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Mulher Inspiradora: presidente do Tribunal de Justiça recebe honraria em evento da Polícia Civil

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A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Clarice Claudino da Silva, foi homenageada na noite desta terça-feira (05 de março), na solenidade da Polícia Judiciária Civil (PJC) com o troféu “Mulher Inspiradora”.  A honraria que também foi entregue a outras 16 mulheres autoridades e personalidades que atuam na luta pelos direitos e empoderamento das mulheres na sociedade.
 
A desembargadora declarou que o encontro promovido pela PJC é um espaço interessante de afirmação de políticas públicas e troca de pensamento e posicionamento das mulheres do Estado que estão em cargos de comando. 
 
“É um momento muito interessante de posicionamento de nós mulheres, momento inspirar e saber as origens, a história de vida de cada uma. Este intercâmbio fortalece a todas nós para que sejamos mais bem-sucedidas naquelas nossas tarefas à frente desta missão, fazendo com que outras mulheres também se encorajem, sejam empoderadas e venham para este cenário fazer a diferença na vida de outras mulheres”, declarou a desembargadora Clarice Claudino. 
 
Outra notória autoridade feminina que recebeu a honraria “Mulher Inspiradora”, foi a desembargadora Adenir Carruesco, presidente do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT). Magistrada do trabalho há 29 anos, ela também é a segunda mulher negra a presidir o mais alto posto da Justiça. 
 
“Este evento é de suma importância. Aliás, todos os dias temos que pensar na questão da mulher! É muito bom ter um evento para se dedicar a essa questão da conscientização, pois já evoluímos muito, avançamos bastante na paridade de gênero, no reconhecimento do valor da mulher, mas temos muito ainda que caminhar. Hoje ainda sofremos muito com a violência doméstica e todo tipo de discriminação. É preciso se levantar, é importante levantar essa bandeira e dizer que as mulheres são importantes, pois sem a gente não é possível construir uma nação democrática que garanta o direito de todos”.  
 
Essa homenagem também é pelo reconhecimento às ações do TJMT, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher) que trabalha no combate à violência contra a mulher:  Rede de enfrentamento à violência doméstica, grupo reflexivo para homens, Programa “Cemulher e a Lei Maria da Penha nas Escolas, possui unidades no Complexo Unificado de Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher no Fórum de Cuiabá,  o aplicativo SOS Mulher-MT, Medida protetiva On-line, a Ouvidoria da Mulher, além da mais recente ação,  pesquisa com amigos e familiares de vítimas de feminicídio. 
 
A delegada-geral da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, Daniela Silveira Maidel, primeira mulher a comandar a instituição policial e anfitriã do evento, destacou que essa ação de reconhecimento das mulheres “é muito importante, pois reconhecer o trabalho dessas mulheres é fundamental para causa do combate à violência e familiar contra as mulheres. Quanto mais a gente dar exemplo e mostrar mulheres fortes vamos avançar mais na sociedade”.   
 
Carlos Celestino/ Foto: Josi Dias da Setasc-MT
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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