MATO GROSSO
Mato Grosso gerou mais de 53,1 mil novos empregos em nove meses, aponta Caged
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Mato Grosso apresentou saldo positivo na geração de emprego entre os meses de janeiro e setembro deste ano, registrando a abertura de 53.102 novos postos de trabalho. Nesse período foram contratados, ao todo, 518.492 trabalhadores, enquanto 465.390 foram desligados. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta semana.
Para se ter uma ideia do dinamismo do mercado de trabalho mato-grossense neste ano, os novos postos de trabalho gerados nesses 9 meses são 35% a mais do que todos os novos postos de trabalho abertos durante 2023, quando Mato Grosso fechou o ano com a contratação de 39.255 trabalhadores.
Somente em setembro, Mato Grosso criou 1.723 empregos formais com carteira assinada. Segundo o levantamento, o setor de Serviços foi o maior responsável pelo crescimento, com 1.121 novos empregos. Em seguida, a Indústria, com 360 vagas; Construção, com 251; e Comércio, com 90.
Cuiabá liderou a geração de empregos com 848 novos postos, seguida por Várzea Grande, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Cocalinho.
A maioria dos contratados são mulheres (1.306), e outros 417 são homens. Jovens de 18 a 24 anos também lideraram as contratações ocupando 1,3 mil vagas em setembro.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, o saldo positivo da Caged demonstra a eficiência das políticas de incentivo econômico adotadas pelo Governo do Estado.
“Mato Grosso continua sendo um ambiente favorável para negócios. Nossos setores de Serviços, Indústria, Construção e Comércio estão gerando novas oportunidades de trabalho e ampliando as perspectivas para nossa população. O saldo positivo é o resultado das políticas de incentivo econômico implementadas pelo Governo”, afirma César Miranda.
*Sob supervisão de Débora Siqueira
Fonte: Governo MT – MT
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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.
Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.
Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte.
O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite.
Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.
Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual.
Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.
Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.
Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária.
Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.
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