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Júri híbrido em Alto Taquari ouve partes a 2 mil km, réu do presídio e jurados por videoconferência

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Comarca de Alto Taquari realiza julgamento pelo Tribunal do Júri na modalidade híbrida, com participação de todos os envolvidos em locais distintos, por meio de videoconferência e aparatos tecnológicos.
 
Duas testemunhas foram ouvidas da cidade de Vitória do Mearim (MA), situada a mais de 2.200 km da comarca de Alto Taquari.
 
O réu participou do julgamento a partir da unidade prisional em que se encontra recolhido, na comarca de Rondonópolis. Os recursos tecnológicos disponíveis permitiram ao acusado ter a visão simultânea não só de todos os participantes da sessão, especialmente dos jurados do Conselho de Sentença, mas também dos familiares do próprio preso que acompanharam o julgamento por videoconferência.
 
Além disso, o acusado teve a oportunidade de conversar reservadamente, por meio da sala virtual, com seu advogado presente na sessão, sendo assegurado o exercício de todos os direitos relativos ao devido processo legal.
 
De acordo com o juiz da comarca, Adalto Quintino da Silva, a audiência por videoconferência só tem a acrescentar ao sistema de justiça, propiciando celeridade na tramitação processual e reforçando o caráter democrático do processo judicial.
 
“O júri híbrido propiciou às partes o pleno exercício dos seus direitos e garantias processuais, além de permitir a participação, por videoconferência, de pessoas que provavelmente não teriam condições e comparecer presencialmente na sessão de julgamento. O recurso também potencializa o próprio aspecto democrático do processo, viabilizando que qualquer pessoa que tenha acesso à internet possa contribuir com a Justiça”.
 
O caso foi realizado no plenário da Câmara Municipal no dia 25 de fevereiro.
 
Descrição da imagem:

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A imagem mostra uma tela de computador reproduzindo a sessão do Júri Popular. Ao centro da imagem, o magistrado que preside o júri, ladeado pela promotora e pela assistente do magistrado. Ao fundo a identificação do plenário com a seguinte frase: plenário senador Vicente Emílio Vuolo.  Ainda na parte superior da imagem, uma tela reproduz a imagem dos participantes que estão on-line. Na parte de baixo da imagem, retratando a tela de um computador, uma faixa com quatro quadrados com imagens dos demais participantes da audiência.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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