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Integração de sistemas garante celeridade no inquérito policial

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O Laboratório de Fluxos do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (Dapi) da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) em parceria com a Polícia Civil e Ministério Publico criou um fluxo para integração do inquérito policial via Modelo Nacional de Interoperabilidade (MNI). A ferramenta permitirá um intercâmbio de informações dos inquéritos policiais entre o sistema do judiciário, Processo Judicial Eletrônico (PJe), o da Polícia, o GEIA e do MP, Sistema Integrado do Ministério Público (SIMP). A integração trará mais celeridade na tramitação processual.
 
Segundo a gestora do Laboratório de Fluxos do PJe, Rose Pincerato, a integração possibilitará que o sistema da Polícia Civil e do Ministério Público conversem diretamente, sem intervenção da Secretaria da Primeira Instância. Desta maneira será gerado um?expediente automático para o MP, observando os prazos de dois dias se for crime contra a Economia Popular, cinco dias se tiver a prioridade de?réu preso, ?10 dias se for da Lei de Drogas?e 15 dias nos demais casos.
 
“Apesar de já existir uma integração com o PJe, o procedimento atual era a distribuição do inquérito no PJe pelo policial, o documento era mandado para nossa Central de Qualidade para ver se estava tudo certo e depois para a Secretaria, que teria o serviço de enviar para vistas do MP. Se o Ministério Público precisar de alguma informação sobre o inquérito ele mandava de volta para a Secretaria intimar a polícia. Basicamente fazíamos a ponte. Agora com a implementação do novo fluxo integrado os dois sistemas conversam entre si, não sendo mais necessária nossa participação o que impactará e muito na rotina da Secretaria, que deixará de fazer essas intimações e só atuará depois quando entrar a denúncia. Desta maneira trazendo mais celeridade ao processo”, destaca.
 
Para se ter uma noção do volume de comunicação, desde a adoção do inquérito policial eletrônico, em setembro de 2020, 89.967 mil Inquéritos Policiais foram enviados ao Poder Judiciário, o que significa 168.380 mil atos realizados pelas Secretarias.
 
Tira-dúvidas – O Laboratório de Fluxos do DAPI realizará ainda nesta quarta-feira (22.06), às 10h, plantão tira-dúvidas, que falará sobre novidades do Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP), o cadastro no Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU) e a tramitação automática dos inquéritos policias entre a Polícia e o Ministério Público no PJe.
 
“Convidamos o nosso público interno para falar sobre esses assuntos, mas principalmente os distribuidores e gestores das secretarias criminais para tirar dúvidas sobre a integração do GEIA ao SIMP. Desde que iniciamos os plantões estamos muito felizes com a grande participação dos servidores e esperamos todos mais uma vez”, convidou a Diretora do DAPI, Renata Bueno.
 
#Paratodosverem Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagem: Foto 1 colorida – Servidor sentado a frente do computador acessa PJe. Ao fundo na parede logo do PJe e os dizeres: Laboratório de Fluxos.
 
Larissa Klein
Assessoria de Imprensa CGJ
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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