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Núcleo da Justiça Restaurativa capacita profissionais da educação de Cuiabá e Várzea Grande

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O Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso realizou capacitação sobre Círculos de Construção de Paz para a primeira turma das Secretarias de Educação de Cuiabá e Várzea Grande. O objetivo é apresentar as práticas restaurativas, ferramenta adequada para solução de conflitos, fomentar o diálogo e cultura da pacificação social nas instituições de ensino.
 
Para a professora e líder do Núcleo de Mediação Escolar da Capital, Patrícia Simone da Silva Carvalho o curso é de extrema importância porque está atrelado ao trabalho que estão desenvolvendo com mediação de conflito escolar das unidades de ensino e ampliar espaço de atuação dentro das escolas.
 
“O círculo de construção de paz vai nos auxiliar no processo de prevenção às ações de possíveis violências dentro do espaço escolar. Estamos pensando no processo preventivo nas unidades escolares. Essa parceria do Tribunal com a Seduc é muito valorosa para a educação e também para toda a sociedade. Quando nós investimos em educação melhoramos o contexto escolar e também melhoramos a nossa sociedade”, afirma.
 
Edna Rodrigues Paraguassu, diretora da Escola Municipal de Educação Básica Eunice Cesar de Mello, em Várzea Grande disse que a formação oferecida pelo NugJur vai melhorar e muito o ambiente nas escolas. “Precisamos entender todo o processo de solução dos conflitos para restabelecer o diálogo. Uma das coisas mais difíceis é alguém parar para te ouvir, o que dificulta muito as coisas e no círculo [de construção de paz] a gente aprende a ouvir. Então esse curso vai ajudar muito, a entender a importância da fala e do respeito. Ouvir o outro é entender o outro”, comentou.
 
As capacitações voltadas à rede de ensino tiveram início em abril deste ano em todo Estado para possibilitar a expansão dos métodos adequados de solução de conflitos nas escolas, fomentada pela presidente do NugJur, desembargadora Clarice Claudino da Silva, pelo coordenador do Núcleo, juiz Túlio Duailibi Alves Souza e equipe.
 
Nesta capacitação o NugJur reúne o corpo docente para posteriormente abranger os alunos, justamente para que as pessoas que estão inseridas na administração das unidades de ensino consigam absorver as informações.
 
De acordo com a facilitadora da NugJur, Ana Tereza, essa dinâmica é para que entendam as propostas das ferramentas utilizadas nos Círculos de Construção de Paz e que possibilite a abertura de portas. “Quando o diretor, coordenador ou qualquer membro da escola não conhece [as ferramentas] não imaginam o quanto toda esse trabalho chega de forma efetiva, positiva, na classe escolar”, finalizou.
 
Ana Tereza disse que após percorrer várias comarcas do interior promovendo as capacitações afirma que o resultado nas escolas é efetivo. “Vamos levar o conhecimento também aos alunos e alunos para que melhore o relacionamento entre eles, entre eles e os professores e a partir daí ter a prevenção em relação aos conflitos”, pontua.
 
Ana Tereza explica ainda que essa dinâmica, primeiramente com o corpo docente, é para que entendam as propostas das ferramentas utilizadas nos Círculos de Construção de Paz e que possibilite a abertura de portas. “Quando o diretor, coordenador ou qualquer membro da escola não conhece [as ferramentas] não imaginam o quanto todo esse trabalho chega de forma efetiva, positiva, na classe escolar”, finalizou.
 
A facilitadora Sílvia Melhorança também conduziu a capacitação.
 
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: Foto horizontal colorida com todos os participantes posando para foto dentro da sala onde o curso foi realizado. No chão, na frente deles está os objetos utilizados na dinâmica, tais como cartazes, frases motivacionais, objetos de pelúcia. 
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Cattani cobra solução para sistema florestal e cancelamentos de CAR de pequenos produtores

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) cobrou providências da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante a sessão plenária de quarta-feira (21), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Ele apontou a instabilidade do Sisflora (Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais), que controla a extração de madeira no estado, e o cancelamento do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de pequenos produtores como problemas que prejudicam quem produz.

Segundo Cattani, o Sisflora está fora do ar há dias, e os empresários do setor não conseguem emitir notas, carregar cargas, nem vender a mercadoria. “Imaginem os senhores se isso acontecer em qualquer tipo de comércio. Se coloca no lugar desses empresários que estão aí sem poder vender o seu produto, sem poder comercializar há tantos dias por culpa do Estado, por culpa da secretaria”, afirmou.

O deputado lembrou que a falha inviabiliza quem produz. “É um sistema caríssimo, pago pelo Estado de Mato Grosso, mas que não funciona e dessa maneira inviabiliza os nossos grandes empresários e pessoas que produzem no setor florestal. Nós precisamos consertar isso.”

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Cattani também relatou o caso de pequenos produtores do assentamento Pontal do Marape, que tiveram o CAR cancelado depois que outra pessoa registrou um cadastro sobreposto à área do assentamento. Segundo ele, sem o documento, as famílias ficam impedidas de acessar crédito e de produzir. “Hoje os pequenos produtores não conseguem acessar o crédito, não conseguem produzir, não conseguem fazer nada porque o CAR foi cancelado”, relatou.

O parlamentar questionou a atuação da Sema no caso. “Como é possível que a Sema aceite isso? E pior do que isso, como é possível, depois de comprovado que o CAR está sobreposto, não validar o CAR daqueles pequenos produtores e continuar validando o CAR da pessoa que fez numa área sobreposta?”.

Cattani dirigiu o pedido ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), e lembrou que, como prefeito de Lucas do Rio Verde, Pivetta criou um programa que regularizou as áreas rurais do município. “Peço ao senhor que mude o sistema e o modo de agir da secretaria para que de fato faça justiça aos produtores rurais do nosso estado. Que não seja perseguidora dos produtores rurais”, disse.

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O parlamentar defendeu uma intervenção na pasta. “Não é para que ela acabe, nem para que não faça o seu trabalho. Pelo contrário, é para que faça o seu trabalho, mas de forma correta, sem ser perseguidora dos produtores rurais do nosso estado”.



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