteração em acesso a Avenida do CPA
Com o avanço das obras de implantação do Complexo Viário do Leblon, em Cuiabá, foi preciso realizar uma alteração no trânsito na Avenida Miguel Sutil, na alça de acesso para a Avenida do CPA.
Com essa alteração, os motoristas que estão na Avenida Miguel Sutil, sentido Rodoviária – Coxipó, não poderão acessar a alça de descida para a Avenida Miguel Sutil – na pista sentido CPA – Centro.
A mudança é necessária devido à escavação de um túnel próximo à Rua Trigo de Loureiro, no bairro Araés.
Quem precisar sair da Miguel Sutil para acessar a Avenida do CPA deverá pegar um acesso lateral para a Rua Estrela do Norte, em frente ao supermercado Comper. A partir dela será possível entrar para a rua Desembargador José de Mesquita, em direção a Avenida Mato Grosso, ou então pela Rua Luz e Liberdade, em direção a Avenida do CPA.
O trecho está sendo devidamente sinalizado.
A obra
As obras no Complexo Viário Leblon recebem um investimento de R$ 62,8 milhões, com o objetivo de melhorar o trânsito nas duas pontas da Trincheira Jurumirim. Entre as intervenções estão a construção de um túnel, o alargamento do viaduto sobre a Avenida do CPA, a construção de um pequeno elevado no fim da Trincheira Jurumirim, a escavação de uma trincheira próximo ao acesso ao jardim Leblon e a duplicação da Rua Boa Vista.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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