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Novos juízes e juízas começam a atuar nas comarcas de Mato Grosso

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O Poder Judiciário de Mato Grosso passou a contar com a atuação dos novos juízes e juízas substitutos(as) em 23 comarcas, a partir desta semana.
 
Em Matupá, o juiz Anderson Clayton Dias Batista entrou em exercício funcional nessa segunda-feira (09), momento marcado por uma solenidade que reuniu autoridades locais, vereadores, policiais penais, membros do Ministério Público, advogados, servidores e imprensa.
 
“Nessa semana que se inicia buscaremos nos inteirar daqueles processos que têm maior complexidade e maior anseio da sociedade para começarmos a dar vazão a essa demanda e devolvermos a prestação jurisdicional tão sonhada pela sociedade matupense. Atuarei com o máximo de comprometimento em desenvolver um trabalho satisfatório, célere, que busque garantir e efetivar os direitos de toda a sociedade, buscando não só o desenvolvimento do meu trabalho, mas o diálogo entre as demais instituições e demais poderes”, destacou Anderson Batista.
 
O magistrado é de Campinas (SP), atuava como advogado e veio para Mato Grosso prestar o concurso da magistratura. Desde a prova, até o momento de escolha da comarca, viajou pelo interior do estado e decidiu pela Comarca de Matupá, juntamente com sua família.
 
“Sei do anseio da sociedade, principalmente da advocacia, pela falta da presença física de um juiz na comarca. A equipe que temos disponível para atuarmos no fórum é extremamente profissional, elogiada por colegas da magistratura e até mesmo pessoas fora do Judiciário. Acredito que tão logo que tenhamos um conhecimento exato da complexidade dos processos, possamos fazer essa roda girar o mais rápido possível”, completou.
 
Na Comarca de Feliz Natal, o juiz Rodrigo Campestrini foi recebido com muita hospitalidade pelos servidores e autoridades locais.
 
“A recepção foi fantástica, as pessoas na comarca são extremamente dedicadas, os servidores me recepcionaram de forma calorosa, me senti bem acolhido, tanto por servidores quanto pelas autoridades locais. Tudo isso faz com que eu tenha a mais elevada intenção de trabalhar com exatidão e celeridade por uma prestação jurisdicional que seja à altura da Comarca de Feliz Natal”, afirmou o magistrado.
 
Confira abaixo a lista dos magistrados e as comarcas para as quais eles foram designados por ordem alfabética:
 
Alto Garças – Amanda Dias
Alto Taquari – Marina Pereira
Apiacás – Lawrence Midon
Araputanga – Nildo Inácio
Aripuanã – Raiza Gonzaga
Campinápolis – Lorena Malhado
Colniza – Lucelia Vizzoto
Cotriguaçu – Erika Camin
Feliz Natal – Rodrigo Campestrini
Guarantã do Norte – Guilherme Kotovicz
Itaúba – Edson Wrubel Junior
Itiquira – Fernanda Kobayashi
Marcelândia – Pedro Schmidt
Matupá – Anderson Batista
Novo São Joaquim – Marilia Plaza
Porto dos Gaúchos – Raisa Nicolau
Porto Esperidião – Jonatan Pinho
Ribeirão Cascalheira – Raissa Amaral
São Félix do Araguaia (Segunda Vara) – Bruna Farias
Sapezal – Daniel Siqueira
Tabaporã – Paula Esteves
Terra Nova do Norte – Antonio Costa Junior
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Primeira imagem: foto horizontal colorida da solenidade de entrada em exercício do juiz Anderson. Na imagem, vemos o magistrado falando ao microfone, no púlpito, e outras autoridades compondo a mesa, no plenário do júri. Há 11 pessoas sentadas e o juiz fala ao microfone em pé.
Segunda imagem: foto horizontal colorida do juiz Anderson Batista. Ele fala ao microfone, veste terno azul, gravata vermelha e usa barba.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 
 

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Assembleia Legislativa instala Câmara Setorial para ampliar atendimento às pessoas com obesidade

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) instalou, nesta quinta-feira (22), a Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção à Obesidade no Estado de Mato Grosso. A iniciativa, proposta pelo deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), atende a uma solicitação da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO) e tem como objetivo discutir e propor políticas públicas para melhorar a prevenção, o tratamento e o acompanhamento das pessoas com obesidade. A instalação ocorreu na Sala de Reuniões das Comissões “Deputado Oscar Soares”.

Criada por meio do Requerimento nº 532/2026 e constituída pelo Ato nº 0752/2026, a CST terá prazo de funcionamento de 180 dias, prorrogável por igual período. Nesse período, os membros deverão estudar os principais problemas enfrentados pelos pacientes, avaliar os serviços disponíveis na rede pública de saúde e apresentar propostas que possam ampliar o acesso ao tratamento e garantir melhor qualidade de vida à população.

Uma das principais preocupações apresentadas durante a instalação foi a dificuldade de acesso às cirurgias reparadoras, procedimentos realizados para retirar o excesso de pele após uma perda significativa de peso, especialmente entre pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica.

A presidente da CST e da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO), Juvelina de Campos Nunes, destacou que, embora Mato Grosso tenha avançado na oferta de cirurgias bariátricas, muitos pacientes continuam enfrentando dificuldades para concluir o tratamento.

Segundo ela, somente nos últimos dois anos, o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, realizou cerca de cinco mil cirurgias bariátricas. O número, apresentado pela representante da associação, reforça a preocupação com a demanda por procedimentos reparadores nos próximos anos.

“Hoje temos vários hospitais que realizam a cirurgia bariátrica, mas existe uma lacuna muito grande no tratamento. A pessoa emagrece, passa por todo o processo de recuperação, mas o que ela vai fazer com o excesso de pele? Essa é uma parte muito dolorosa, que afeta a autoestima, os relacionamentos e a vida social. Precisamos que o poder público compreenda que a cirurgia reparadora também faz parte desse tratamento”, afirmou Juvelina.

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A presidente relatou ainda que, conforme levantamento realizado por ela em 2023, havia mais de cinco mil pacientes na fila por cirurgias reparadoras no Hospital Municipal de Cuiabá. Para Juvelina, a dificuldade de acesso aos procedimentos pode provocar sofrimento emocional e isolamento social, principalmente entre mulheres.

A luta também faz parte da história pessoal da presidente da AMO. Após chegar aos 165 quilos, Juvelina passou por uma cirurgia bariátrica em 2004 e conseguiu reduzir significativamente o peso. Entretanto, precisou recorrer à rede privada e a ações judiciais para realizar parte das cirurgias reparadoras.

“Eu tive a oportunidade de fazer as minhas cirurgias, mas não desisto dos meus associados que não têm essa condição. Precisamos trazer para o legislador a nossa dor, as nossas necessidades e dificuldades. Se não mostrarmos essa realidade, como vão saber que estamos sofrendo e que precisamos de políticas públicas? ”, questionou.

Prevenção e tratamento –Além das cirurgias reparadoras, a CST pretende discutir ações de prevenção à obesidade desde a infância, incentivo à alimentação saudável e ampliação das alternativas de tratamento, incluindo o acompanhamento médico e o uso de medicamentos quando indicados.

Durante a reunião, o médico Hélio Marcelo Pesenti Sandrin, especialista em Cardiologia e Clínica Médica, destacou que a obesidade é uma doença crônica que exige atenção contínua e pode contribuir para o desenvolvimento de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Ele também defendeu que o enfrentamento da obesidade não fique restrito aos procedimentos cirúrgicos ou ao uso de medicamentos emagrecedores, mas inclua diagnóstico precoce, acompanhamento profissional e ações educativas.

“As canetinhas vieram para ajudar, mas não vão fazer milagres. Precisamos compreender que a obesidade é uma doença séria, que deve ser controlada. É fundamental trabalhar a prevenção e garantir que essas pessoas tenham acompanhamento adequado”, ressaltou Sandrin.

A procuradora aposentada do município de Cuiabá, Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis, integrante da CST, chamou a atenção para o preconceito enfrentado pelas pessoas com obesidade e para os impactos emocionais provocados pela cobrança de padrões estéticos.

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“Infelizmente, nossa sociedade ainda é muito gordofóbica. Muitas pessoas deixam de participar de atividades e de conviver socialmente porque não se sentem bem com a própria aparência. Precisamos lutar pelos direitos dessas pessoas e garantir que tenham acesso ao atendimento de que necessitam”, afirmou.

O médico Gunther Peres Pimenta, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, e o delegado Bruno Lima Barcellos, relator da CST, participaram de forma virtual e colocaram suas experiências profissionais à disposição dos trabalhos da Câmara Setorial.

Composição  da CST:

Presidente:Juvelina de Campos Nunes – Presidente da Associação Mato-grossense de Obesidade – AMO.

Relator:Delegado Bruno Lima Barcellos.

Secretária:Silvana Aparecida Gadani de Arruda – Vice-Presidente da AMO.

Membros:

1. Dr. Gunther Peres Pimenta – CRM 3196, RQE 380 e 8327 – Titular do Colégio de Cirurgiões e Titular da

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;

2. Dr. Regis Vilela Leal – CRM-MT 6233, RQE 2966/5171/5520/6254 – Titular do Colégio Brasileiro de

Cirurgiões e Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;

3. Dr. Tarsis Miyabara – CRM 7860, RQE 4555 – Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, com atuação em

cirurgia videolaparoscópica, cirurgia bariátrica e metabólica e cirurgia robótica;

4. Dr. Ismael Carvalho – CRM/MT 3985, RQE 2481 – especialista em Cirurgia Plástica;

5. Dr. Hélio Marcelo Pesenti Sandrin – CRM-MT 1047, RQE 6867/6866/2510/6823 – especialista em

Cardiologia e Clínica Médica, com atuação também em Medicina Intensiva e Pneumologia;

6. Dr. Marcus Antônio Godoy – Cardiologia – CRM-MT 3499 / RQE 1562;

7. Dra. Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis – Procuradora Municipal – OAB/MT 3942;

8. Antero Paes de Barros Neto – radialista e jornalista.



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