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Iniciativa privada demonstra interesse em apoiar projeto em Alto Taquari

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A segunda fase do projeto de Interiorização do Água para o Futuro, desenvolvido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso e parceiros no município de Alto Taquari, a 488 Km de Cuiabá, poderá contar com apoio da iniciativa privada. Na quarta-feira (06), integrantes do Grupo Atvos, que atua na produção e comercialização de etanol, açúcar VHP e energia elétrica através da cana-de-açúcar e da biomassa, se reuniram com a promotora de Justiça Ludmilla Evelin de Faria Sant’Ana Cardoso para discutir o assunto.

“Por iniciativa do próprio Grupo Atvos, avalizado pelo Programa Renova Bio, agendamos um encontro para apresentação dos projetos Água para o Futuro e Reconstruindo Sonhos. Ficou definido que será submetida à diretoria do grupo a possibilidade da Atvos contribuir patrocinando a segunda fase do projeto Água para o Futuro em Alto Taquari, além de doar as mudas que serão requeridas nos Programas de Recuperação de Áreas.

Ela destaca que esse tipo de interação com a iniciativa privada abre possibilidades para que o Ministério Público encontre outras formas de suporte para as ações desenvolvidas em prol da coletividade. “O interesse do grupo pelo projeto surgiu após a participação de colaboradores da empresa em um dos cursos de capacitação promovido pela equipe do projeto Água para o Futuro. Além da possibilidade de parcerias na execução do projeto, também iniciamos discussões no sentido de que o grupo Atvos, além de manter a política de exclusão das Áreas de Preservação Ambiental das áreas arrendadas, pois não podem ser exploradas, insira em sua política de escolhas de áreas a serem arrendadas apenas propriedades que tenham nascentes protegidas e/ou em recuperação”.

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Explicou que “em razão das determinações legais, os contratos de arrendamento excluem as áreas de APP e de reserva legal do cômputo da área a ser explorada, porém é importante que a empresa pense além dessa determinação legal e conheça a realidade de toda a propriedade rural (e não apenas a parte que interessa a ela), tendo ciência, inclusive, da existência do estado das nascentes existentes na propriedade. Essa estratégia é importante para que o proprietário rural seja estimulado a cumprir suas responsabilidades ambientais, notadamente no que diz respeito à proteção de nascentes. Este tipo de ação fomenta a cultura de proteção ambiental, tão necessária nos dias atuais”.

Fonte: MP MT

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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