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Jovem é agredida grávida e busca segurança na Justiça com uso de botão do pânico e medida protetiva

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A violência doméstica faz dezenas de vítimas diariamente em Cuiabá, que buscam na Justiça a saída para se protegerem e se livrarem de ex-maridos e ex-agressores. K.P, 23 anos, foi agredida grávida de sete meses, na frente da mãe, do filho de três anos e de sua filha com deficiência – os três do próprio agressor.
 
Após cinco anos de relacionamento, a vítima decidiu dar um basta em todo sofrimento que viveu, impondo o ponto final com o aval do Poder Judiciário. Logo após os crimes mais recentes, ocorridos este mês, ela registrou boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e chegou ao Poder Judiciário, onde obteve orientações para acionar o aplicativo de celular do botão do pânico e está com medida protetiva tutelada pela 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher de Cuiabá.
 
“Me sinto mais segura, porque é só apertar que a polícia vem de imediato, de 10 a 15 minutos. O problema é que esse é o tempo dele fugir. Pretendo usar todas as medidas se ele continuar ameaçando e fazendo graça”, afirma.
 
Segundo relata a vítima, eles se conheceram quando ela tinha apenas 18 anos. Com dois meses de relacionamento, já foram morar juntos, mesmo contrariando a mãe dela, que não aprovava o genro. O rapaz tinha 24 anos na época e já havia sido casado. Pessoas chegaram a contar para ela que o novo namorado havia agredido a ex-esposa no primeiro casamento, com quem tinha um filho.
 
Nesse início, ele a tratava muito bem, a deixava feliz, tinha bom relacionamento com os familiares dela e tinha atitudes e gestos afetuosos. “Estava mil maravilhas, ele fazia de tudo por mim”, relembra.
 
O ciclo da violência começou após dois anos, de forma verbal, quando T. xingou a mãe da vítima e ela não aceitou a ofensa. Durante a gestação e até o primeiro ano do filho, o comportamento do ex-companheiro foi piorando. Ele começou a afastá-la da família, não aceitava que ela fosse na casa da mãe, conversasse com as irmãs ou tivesse convivência com a família. “Ele queria que eu ficasse trancada só dentro de casa cuidando de casa e cuidando do nosso filho”.
 
Mais uma vez, K.P. tentou sair do ciclo da violência e deixar o agressor. Foi quando ele começou a agredi-la fisicamente, cortou seus cabelos como “punição” e passou a bater nela. Em outra ocasião, eles brigaram ao ponto dela fraturar o fêmur e precisar de uma cirurgia. As últimas agressões foram praticadas na frente da família toda.
 
“Ele já chegou a entrar dentro casa da minha mãe, colocar uma faca no pescoço, ameaçou tacar fogo, matar minha mãe, minha irmã, todo mundo queimado. Ele não aceita o fim do relacionamento, pede para voltar, mas eu não quero mais. Ele até chora de joelho, fala que vai mudar, mesma coisa todas as vezes”, relata.
 
Atualmente, o caso está tramitando na vara como ação penal contra o réu. Foi realizada audiência de retratação prevista na Lei Maria da Penha, no dia 9 de março, em que ela foi ouvida e manifestou o interesse de prosseguir com a representação pelo crime de ameaça e descumprimento de medida protetiva.
 
Onde denunciar?
 
Ouvidoria da Mulher – Canal de denúncias sobre qualquer violação dos direitos da mulher, sugestões, reclamações, críticas, elogios e presta informações sobre processos que tramitam nas Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de todo o Estado. Para fazer manifestações a pessoa pode enviar e-mail para ouvidoria@tjmt.jus.br , a página da Ouvidoria da Mulher ou o aplicativo ClickJud.
 
 
Medida Protetiva on-line – Pode ser solicitada pelo site https://sosmulher.pjc.mt.gov.br/. Clique em “Solicitar Medida Protetiva” e depois em “Iniciar Pedido de Medida Protetiva.
 
 
Aplicativo SOS Mulher – Botão do Pânico – Deve ser instalado no celular e poderá ser utilizado para mulheres com medidas protetivas determinadas judicialmente e que morem em Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis, cidades com unidades do Ciosp instaladas. As mulheres que moram em outras cidades, o aplicativo disponibiliza canal de denúncias, telefone de emergência e solicitação de medida protetiva.
 
 
Na página da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher-MT) https://portalcemulher.tjmt.jus.br/ estão disponíveis os links de ambos os aplicativos. Também podem ser acessados números, estatísticas sobre violência contra a mulher em Mato Grosso, além de informações e ações do Judiciário no enfrentamento da violência doméstica contra a mulher.
 
Essa matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição da imagem – Frame de filmagem com ocultação da identidade da vítima. É possível ver o contorno do rosto de uma mulher, em sombras, olhando para folhagens no fundo de um quintal.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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