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Indea alerta piscicultores a comunicarem ocorrências de mortandade de peixes

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Segundo maior produtor de peixes nativos do país, Mato Grosso ainda sofre com a falta de notificação dos psicultores a respeito de ocorrências de doenças que levam à morte dos animais, como a francisella (bactéria) e o iridovírus. 

O médico veterinário Wilken Aparecido de Carvalho Lima ressalta que a comunicação dos casos é necessária para um melhor controle sanitário da piscicultura do Estado, que também é o 6º maior produtor de pescados, com destaque na produção de tambaqui, surubim, pacu e piau. 

Para melhorar o diagnóstico e controle de doenças dos peixes de cultivo, o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) promoveu, no mês de setembro, um treinamento de sanidade de peixes de cultivo em parceria com Núcleo de Estudo em Pescado (NEPES) da Universidade Federal de Mato Grosso. 

Ao todo foram capacitados 20 médicos veterinários da autarquia para atendimento adequado das mortalidades de peixes que possam ocorrer no Estado. 

Essa foi a primeira capacitação com foco na piscicultura em Mato Grosso. O treinamento tratou das doenças que mais aparecem em peixes, doenças emergentes na piscicultura, coleta de amostras para diagnóstico, entre outros assuntos.

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“O objetivo principal é oferecer à cadeia produtiva de pescado respostas às mortalidades de peixes, bem como promover a rápida identificação do agente causador, permitindo rápido controle e, assim, reduzir prejuízos dos produtores”, explicou Wilken.

Fonte: GOV MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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