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Juíza de Rondonópolis destaca articulação entre órgãos no combate ao tráfico de drogas

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Titular da 5ª Vara Criminal de Rondonópolis e membro da Comissão Especial sobre Drogas Ilícitas, a juíza Aline Quinto Bissoni é defensora da articulação interinstitucional no combate ao tráfico de drogas, especialmente nos municípios por onde passam as rodovias federais, como é o caso da comarca onde ela atua, pois são essas as rotas utilizadas para transporte de entorpecentes.
 
“Infelizmente, o estado de Mato Grosso faz parte de uma rota importante para o tráfico, principalmente da cocaína, que é produzida em países vizinhos. E, muitas vezes, passa pela nossa BR. Então, são muito comuns apreensões vultosas de cocaína na nossa região”, afirma.
 
Por conta disso, ela aposta na articulação com outros órgãos para aprimorar o trabalho, sendo a responsável pela organização de um evento que reuniu, durante a Semana Nacional de Políticas sobre Drogas, no final de junho, representantes de todas as Forças de Segurança do Estado e da União – Polícias Militar, Civil e Penal, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Polícias Federal e Rodoviária Federal, diretores e profissionais da saúde que atuam nos presídios masculino e feminino, além de Ministério Público, Defensoria Pública e advogados.
 
“Debatemos e refletimos sobre de que forma agir para que todas as apreensões sejam lícitas para evitar qualquer nulidade, como chegar a pessoas que tenham trabalhado como mulas. Cada um pôde expor um pouco da sua atuação, pois todos nós trabalhamos nessa região, que é muito utilizada pelo tráfico. Quando a gente escuta as dificuldades do outro, a gente começa a compreender melhor e nossas ações se tornam mais eficazes”, afirma a magistrada.
 
A juíza Aline Bissoni relata que a reunião foi produtiva e não ficará limitada à Semana Nacional de Políticas sobre Drogas, que ocorre anualmente, mas se transformará em um fórum com encontros mais frequentes para dar encaminhamentos a outras ações. “Eu me coloquei à disposição para participar de palestras e pensar em ações de saúde. É um trabalho multidisciplinar que precisa ser feito. Não que a pena não seja importante, mas sem as ações, ela não resolve sozinha”, explica.
 
Em relação a esse trabalho multidisciplinar, a magistrada cita instituições e espaços, como os Narcóticos Anônimos, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), as comunidades terapêuticas e o Escritório Social, como parceiros estratégicos na busca pela reestruturação de grande parte das pessoas que respondem por crimes ligados às drogas, que entram no mundo do crime para sustentar o vício.
 
“Tem ex-usuários que querem desenvolver um trabalho. Temos profissionais da saúde muito engajados. Mas é uma coisa de médio e longo prazo para resolver. Nós, como sociedade, somos muito imediatistas, mas temos que entender que a pessoa precisa de um tempo para ser trabalhada, que não vai se tornar um cidadão em dias com suas obrigações do dia pra noite”, reflete.
 
Conforme a magistrada – que antes de atuar no combate ao tráfico acumulou mais de 10 anos de experiência na Execução Penal -, Estado, sociedade e família devem caminhar juntos para atingir o objetivo da reabilitação daqueles envolvidos com drogas. “O auxílio do Estado e da família é muito importante para a pessoa encontrar uma reabilitação porque se não tem apoio, a probabilidade da pessoa voltar ao crime para sustentar o vício é muito grande. Ela precisa reatar o vínculo familiar e o Estado também têm esse papel, pois onde o Estado está presente, o crime não tem espaço”, assevera.
 
Coordenação de desembargador – Em relação à atuação do Judiciário mato-grossense no combate ao tráfico de drogas, a juíza Aline Bissoni aponta a liderança do desembargador Marcos Machado como primordial para recentes avanços.
 
“Começamos com essa reunião no final de junho, que teve adesão de vários juízes que atuam em Varas Especializadas no combate ao tráfico de entorpecentes em suas respectivas comarcas. Acredito que, com esse estímulo, ficamos muito mais engajados, estimula os outros a quererem fazer mais e isso é mérito do desembargador Marcos Machado. As próprias Varas Especializadas, como a minha, são mérito dele também porque ele viu que é importante, uma vez que o tipo de crime tem uma complexidade maior. E continua criando outras unidades especializadas em tráfico. Percebo que ele amplia muito o debate porque tem conhecimento profundo do tema e tem a vontade de mudar”, pontua.
 
Além do trabalho diário que é feito nas varas criminais, a juíza Aline Bissoni ressalta também a Comissão Especial sobre Drogas Ilícitas, coordenador pelo juiz Moacir Tortato, e o grupo de pesquisa, coordenado pelo desembargador Marcos Machado e supervisionado pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Sebastião Reis Júnior, voltado para julgamentos dos Tribunais Superiores em relação às drogas.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da foto: Juíza Aline Quinto Bissoni posa sorrindo para a foto. Ela é uma mulher branca, de olhos e cabelos escuros, usando batom vermelho e toga.
 
Celly Silva/ Fotos
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Lista de contemplados do Residencial Comodoro será divulgada por etapas

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária, divulgará a lista de contemplados do Residencial Comodoro por etapas. A previsão é que os primeiros 200 nomes definitivos dos beneficiários do Programa Casa Cuiabana destinados ao empreendimento sejam publicados até a primeira quinzena de novembro.

O processo de entrega do empreendimento será conduzido em três etapas: 200 contemplados na primeira fase, 200 na segunda e 100 na terceira, totalizando 500 famílias atendidas. As obras seguem em andamento: o Comodoro I está com 78,85% de execução, o Comodoro II, com 63,15%, e o Comodoro III, com 48,72%.

De acordo com a secretária municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Michelle Dreher, a divulgação depende apenas da aprovação final da Caixa Econômica Federal (CEF). O processo sofreu atrasos em decorrência da greve de quase 30 dias da instituição, que impactou os prazos de análise, resposta e aprovação dos processos. “Estamos aguardando só uma resposta final dos últimos dossiês para publicar essa lista”, explicou.

Após a divulgação dos nomes, a Secretaria dará início ao Trabalho Técnico Social com as famílias habilitadas. A etapa inclui o sorteio das unidades habitacionais, a realização de checklist dos apartamentos e outras ações necessárias até a assinatura dos contratos.

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“Nessa etapa, eles vão conhecer o empreendimento, entrar nos apartamentos, ver o terreno, a obra, como funciona e qual é o tamanho do apartamento. Depois disso, haverá o sorteio para definir em qual unidade cada um vai ficar. E, caso haja interesse mútuo, os contemplados poderão realizar trocas de unidades entre si. A assinatura dos contratos ocorre somente depois da definição das unidades e da conclusão das etapas”, afirmou Michelle.

A entrega definitiva das moradias está condicionada à conclusão de 100% das obras, à aprovação da Caixa Econômica Federal e à assinatura dos contratos. Uma reunião entre a Prefeitura e a instituição financeira, prevista para o final de novembro, deverá definir o novo cronograma de entrega das três etapas do Residencial Comodoro, que totaliza 500 unidades, além de estabelecer um novo prazo para a entrega do Residencial Tijucal, que conta com 192 apartamentos e também está com as obras em andamento.

Etapas anteriores

O Programa Casa Cuiabana recebeu 83.991 inscrições entre julho e setembro de 2025, das quais cerca de 45 mil foram deferidas. Em dezembro, um sorteio selecionou mil candidatos, sendo 500 titulares e 500 reservas. Nos meses seguintes, os sorteados foram convocados para apresentar a documentação, passaram por análise de compatibilidade, tiveram prazo para apresentar recursos e foram orientados quanto à assinatura da Declaração de Beneficiário.

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Em abril de 2026, um novo sorteio selecionou 500 candidatos para preencher vagas abertas após eliminações. Esses contemplados foram destinados ao Residencial Tijucal, já que as vagas do Comodoro haviam sido preenchidas no primeiro sorteio. Em maio, foi publicada a primeira lista de desclassificados, incluindo casos analisados após a apresentação de recursos. Os candidatos que não constam nessa relação não têm confirmação automática de contemplação, pois parte dos processos ainda aguarda retorno da Caixa Econômica Federal.

 



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