MATO GROSSO
MPMT dá voz aos gestores da rede púbica de ensino em Sinop
MATO GROSSO
Com objetivo de firmar estratégias para a redução das diversas formas de violência escolar na rede pública, a 2ª Promotoria de Justiça Cível de Sinop (a 500km de Cuiabá) promoveu uma reunião com a Secretaria Municipal de Educação e com a Diretoria Regional de Educação, no dia 13 de abril. A iniciativa atende ao objetivo estratégico “exigir a redução das diversas formas de violência escolar na rede pública” previsto no Planejamento do Ministério Público do Estado de Mato Grosso para o quadriênio 2020-2023.
Coordenada pelo promotor de Justiça Nilton César Padovan, a reunião contou com presença da secretária Municipal de Educação, Sandra da Conceição Donato Ferreira, da diretora regional de Educação Adjunta, Cristiane Valéria Costetti Zubler, de servidores da Promotoria e gestores escolares. Conforme o promotor, foram convidados representantes de todas as escolas da rede pública na cidade, totalizando aproximadamente 70 unidades.
No encontro, foram expostos os principais problemas enfrentados nas unidades e definidas estratégias para o enfrentamento à violência. “Em vez de apresentarmos uma proposta para as escolas, fizemos diferente. Abrimos espaço para ouvi-los, para que os gestores dissessem quais são os problemas enfrentados e quais medidas devem ser adotadas para minimizá-los. Ou seja, nada foi imposto. Afinal, eles que vivenciam e conhecem a realidade da educação. Nós, do Ministério Público, estamos à disposição para trabalharmos juntos”, explicou Nilton Padovan.
Entre as condutas reprováveis apresentadas pelos gestores escolares estão a falta de respeito aos profissionais da educação por parte dos pais e alunos, agressividade física e verbal entre estudantes, consumo de entorpecentes e cigarros, prática de bullying, uso de aparelho celular durante as aulas e deterioração do patrimônio escolar.
Para combater as adversidades, foram sugeridas como estratégias a criação do programa “Pais nas escolas”, visando a aproximação com a comunidade escolar por meio de reuniões e palestras, e da campanha “Quem falta faz falta”, objetivando o resgate das crianças faltosas. Também foram propostas a divulgação dos 10 vídeos orientativos e pedagógicos do projeto “Prevenção Começa na Escola”, reunião entre os representantes das escolas e integrantes do Conselho Tutelar e aumento da frequência da ronda escolar feita pela Polícia Militar.
Para cada ação sugerida foram estabelecidos prazos. Assim, no término do encontro, o promotor de Justiça Nilton Padovan notificou os presentes para que deem cumprimento ao que foi acordado.
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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