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Juíza de Sinop participa da inauguração de espaço de acolhimento às vítimas

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O espaço de acolhimento e atendimento psicológico da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso de Sinop (470 km ao norte de Cuiabá) foi inaugurado na sexta-feira (28 de julho). A juíza 2ª Vara Criminal Débora Roberta Pain Caldas esteve presente na solenidade, a convite da delegada titular, Renata Evangelista.
 
“Fui prestigiar a iniciativa da delegada, doutora Renata Evangelista, de tornar a sala da delegacia ainda mais acolhedora, visando justamente que essas vítimas, quando comparecerem à delegacia, se sintam realmente cuidadas, protegidas e acolhidas e que também com esse cuidado no ambiente elas possam quebrar o paradigma de que as delegacias são ambientes hostis, mas sim que é um local em que as pessoas receberão todo esse apoio no momento difícil de uma violência”, afirma.
 
A delegacia especializada passou a contar com duas salas estruturadas com material lúdico para todas as faixas etárias, de crianças a adolescentes, além de ter duas psicólogas para escuta qualificada das vítimas. A iniciativa partiu da delegada Renata Evangelista, que identificou a necessidade de ampliar o quadro de psicólogos e de oferecer um ambiente adequado para as vítimas, bem como aos servidores que realizam os atendimentos. “A ideia é poder acolher a vítima de uma forma que minimize seus traumas. Com essa nova realidade, nossos profissionais poderão obter o melhor resultado no atendimento das crianças, que por outro lado, vão se identificar com os espaços e vão ficar mais à vontade”, pontua.
 
Enfrentamento à violência doméstica em rede
 
De acordo com a juíza Débora Roberta Pain Caldas, que trabalha com casos de violência contra a mulher, os servidores da 2ª Vara Criminal de Sinop também são preparados para esse tipo de demanda. “Eles são sempre conscientizados das matérias sensíveis que nós tratamos para prestar um atendimento muito cordial com as mulheres vítimas que comparecem na vara”, relata.
 
Além disso, são oferecidos círculos de construção de paz para as mulheres vítimas com medida protetiva e outras selecionadas pelo Juízo, por meio de uma parceria entre o Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) e a Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Sinop, do qual fazem parte tanto a juíza, quanto a delegada e mais de 30 órgãos públicos e privados.
 
“Às vezes, se não há essa união de esforços e o conhecimento sobre o que cada um faz, há um retrabalho e falhas de coisas que poderiam ser feitas. Então, quando se junta tudo e se olha para aquilo, passa a não ter repetição e se aprimoram carências que existiam anteriormente para que haja realmente um atendimento sistêmico e completo para essas mulheres”, comenta a magistrada.
 
Débora Caldas ressalta ainda a importância dos grupos reflexivos, voltados exclusivamente para os homens acusados de violência contra a mulher. “Quando o homem está numa situação de violência, embora ele seja quem está como acusado ou requerido, ele também está sofrendo com aquilo. Então, quando a gente tem os grupos reflexivos, a gente consegue atender, tratar essa situação de violência para que não tenha repetição e também, quando necessário, aplicar a lei com as penas que são cabíveis a cada crime”.
 
Engajada no combate à violência doméstica, a juíza da 2ª Vara Criminal de Sinop conclui que todos os esforços têm como a família. “Eu gosto de frisar sempre em todos os eventos, blitz educativas e palestras que promovemos que o objetivo é a paz nos lares. E nisso se inclui a eliminação da violência contra as mulheres, mas também todos os tipos de violência”, defende.
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Juíza Débora Caldas, ao lado da delegada Renata Evangelista e outras autoridades posam para foto na inauguração do espaço de acolhimento da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança, Adolescente e Idoso de Sinop. O local tem a parede lilás, com pinturas de flores e borboletas e o símbolo da Polícia Judiciária Civil. Foto 2: Brinquedoteca do espaço de acolhimento. É uma sala toda reformada, com ar condicionado Split, colmeia repleta de ursinhos de pelúcia e bonecas na parede, mesinha com cadeirinhas, tatames, cabaninha com bolinhas de plástico, painel com televisão e muitos brinquedos coloridos. Foto 3: Sala de acolhimento da delegacia. Em um canto da sala, há uma mesa com computador e cadeiras para atendimento das vítimas, um armário cinza, janelas com persianas cinzas e, do outro ado, brinquedos na prateleira da parede, na mesinha e no chão.
 
Celly Silva
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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