MATO GROSSO
Hospital Adauto Botelho já tem 40% das obras executadas
MATO GROSSO
“Entendemos a necessidade de um tratamento em saúde mental adequado em um espaço moderno e amplo. Por isso, o Governo do Estado está empenhado e vai oferecer uma melhor estrutura hospitalar aos profissionais e pacientes do Hospital Adauto Botelho, que oferta um serviço imprescindível à população mato-grossense”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
Conforme a secretária Adjunta de Obras e Tecnologia da Informação da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Mayara Galvão, no local, já foram finalizadas a construção de pronto atendimento e das enfermarias, reforma da parte administrativa, construção da estação de tratamento de esgoto e toda rede de esgoto, além da construção da guarita, do pátio de convivência dos pacientes e da cabine primária de distribuição de energia para todo complexo.![]()
Na próxima etapa da obra, será realizada a drenagem e pavimentação do estacionamento e a construção da ala masculina do hospital. “As equipes trabalham para entregar o mais breve possível a unidade aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Nosso esforço é para que este seja um hospital com uma das melhores estruturas em saúde mental do Estado”, disse Mayara.
O hospital psiquiátrico está localizado no Bairro Coxipó da Ponte, na capital, e contempla 100 leitos que compõem os blocos de emergência e atendimento a pacientes adultos e idosos.
Com a modernização estrutural, a unidade passará a contar com seis consultórios multiprofissionais, salas para terapia ocupacional, salão, barbearia, sala de TV, cozinha terapêutica e quadra para atividades esportivas.![]()
O Ciaps
O Hospital Adauto Botelho é parte do Centro de Integrado de Assistência Psicossocial (CIAPS) Adauto Botelho, complexo que conta com cinco unidades de referência para o atendimento à saúde mental em Mato Grosso. As cinco unidades são: o Hospital Adauto Botelho; a Unidade Álcool e Outras Drogas; os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) Infantil e o AD (álcool e outras drogas), cujos atendimentos são porta aberta para tratamento, além do Lar Doce Lar, que atua como residência permanente para pessoas em regime de abandono, advindas de abrigos ou orfanatos.
Os pacientes das cinco unidades são acompanhados por uma equipe médica multidisciplinar, como psiquiatra, psicólogo e nutricionista, que trabalham para minimizar o sofrimento psíquico e as violências autoprovocadas.
De acordo com o diretor geral do CIAPS, Paulo Henrique de Almeida, o hospital não recebia um investimento deste porte há 20 anos. “Esse investimento é de suma importância tendo em vista que o CIAPS é referência para o atendimento psiquiátrico em todo o estado de Mato Grosso, exclusivamente pelo SUS. Há mais de 20 anos que se espera por essa reforma que dará melhor qualidade no atendimento ao usuário e ao ambiente de trabalho para os servidores”, avaliou.
A unidade hospitalar oferece a promoção e atenção à saúde mental da população, com internação de curta permanência para pessoas que apresentam transtornos mentais severos. O Hospital Adauto Botelho foi inaugurado em 1957. Em 1991, a unidade hospitalar foi fechada para reforma, sendo reinaugurada em 1993, com a denominação de Centro Integrado de Assistência Psicossocial (CIAPS).
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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