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Juíza participa de roda de conversa em Sinop sobre prevenção ao assédio no ambiente de trabalho

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A juíza da 2ª Vara Criminal da Comarca de Sinop, Débora Roberta Pain Caldas, participou de uma Roda de Conversa sobre o tema “Indústria sem Assédio”, evento realizado pela empresa Inpasa Brasil, produtora de etanol. A magistrada, que atua em casos de violência contra a mulher, abordou o impacto na vida das pessoas causado pelo assédio sexual e do assédio moral no ambiente de trabalho.
 
A juíza destacou a relevância do tema e o número de pessoas alcançadas. De acordo com a magistrada, “o evento ainda trouxe uma oportunidade de proteger as mulheres criando ambientes seguros e saudáveis para trabalharem. Pois embora pessoas de ambos os sexos possam ser vítimas de tais condutas, pesquisas científicas revelam que as mulheres ocupam, disparadamente, a primeira posição”.
 
Citou o exemplo de um levantamento realizado pelo LinkedIn em parceria com a consultoria Think Eva, o qual apontou que cerca de 47% das mulheres afirmaram já ter sofrido assédio sexual no ambiente de trabalho.
 
Ela aproveitou ainda para enfatizar os avanços sobre o enfrentamento assédio realizado pelo Poder Judiciário, com a Resolução 351/2020 do CNJ, a qual destaca que as práticas de assédio e discriminação são formas de violência psicológica que afetam a vida do(a) colaborador(a), comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, podendo ocasionar graves danos à saúde física e mental, inclusive a morte, constituindo risco psicossocial concreto e relevante na organização do trabalho.
 
Além da magistrada, também participaram da Roda de Conversa, os advogados Felipe Guerra, Andreya Bustamente e Anne Vilande. Os convidados falaram sobre formas de prevenção e enfrentamento ao assédio moral e sexual e da discriminação no ambiente de trabalho.
 
O evento foi realizado na sexta-feira (29 de julho), nas dependências da Inpasa, em Sinop, e contou as participações de lideranças da empresa e de diversos setores da socieade, sendo transmitido ao vivo para mais de 1500 colaboradores e colaboradoras nas cidades Nova Mutum (MT), Dourados (MS) e São Paulo (SP).
 
Comissão sobre o tema no Judiciário de Mato Grosso – O Judiciário de Mato Grosso tem uma Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação, que é presidida pela desembargadora Maria Erotides Kneip.
 
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens: Imagem: Foto colorida na qual aparecem os participantes da Roda de Conversa: a juíza da 2ª Vara Criminal de Sinop, Débora Roberta Pain Caldas e os advogados Felipe Guerra, Andreya Bustamente e Anne Vilande. Eles estão sentados em poltronas de onde falam ao público.
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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