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Judiciário dá início a debates sobre direitos fundamentais e jurisdição constitucional

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“Não aceitamos mais a desigualdade social que assistimos nos bolsões de pobreza de nossa querida baixada cuiabana. A academia em conjunto com as instituições públicas e privadas devem trabalhar para diminuir esse contraste econômico e encontros como esse têm essa função.” A ponderação foi feita desembargadora Maria Erotides Kneip, representando a Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, durante a abertura do 1 Encontro Interinstitucional Stricto Sensu de Mato Grosso.
 
Ela apontou ainda que as decisões do Poder Judiciário de Mato Grosso têm sido melhor elaboradas por conta da interação acadêmica com institutos com os quais o Tribunal se interliga. “Esse é o caminho para a evolução do conhecimento. Esse espaço cultural estará sempre abertos para eventos que promovam uma plataforma mais justa e um mundo melhor. É para isso que trabalhamos todos os dias.”
 
O Encontro é realizado nesta quinta e sexta-feira (14 e 15 de junho), nos períodos matutinos e vespertino, no auditório Gervásio Leite do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A ação pedagógica é realizada pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), com o intuito de promover o amplo debate científico a respeito de temas relevantes de direitos fundamentais e jurisdição constitucional. Além do Judiciário, participam instituições como a Escola Superior do Ministério Público, Escola Superior da Advocacia e faculdades de Direito públicas e privadas em Cuiabá.
 
Desembargador Marcio Vidal, um dos coordenadores do evento, ressaltou que o encontro pode ser “considerado o princípio de um olhar sistêmico permanente voltado para todos os atores da Justiça”. Ressaltou ainda que é necessário exercitar a força intelectual construtora da sociedade. “Tal exercício molda as relações humanas dentro de um ambiente social livre, cujo limite natural é apenas o respeito à liberdade do outro, aos preceitos éticos e morais e às instituições jurídicas. Ser realmente livre. Toda sociedade precisa de homens livres atuando por meio de ideias próprias, pois cada consciência individual deve contribuir para a consciência comum.”
 
O juiz Antônio Veloso Peleja Júnior, também coordenador do evento, apontou que inicialmente o evento seria o lançamento de uma obra jurídica, porém decidiu ampliar a discussão para contemplar os magistrados mestrandos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, bem como as instituições que têm programas stricto sensu em Cuiabá e as escolas superiores. “O tema do Encontro é bastante interessante e queremos valorizar os programas de pós-graduação em Mato Grosso que estão tornando o nível docente melhor capacitados. Também queremos valorizar os magistrados que buscam, por meio do estudo, estar melhor qualificado, resultando em uma entrega melhor da Justiça à sociedade. Esse foi o móvel de idealização do evento.”
 
Também no evento, a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso, Gisela Alves Cardoso, observou a importância de debater o amplo e plural respeito aos temas de direitos fundamentais e jurisdição constitucional. “É necessária e importante essa integração entre as instituições, sobretudo quando vivemos um momento em que há o fortalecimento da necessidade de qualificação, de se atualizar, de se buscar cada vez mais conhecimento, mas sobretudo de entender, discutir e defender a nossa Constituição Federal. Nesse momento em que a democracia brasileira é posta à prova a todo instante é importante discutirmos, dialogarmos tecnicamente e cientificamente, acerca do alcance protetivo da nossa constituição federal, acerca da aplicação das garantias fundamentais, direitos fundamentais, da aplicação constitucional.”
 
Participaram ainda o promotor Wesley Sanchez Lacerda, diretor da Fundação Escola Superior do Ministério Público; advogado Geovani Santin, diretor da Escola Superior da Advocacia; professor-doutor Aurélio Marrafon, representante da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); professor-doutor Gustavo Nassan, representante da Faip; professor-doutor Manuel Messias, representante da Unifac; Helder Cassio de Oliveira, representante da Fasipe; professor-doutor Carlos Eduardo Silva, representante da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT); professor-doutor Valério Mazzuli, coordenador do programa de pós-graduação da Faculdade de Direito da UFMT e a representante da Academia Mato-grossense de Direito, Amini Haddad. Também estiveram presentes magistrados, juízes, servidores do Poder Judiciário e alunos das faculdades representadas.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição: Foto1 – imagem horizontal colorida.
Desembargadora maria Erotides Kneip veste roupas pretas e, em pé, fala para o grupo de autoridades. Ao lado dela, três pessoas estão sentadas. Ao fundo bandeiras e paredes beje e marrom. Foto 2 – imagem horizontal colorida. Desembargador vestido de preto fala ao microfone. Ao chão, arranjo de rosas e folhagem verde, ao fundo professores sentados formam o grupo de autoridades do evento.
 
Keila Maressa/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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