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MPMT lança pesquisa para ouvir sociedade sobre áreas prioritárias

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) inicia, nesta terça-feira (4), uma nova fase do processo de formulação do novo ciclo do Planejamento Estratégico Institucional (PEI) para o período de 2024 a 2031. Trata-se da “escuta social externa”, realizada por meio de uma pesquisa online disponível aqui. O objetivo é ouvir a opinião e as necessidades apontadas pela sociedade para aprimorar a atuação e estabelecer as prioridades para o próximo ciclo. 

De acordo com a subprocuradora-geral de Planejamento e Gestão, Hellen Uliam Kuriki, o processo de formulação do novo PEI está dividido em três etapas: realização de diagnóstico, definição de diretrizes estratégicas e desdobramento da estratégia. “Atualmente estamos na primeira etapa, na fase de ‘escuta social externa e interna’. Vamos ouvir a sociedade e o público interno para auxiliar nesse processo de elaboração do Planejamento Estratégico”, explicou. 

Segundo a subprocuradora, “as escutas externas serão executadas em dois momentos, por meio de um questionário disponibilizado via site do Ministério Público para captar as necessidades sociais e por meio das escutas locais nas promotorias, que poderão ser feitas por reuniões ou audiências públicas”. E com a escuta interna, a instituição terá um retrato sob diferentes dimensões.

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Sobre a pesquisa – Os cidadãos mato-grossenses têm até o dia 1º de maio para participar da pesquisa. O tempo estimado de resposta ao questionário é de seis minutos e o participante não será identificado. Na primeira parte da pesquisa, as perguntas são referentes ao perfil do respondente. Na segunda, tratam da atuação finalística do MPMT divididas em cinco áreas: 1) Cidadania e Consumidor; 2) Criança e Adolescente; 3) Meio Ambiente; 4) Probidade e Patrimônio Público; 5) Criminal. Na última etapa, de fechamento, o respondente poderá opinar sobre os temas abordados e sugerir novo tema/assunto para apreciação.

Próximas etapas – Após a realização das escutas sociais, terá início a segunda etapa do processo de formulação do PEI, que trata da elaboração de diretrizes estratégicas e compreende a definição da “identidade organizacional” (mapa, visão, valores e propósitos) e da “cesta de objetivos estratégicos”. Na sequência, vem a terceira etapa com as fases de modelagem de “indicadores de metas” e desdobramentos em “iniciativas”. “Terminado esse trabalho, consolidaremos a construção do PEI, que será submetido ao Colégio de Procuradores de Justiça até o fim de 2023”, finalizou Hellen Kuriki.
 

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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