MATO GROSSO
Magistrados do Polo VII recebem Corregedoria em Ação
MATO GROSSO
Metas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Núcleo de Justiça 4.0, Juízo 100% Digital, Auditoria Remota, Ranking e selos do CNJ, Conciliação e Recursos Repetitivos, foram alguns dos temas debatidos no último dia do “Programa Corregedoria em Ação” durante a reunião com os magistrados do Polo VII (Rondonópolis). Além da atualização de propósitos e reforços no caminho para se estabelecer um Judiciário mais célere e confiável, o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Zuquim Nogueira, voltou a envidar a palavra por um Judiciário unido e agradeceu o retorno à comarca. “Destaco minha relação com a Comarca de Rondonópolis. Cheguei aqui com minha família após a divisão do Estado no final da década de 70. Aqui cresci, aprendi e tive oportunidades. Pude fazer algo pela região e agora posso fazer ainda mais como corregedor. Aqui convivi com o desembargador José Silvério, magistrado vocacionado que representou muito bem o Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT). Vamos nos atualizar, mas principalmente ouvir os senhores e senhoras em suas demandas e especificidades. Estamos aqui para apoiá-los naquilo que nos levar a crescer e ofertarmos melhores serviços à sociedade”, disse o corregedor, que por indicação do juiz diretor do foro, Renan Carlos Leão Pereira do Nascimento, plantou uma muda de árvore nativa, antes do início dos trabalhos.
Na sequência da abertura dos trabalhos a vice-presidente do TJMT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, fez uso da palavra. “Aqui fiz muitos amigos e continuo residindo em Rondonópolis. Tenho uma relação pessoal com esta terra. Senti muito feliz quando o Zuquim disse que viriam pra cá, pois sabemos das dificuldades que vocês enfrentam em suas comarcas. Tenho orgulho de ter pertencido a esta comarca, de fazer parte do PJMT que a cada dia que passa se aprimora”. O coordenador da CGJ, Flávio de Paiva Pinto, conduziu o início dos trabalhos. “Somos o melhor ouro dentre os ouros. O quarto melhor Poder Judiciário Estadual do país. Estamos passando pela Corregedoria para deixar legados e os sistemas não param de ser aprimorados. Já falam de Metaverso. O cliente entra de forma virtual em uma sala e já é atendido após encaminhamento. As comarcas como conhecemos irão acabar, os muros cairão. Base territorial ampliada, Núcleos. Onde estão nossos juízes e servidores? Em um ponto de internet. Hoje acessível por um celular, mas sabemos que vivenciamos a transição. Estamos na fase de implantar e ampliar esta facilidade a todos. A Corregedoria segue sua missão que envolve a orientação, fiscalização e aprimoramento dos serviços judiciários. Temos um método, seguimos um caminho e estaremos juntos aos senhores”, considerou o gestor da CGJ, que ainda nominou as diretoras de Departamento da CGJ, prestigiando a equipe e já disponibilizando-a para atendimentos. “Temos nossos Departamentos, comandados por diretoras. No Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (Dapi), Renata Bueno, a diretora do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje) Karine Lozich Dias, a diretora do Departamento Judiciário Administrativo (DJA),Manuela Tenuta , a diretora do Departamento do Foro Extrajudicial (DFE) Nilcemeire Vilela e a secretária-geral da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), Elaine Zorgetti Pereira. Todas estão à disposição do senhores”.
O informe motivou os magistrados que agradeceram. “É muito importante e gratificante ter seu trabalho reconhecido. Contamos com a assessoria, secretaria, estagiários e também outras instituições, no meu caso como o MP, Defensoria e advogados. Muito importante recebermos aqui a visita da CGJ e Vice. Primeiramente após a Pandemia, nos sentimos acolhidos pelas equipes que pretendem melhorias em nossos trabalhos para o bem estar da Sociedade“, disse o juiz da Terceira Vara Criminal de Rondonópolis, João Francisco Campos de Almeida. “A Comarca de Guiratinga atingiu o Selo Ouro graças ao empenho de nossa equipe, em especial minha assessoria e também à Ferramenta Omni. Foi um trabalho inteligente de gestão. Nesses encontros que a Corregedoria realiza com a magistratura que nos atentamos para consumirmos esses dados. Estávamos com a prata, perto do bronze e nos aprimoramos e atingimos esta conquista“, revelou o juiz da Vara Única de Guiratinga, Aroldo José Zonta Burgarelli.
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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