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MPMT e Polícia Civil integram sistemas de gerenciamento de processos

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso e a Polícia Judiciária Civil integraram os seus sistemas de gerenciamento de processos. A partir de agora, a  tramitação dos inquéritos policiais eletrônicos enviados pelas delegacias ocorrerá diretamente entre as duas instituições, sem que haja a necessidade de intimação pelo Judiciário. A integração garantirá maior celeridade no andamento dos procedimentos investigatórios.

De acordo com informações do Departamento de Tecnologia da Informação do MPMT, para tornar possível a tramitação integrada, os sistemas utilizados pelas duas instituições e pelo Judiciário (SIMP,GEIA e PJe) foram atualizados. No Sistema de Gerenciamento de Processos (SIMP) do MPMT, membros e servidores já podem visualizar os inquéritos que tramitam diretamente entre as duas instituições. Um manual de orientações também foi disponibilizado.

Nos últimos seis meses, foram instaurados pela Polícia Civil 4.957 inquéritos. Desde ontem (22), quando a integração começou a ser efetivada, o MPMT já recebeu 253 inquéritos. “A integração dos sistemas, primeiro com o Poder Judiciário e agora com a Polícia Civil, representa um grande avanço e demonstra que as instituições estão empenhadas e se modernizando para atender as demandas da sociedade”, ressaltou a promotora de Justiça auxiliar da Procuradoria-Geral de Justiça e presidente do Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação, Claire Vogel Dutra.

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Foto: PJCMT

Fonte: MP MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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