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Judiciário de Mato Grosso presta homenagem a Cuiabá pelos seus 303 anos

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Tchá por Deus (1)! Nesta sexta-feira (8 de abril), a cidade com a maior população do Estado, que a cada ano recebe novas levas de paus-rodados (2) que se juntam a sua calorosa gente, completa 303 anos. Em grande parte dessa história, o Poder Judiciário de Mato Grosso se fez presente e correu duro (3) para entregar uma Justiça com cada vez mais equidade e inclusão.
 
 
Mesmo na londjura (4) dos grandes centros urbanos, nos últimos três séculos Cuiabá cresceu aúfa (5) e se desenvolveu conforme as necessidades de seu povo, que exigia passos firmes rumo à evolução da cidade. E o Judiciário acompanhou o desenvolvimento da Capital aproximadamente pela metade deste período, desde a instalação do Tribunal da Relação da Província de Mato Grosso, em 1874. Ali teve início uma parceria digoreste (6)!
 
Ê aaah (7)! E o tanto que a Capital mato-grossense e o Judiciário cresceram ao longo de todos esses anos… Se no início eram apenas cinco desembargadores naquele casarão situado no centro histórico da cidade, na chamada Rua de Cima, hoje são 30 vagas no Tribunal de Justiça. A mais recente sede da Corte da Justiça mato-grossense foi instalada no Centro Político Administrativo em 1976.
 
A atual presidente do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas, é cuiabana de tchapa e cruz (9) e guarda na memória as lembranças de brincar com outras crianças, sem moage (10), nos famosos quintais cuiabanos, repletos de frondosas mangueiras. “Era uma meninice muito diferente de hoje, com WhatsApp e internet. Os pais não precisavam ter cuidados especiais com as crianças, não se tinha notícias de crimes bárbaros como hoje”, lembra a magistrada.
 
À cidade onde nasceu, cresceu e trilhou toda a sua trajetória profissional, a desembargadora presta uma singela homenagem. “Neste 8 de abril, nossa maior homenagem a Cuiabá, essa terra querida, de gente aguerrida, alegre e acolhedora, é continuar trabalhando para garantir uma justiça com mais eficiência, equidade e inclusão. Parabéns, Cuiabá!”
 
Fórum Desembargador José Vidal – Além do Tribunal de Justiça, a cidade de Cuiabá abriga várias unidades judiciárias, sendo o Fórum da Capital a maior de todo o Estado. Ali, antes da pandemia da Covid-19, milhares de pessoas transitavam diariamente. Aos poucos, esse movimento vem sendo retomado. 
 
O acesso à justiça, por meio desse Fórum, sempre esteve diretamente ligado ao desenvolvimento de Cuiabá, pois com o aumento da população e da renda, as demandas junto ao Judiciário também aumentaram aúfa (5).
 
O atual prédio do Fórum foi inaugurado em 28 de fevereiro de 2005 e uma das mais recentes benfeitorias do local, fundamental para aplacar o calor da cidade conhecida como Cuiabrasa (12), foi a obra de climatização, entregue pela Administração do Poder Judiciário em dezembro de 2020.
 
A melhoria no Fórum Desembargador José Vidal garantiu um ambiente com mais conforto para as pessoas que circulam no local diariamente. Também trouxe comodidade para o público interno, para os jurisdicionados, para os operadores do Direito, entre outros.
 
Atualmente, na Comarca de Cuiabá (Fórum e juizados), atuam 75 juízes e juízas, com a ajuda de 638 servidores e servidoras e 210 estagiários e estagiárias.
 
Saiba mais sobre a relação entre Judiciário e a cidade de Cuiabá na segunda matéria sobre os 303 anos da Capital de Mato Grosso.
 
* Essa matéria foi escrita com palavras do linguajar cuiabano como forma de homenagear os cuiabanos de tchapa e cruz da nossa Capital! Se ficou com dúvidas, confira o significado abaixo:
 
1. Tchá por Deus = Expressão de espanto, admiração, dúvida
2. Pau rodado = nascido fora de Cuiabá
3. Correu duro = Andar mais rápido
4. Londjura = muito distante
5. Aúfa = bastante, muita
6. Digoreste = ótimo, exímio
7. Ê aaah = indagação
8. Espia lá = veja
9. Tchapa e cruz = cuiabano autêntico
10. Moage = frescura
11. Quebra-torto = Comer no café da manhã uma refeição reforçada, como carne com arroz, farofa de ovos etc.
12. Apelido carinhoso em razão do calor predominante na cidade
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição das imagens:
Primeira imagem: fotografia panorâmica mostrando do alto uma vista geral do Centro de Cuiabá, retratando ruas, avenidas e edificações. Ao fundo, no horizonte o céu azul.
Segunda imagem: fotografia registrado a fachada do prédio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Terceira imagem: fotografia mostrando a desembargadora Maria Helena Póvias, presidente do Tribunal de Justiça.
Quarta imagem: fotografia mostrando a fachada do Fórum de Cuiabá.
 
Lígia Saito
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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