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MPMT debate estratégias para cumprimento dos planos municipais

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Cento e quarenta municípios de Mato Grosso (99%) possuem Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB) contemplando os quatro eixos: abastecimento de água; esgotamento sanitário; manejo de resíduos sólidos e manejo de águas pluviais. Esse é o primeiro passo para o enfrentamento de um grave problema existente no Estado. Aproximadamente 458 mil pessoas não possuem acesso à água tratada no estado, 2,2 milhões de habitantes não são atendidos com rede de esgoto e cerca de 45% da água tratada se perde na distribuição. Para discutir esse cenário, o Ministério Público Estadual promoveu um webinar na manhã desta quinta-feira (24), via plataforma Microsoft Teams.    

O evento reuniu aproximadamente 160 pessoas entre integrantes do MPMT, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), de empresas concessionárias do serviço e agências reguladoras, gestores de políticas públicas de meio ambiente e saneamento, estudiosos e interessados no tema. O objetivo foi promover um debate sobre o saneamento básico em Mato Grosso, traçando um panorama de modo a auxiliar o MPMT no cumprimento do objetivo estratégico de “promover ações que elevem a qualidade do saneamento básico”.    

Além disso, o webinar visou a discussão de ações e estratégias a serem implementadas para garantir a efetiva prestação do serviço com qualidade, bem como a universalização, conforme previsto na Lei nº 14.026/2020 (que atualiza o marco legal do saneamento básico). O promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, coordenador do Centro de Apoio Operacional (CAO) Meio Ambiente Urbano e Assuntos Fundiários do MPMT, apresentou o cenário do estado e lançou as provocações iniciais.    

Segundo o promotor, o primeiro passo já foi dado, com a elaboração dos planos municipais com diagnósticos e prognósticos. Contudo, os desafios ainda são grandes, uma vez que o panorama é de sistemas antigos, carência de manutenção e investimentos, falta de rigor tarifário, concessões sem metas e ausência de regulação. Ele pontuou que há dois possíveis caminhos a seguir: a revisão dos contratos em 27% dos municípios onde o saneamento é responsabilidade de empresas privadas (concessões), e a exigência de implantação dos PMSBs (como modelo de prestação de serviços para atender a legislação) pelos outros 73% onde o serviço é oferecido por prestadores públicos.    

A professora doutora em Engenharia Civil Eliana Beatriz Nunes Rondon Lima, pesquisadora da UFMT, destacou que o saneamento básico é um serviço complexo e diferenciado. Informou que, em comparação com energia, telefonia e transporte, é uma área marcada por monopólios (em toda a cadeia) e baixo investimento tecnológico. A professora, que falou especificamente sobre abastecimento de água e esgotamento sanitário, elogiou a preocupação do MPMT com o tema e cobrou um engajamento maior do Estado, que deveria ser protagonista nessa atuação. “O Estado tem que entrar em cena para cumprir seu papel junto aos municípios”, enfatizou.    

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Eliana Lima defendeu que o plano é o início de tudo, a base que dará sustentação à prestação do serviço, e demonstrou preocupação com a baixa execução das ações propostas nos planos municipais. Segundo ela, 124 municípios mato-grossenses possuem os planos aprovados por lei. “Não basta ter plano, tem que ter aprovação e execução. Por isso é tão importante o fato de o Ministério Público colocar em seu planejamento estratégico a cobrança dessa execução”, afirmou.     

A pesquisadora apontou que a carência de agências reguladoras é um ponto dramático no estado, pois elas têm a missão de cobrar a execução do plano e a qualidade do serviço independente de o prestador ser público ou privado. Conforme divulgado por ela, somente 26 municípios possuem agência reguladora em Mato Grosso. “O Estado precisa olhar para essa situação e fortalecer a regulação”, conclamou.   

Na sequência, o professor doutor em Meio Ambiente da UFMT Paulo Modesto Filho abordou o saneamento básico sob a ótica dos resíduos sólidos. Conforme o palestrante, Mato Grosso gera 2,8 mil toneladas por dia de resíduos, dos quais somente 20% vão para os oito aterros sanitários atualmente existentes, tal qual foram coletados, sem o devido tratamento. Além dos aterros, o estado possui 142 áreas de lixão.  

Paulo Modesto Filho explicou ainda como foi elaborado o Plano Estadual de Resíduos Sólidos, estabelecendo um consórcio de aterros para atender diferentes municípios, fez um comparativo da produção de gás metano pelos lixões e aterros sanitários e lembrou a deficiência na coleta dos resíduos gerados. “Temos que encerrar os lixões e, paulatinamente, reduzir a massa de gás metano produzida pelos aterros”, sustentou.    

Para encerrar as exposições, o advogado e técnico em Gestão Pública Marlon do Nascimento Barbosa falou sobre os aspectos legais das concessões e das agências reguladoras, reforçando haver um “descolamento entre a realidade fática e as imposições legais”. E defendeu a integração entre todos os coparticipes e o fim do antagonismo entre consumidor, prestadora de serviço, órgão regulador, Estado e município. “É preciso haver um diálogo técnico para proporcionar engajamento em nome de algo que é muito maior: o meio ambiente”, afirmou.       

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Planejamento estratégico – O procurador-geral de Justiça José Antônio Borges Pereira lembrou que, que apesar de Mato Grosso ser um estado agrícola, a maior parte da população está concentrada nas áreas urbanas e que falar em saneamento básico é falar em meio ambiente e saúde. Salientou o papel do MPMT como catalizador dessas demandas e a importância do evento para buscar caminhos para o cumprimento do Planejamento Estratégico Institucional (PEI) 2020-2023.   

Ao trazer dados sobre o saneamento básico no Brasil, José Antônio Borges Pereira considerou “dura a realidade do país”. Segundo o procurador-geral, são 35 milhões de pessoas sem acesso à água tratada e 100 milhões sem coleta de esgoto.    

O procurador de Justiça titular da Especializada em Defesa Ambiental e Ordem Urbanística, Luiz Alberto Esteves Scaloppe reforçou a importância do saneamento básico para o desenvolvimento da sociedade como um todo e a preocupação do MPMT com a realidade estadual. Explicou que elevar a qualidade do saneamento básico é um dos objetivos estratégicos da Procuradoria Especializada, que tem como indicadores os índices de qualidade da água, percentual de tratamento de esgoto, implantação dos PMSBs, destinação adequada de resíduos e reciclagem e logística reversa.     

O coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) do MPMT, promotor de Justiça Paulo Henrique Amaral Mota, também ponderou que debater saneamento básico mostra-se necessário. “Primeiro por se tratar de um tema inserido no Planejamento Estratégico Institucional como prioritário aos órgãos de execução, e segundo em razão do evidente distanciamento observado entre os critérios fixados nos planos municipais e as ações que vêm sendo executadas pelos gestores públicos locais”, pontuou.     

O webinar foi promovido pela Procuradoria de Justiça Especializada em Defesa Ambiental e Ordem Urbanística (PJEDAOU) em parceria com o CAO Meio Ambiente Urbano e Assuntos Fundiários e Ceaf.

Fonte: MP MT

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Corpus Christi terá celebrações religiosas, lazer e atrações turísticas na capital

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Os cuiabanos que permanecerem na capital durante o feriado de Corpus Christi, celebrado nesta quinta-feira (4), poderão aproveitar espaços de lazer e pontos turísticos abertos ao público. O Aquário Municipal, o Museu do Rio, os parques municipais e as celebrações religiosas integram a programação disponível para a população.

Conforme o Decreto nº 11.585/2025, que estabelece os feriados reconhecidos pelo município em 2026, os serviços considerados essenciais serão mantidos normalmente durante o feriado. Entre eles estão a coleta de lixo, a manutenção e distribuição de água, a Defesa Civil e os serviços de fiscalização e orientação do trânsito.

Na área da saúde, funcionarão em regime de plantão 24 horas as Unidades de Pronto Atendimento (Upas), a Policlínica do Pedra 90, o Centro Médico Infantil (CMI), o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), o Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá e o Hospital São Benedito.

Por outro lado, as Unidades de Saúde da Família (USFs), os Serviços de Atenção Especializada (SAEs), o Centro de Especialidades Médicas (CEM) e o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) não realizarão atendimentos durante o feriado. Os serviços serão retomados no próximo dia útil.

Entre os atrativos turísticos, o Complexo Biocultural do Porto, que reúne o Aquário Municipal e o Museu do Rio, estará aberto das 9h às 18h, com entrada gratuita. O espaço preserva a história da antiga Cuiabá e abriga diversas espécies de peixes dos biomas Amazônia, Pantanal e Cerrado. O complexo funciona regularmente de terça a domingo, fechando apenas às segundas-feiras para manutenção.

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Já o Mercado Antônio Moisés Nadaf, conhecido como Mercado do Porto, terá horário especial de funcionamento. Os boxes estarão abertos das 5h às 13h, e as lanchonetes atenderão até as 16h. O local é uma das principais referências da gastronomia regional, oferecendo desde o tradicional bolo de arroz até pratos típicos como ventrecha de peixe, farofa de banana e Maria Isabel.

Entre as opções ao ar livre, o Parque Tia Nair funcionará das 4h às 22h durante o feriado. O Parque das Águas também estará aberto normalmente, das 5h às 23h. Além das áreas de convivência e caminhada, os visitantes poderão conhecer o túnel das águas e acompanhar os testes da fonte luminosa, que antecedem a retomada do tradicional Show das Águas.

O expediente na Prefeitura de Cuiabá e nos demais órgãos da administração municipal será retomado normalmente na sexta-feira (5), a partir das 8h.

A Arquidiocese de Cuiabá também divulgou a programação para o feriado de Corpus Christi. Além das missas e procissões, a confecção dos tradicionais tapetes coloridos nas ruas e comunidades reforça uma das mais importantes manifestações da fé católica.

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A programação central da Arquidiocese de Cuiabá será realizada no Ginásio São Gonçalo. A acolhida dos participantes está prevista para as 14h30, seguida do Cenáculo Mariano, às 15h. A Santa Missa será celebrada às 16h e, na sequência, os fiéis seguirão em procissão com o Santíssimo Sacramento até a Catedral Basílica Senhor Bom Jesus de Cuiabá. A celebração será presidida pelo administrador arquidiocesano, padre Deusdedit Monge.

Diversas paróquias da capital também mantêm a tradição da confecção dos tapetes. Na Paróquia Nossa Senhora Medianeira, no bairro Novo Terceiro, os trabalhos começam na quarta-feira (3), em duas comunidades. A Paróquia São José Operário, no bairro Dom Aquino, também realizará a ornamentação das ruas na véspera da procissão. Já a Paróquia Nossa Senhora do Rosário e São Benedito seguirá com a tradição que, anualmente, mobiliza os fiéis na preparação do caminho por onde passará o Santíssimo Sacramento.



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