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Judiciário e faculdade de Direito de Rondonópolis fazem parceria para promover pacificação social

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O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá), através do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), do Tribunal de Justiça, firmou termo de cooperação técnica com as Faculdades Integradas de Rondonópolis (Uniasselvi-Fair) para a realização de sessões de conciliação no Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) da instituição.
 
As sessões, com conciliadores credenciados pelo Judiciário, serão agendas pelo NPJ, do Curso de Direito da Uniasselvi, e os acordos obtidos homologados pelo juiz coordenador do Cejusc, Wanderlei José dos Reis. O termo de cooperação prevê ainda a participação dos acadêmicos de Direito da Uniasselvi nas audiências para acompanhar as sessões.
 
Para a supervisora do NPJ, professora Anna Carolina Miranda Bellini de Freitas, essa parceria promoverá o desenvolvimento de novas habilidades aos estudantes na busca da solução pacífica das controvérsias. “Certamente, essa participação estimulará o sentimento trazido ao ordenamento jurídico pelo vigente código processual de busca efetiva do mérito, celeridade do andamento processual e o estímulo da autocomposição, todos igualmente objetivados na Resolução 125 do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), disse a docente Anna Carolina.
 
Na visão da coordenadora do Curso de Direito, professora Vergínia Chinelato, o termo exercerá dupla finalidade em favor dos alunos, ao passo que, além da vivência jurídica corroborada pela experiência construída no acompanhamento ativo das audiências de mediação, a serem realizadas no NPJ da Uniasselvi, os futuros operadores do Direito terão a oportunidade de incluir no processo de formação a promoção da cultura da paz para sedimentar a pacificação social.
 
Quem também comemorou a parceria foi o diretor da Uniasselvi, professor Arthur de Lima Lira. “O estabelecimento desse convênio trará aos nossos estudantes a oportunidade ímpar de experienciar, no próprio ambiente acadêmico, a vivência prática intrínseca ao Poder Judiciário. Com essa ação, organizada pelo doutor Wanderlei Reis, os acadêmicos ficarão mais inspirados na continuidade da carreira e, sem dúvida, sedimentarão os conhecimentos adquiridos desde o primeiro semestre dos estudos”, frisou Arthur Lira.
 
A parceria do Judiciário com a Uniasselvi, organizada pelo juiz coordenador do Cejusc, Wanderlei José dos Reis, é mais uma mostra da constante busca pela pacificação social na Comarca de Rondonópolis.
 
No Cejusc local, conforme aponta o juiz coordenador, em média, por semana, são realizadas 30 audiências e são prestados cerca de 100 atendimentos à população com vistas ao pleno exercício da cidadania.
 
O Cejusc de Rondonópolis funciona no Fórum da Comarca desde 2015, e tem recebido inúmeros elogios da população e dos advogados pela celeridade dos procedimentos e pelos atendimentos realizados no âmbito social. O caso mais recente amplamente elogiado nas redes sociais foi de um procedimento pré-processual (RPP) de divórcio concluído em apenas 15 dias contados da sua distribuição pelo PJe no Cejusc e a sua averbação realizada junto ao Registro Civil da comarca.
 
O presidente do Nupemec, desembargador Mário Kono, que prestigiou a assinatura do termo de cooperação técnica com as Faculdades Integradas de Rondonópolis, parabenizou as ações desenvolvidas para a promoção da cultura da paz na Comarca de Rondonópolis. O desembargador mencionou ainda algumas ações já existentes no âmbito do Judiciário que podem ser implementadas para o desenvolvimento da política de pacificação social e de um trabalho pontual junto à sociedade, em áreas que necessitem da participação e do apoio da Justiça estadual.
 
O juiz Wanderlei José dos Reis, coordenador do Cejusc de Rondonópolis aponta como “muito relevante se mostra essa parceria do Poder Judiciário de Mato Grosso e da Uniasselvi. Hoje se dá aqui em Rondonópolis mais um importante avanço na afirmação dos métodos autocompositivos preconizados na Res. n.º 125/2010-CNJ, porque a Uniasselvi, com seu Núcleo de Prática Jurídica, aceitou nosso convite e passou a ser uma extensão do Cejusc de Rondonópolis, do Poder Judiciário de Mato Grosso, e, assim, doravante, poderão ser designadas audiências de conciliação decorrentes dos atendimentos feitos à população rondonopolitana no Núcleo de Prática Jurídica, com a participação direta dos acadêmicos de Direito dessa instituição. Com isso muitas pessoas mais poderão ter acesso ao sistema multiportas, que é o nosso objetivo, disseminando a cultura da paz com vistas à pacificação social”.
 
Além de magistrados de Rondonópolis e da juíza coordenadora do Nupemec, Cristiane Padim da Silva, a assinatura da parceria entre o Judiciário e a Uniasselvi contou com a participação de professores e estudantes de Direito e advogados, entre os quais o presidente da Comissão de Estudos Jurídicos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da 1ª Subseção em Rondonópolis, Bruno Torquete.
 
Esta matéria contém recursos de texto alternativo para prover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição da imagem: fotografia retangular colorida. Magistrados e representantes da faculdade estão em pé. Ao centro o desembargador Mario Kono, a juíza Cristiane Padin e o juiz Wanderlei José dos Reis seguram o termo de cooperação técnica.
  
Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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Travessia da BR-163 em Nobres mobiliza moradores e autoridades por mais segurança

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A rotina de quem precisa cruzar a BR-163 em Nobres revelou a dimensão do problema discutido durante audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), nesta quarta-feira (21), na Câmara Municipal. Moradores relataram dificuldades enfrentadas diariamente diante do intenso fluxo de caminhões, ônibus, ciclistas e pedestres, enquanto representantes do município defenderam a implantação de uma estrutura capaz de garantir deslocamentos mais seguros e integrar diferentes áreas da cidade.

Autor da iniciativa, o deputado Gilberto Cattani (PL) destacou que a duplicação da rodovia trouxe maior fluidez ao tráfego, mas também tornou necessária a criação de dispositivos que permitam a passagem dos moradores de um lado para o outro. Segundo ele, a população precisa ter acesso seguro para trabalhar, estudar, fazer compras e utilizar serviços oferecidos em diferentes pontos do município.

“Quando você duplica a rodovia, além de você poder aumentar a trafegabilidade e até um pouco a velocidade dos veículos, você impossibilita que essas pessoas possam atravessar a pé as rodovias”, afirmou o parlamentar.

Cattani defendeu que a solução não se limite a uma passarela, já que também existe a necessidade de circulação de veículos. Ele citou experiências de outros municípios cortados pela BR-163 e afirmou que buscaria, junto à Prefeitura e à concessionária, uma alternativa para atender à demanda de Nobres.

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A realidade enfrentada diariamente por quem utiliza a rodovia foi relatada pelo servidor público Sebastião de Oliveira, morador do Bairro Jardim Petrópolis, que precisa fazer o percurso cerca de quatro vezes por dia. Segundo ele, dependendo do movimento, a travessia pode levar entre cinco e dez minutos e se torna ainda mais complicada nos horários de entrada e saída das escolas.

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Sebastião relatou que, nesses períodos, estudantes, ônibus, caminhões, ciclistas e pedestres compartilham o mesmo espaço, aumentando os riscos de acidentes. Ele também mencionou um atropelamento ocorrido recentemente na região e defendeu a implantação da estrutura prevista para o local.

A vereadora Eva Valdinéia Pereira ressaltou que a movimentação intensa de caminhões, impulsionada também pela atividade mineral da região, amplia os riscos para quem precisa atravessar a rodovia. De acordo com ela, já houve alguns registros de atropelamentos com vítimas no trecho.

Para o prefeito José Domingos Fraga (União), a intervenção é aguardada há anos pela população, principalmente pelos moradores do Jardim Petrópolis, bairro localizado às margens da rodovia. Ele avaliou que a obra poderá melhorar não apenas a circulação, mas também as condições urbanas e comerciais da região.

O prefeito também defendeu que Nobres receba investimentos semelhantes aos realizados em outros municípios cortados pela BR-163, onde foram implantadas estruturas como passarelas, trincheiras e viadutos. Segundo Fraga, a Nova Rota do Oeste, concessionária responsável pela rodovia, custeou intervenções em outras cidades, enquanto o projeto apresentado para Nobres está sendo elaborado pela Prefeitura.

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Projeto –A engenheira civil Silveth Xavier, responsável pela elaboração da proposta, explicou que o projeto busca integrar as duas partes do município e criar alternativas para o deslocamento de pedestres e veículos no entorno da rodovia.

Segundo a engenheira, a concepção apresentada ainda está em fase de desenvolvimento e poderá receber alterações a partir das contribuições feitas durante debates como o promovido pela Assembleia Legislativa. O projeto prevê a implantação de um viaduto nas proximidades do posto Xaxim, na BR-163/364, no bairro Jardim Petrópolis, integrado às vias locais para facilitar a ligação entre diferentes áreas da cidade e oferecer uma alternativa mais segura para a circulação de moradores.

Encaminhamentos –Como encaminhamento, o deputado Cattani anunciou que a Assembleia Legislativa apresentará requerimentos e indicações relacionados à travessia urbana, além de articular uma comissão com a prefeitura de Nobres para buscar a viabilização da obra junto à concessionária responsável pela rodovia. O parlamentar também mencionou o apoio do senador Cidinho Santos à reivindicação e afirmou que o próximo passo será dialogar com a concessionária para avançar na concretização do projeto.



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