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Grupo de Fiscalização do Sistema Carcerário visita unidade prisional de Barra do Garças

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O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF) realizou nessa terça-feira uma inspeção de rotina na Cadeia Pública de Barra do Garças (509 km ao Leste da Capital).
 
A equipe do Poder Judiciário, liderada pelo supervisor do GMF, desembargador Orlando Perri, está percorrendo os municípios de Mato Grosso para averiguar as condições oferecidas às pessoas privadas de liberdade e para fomentar a implantação do Escritório Social, importante ferramenta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que assegura aos egressos e pregressos do Sistema Carcerário cidadania, dignidade e novas oportunidades.
 
A unidade de Barra do Garças conta com cerca de 230 reeducandos, dos quais, 160 participam da remição por leitura e 45 da remição pelo estudo. A remição da pena é assegurada pela Lei de Execução Penal ( Lei n. 7.210/1984, modificada pela Lei n. 12.433/2011) e pela Resolução CNJ nº 391/2021, que preveem o abatimento da pena a ser cumprida por meio de trabalho, de estudo e de livros lidos, a partir de relatórios de comprovação da leitura das obras pelos privados de liberdade.
 
Atualmente, 14 ressocializandos têm direito à remição pelo trabalho intramuro (dentro da unidade) e um extramuro (fora da cadeia), mas a expectativa é de que a partir da próxima semana mais 14 reeducandos iniciem o trabalho extramuro em parceria realizada, por meio da Fundação Nova Chance (Funac), com as prefeituras de Barra do Garças e Pontal do Araguaia.
 
A Cadeia Pública de Barra do Garças oferece aos reeducandos projetos como o Reconstruindo Sonhos, com a realização de cursos de corte e costura para oportunizar uma nova profissão às pessoas privadas de liberdade após o cumprimento da pena. A unidade também promove atividades de artesanato em geral e de produção de barcos e objetos de madeira.
 
O supervisor do GMF, desembargador Orlando Perri, destacou o bom trabalho realizado com as diversas melhorias implantadas na cadeia de Barra do Garças, mas ressaltou que urge a necessidade da construção de uma nova unidade prisional no município, em uma área mais afastada do centro da cidade.
 
“Melhorou sensivelmente desde a nossa última visita em 2019, nós temos aqui, por exemplo, um espaço climatizado dos trabalhadores de confecção, antes não existia nada. Mas sabemos que já estamos no limite do esgotamento da cadeia. Não temos espaços para construção de novas alas, muito menos para novas oficinas de trabalho e salas de aula. Não há mais como expandir. “Precisamos urgentemente construir uma nova unidade e esperamos que isso aconteça até o final do ano que vem”, afirma o desembargador.
 
O líder do GMF adiantou que as tratativas para a aquisição do novo espaço já estão em andamento e aproveitou para conferir as obras de construção da unidade do Socioeducativo, também em Barra do Garças “Ainda não temos o espaço físico, mas já estamos tratando junto ao município, com o prefeito, em nossas reuniões. O Socioeducativo já está bastante avançado e deve ser inaugurado no próximo mês de dezembro.”
 
De acordo com o diretor do Foro e juiz da Vara de Execução Penal de Barra do Garças, Douglas Bernardes Romão, a atuação do GMF, como um órgão de apoio, permite o aperfeiçoamento e a avaliação de melhorias para a execução penal no município. “ O trabalho do GMF é muito positivo, quanto mais presente, melhor teremos o cenário de execução penal na unidade prisional.”
 
Reunião com as Prefeituras
 
Durante a visita ao município, a equipe do GMF se reuniu com representantes das prefeituras de Barra do Garças e Pontal do Araguaia para fomentar a empregabilidade e a contratação da mão de obra dos reeducandos, assim como para a criação do Fundo Penitenciário Municipal. Outro tema da reunião foi a área destinada para construção de uma nova unidade prisional em Barra do Garças.
 
Escritório Social
 
Na tarde de terça-feira, no Fórum da Comarca de Barra do Garças, também foi assinado pelo prefeito de Barra do Garças, Adilson Gonçalves de Macedo, o termo de intenção para adesão do município ao Escritório Social.
 
A ferramenta pública impulsionada pelo CNJ facilita o acesso ao atendimento nas áreas de saúde, atendimento psicossocial, qualificação e encaminhamento profissional de egressos e pré-egressos do sistema prisional. Os serviços são compartilhados entre o Poder Judiciário e as prefeituras municipais.
 
O prefeito de Barra do Garças, Adilson Gonçalves de Macedo, salientou o trabalho do GMF e do Escritório Social e afirmou acreditar que somente com o trabalho seja possível diminuir a reincidência no sistema prisional e dar dignidade aos reeducandos e seus familiares. “O Escritório Social é de fundamental importância e irá facilitar todo o acesso ao monitorar e dar apoio às necessidades e aptidões dos egressos. Temos que trabalhar em rede, quebrar preconceitos, para mostrar aos empresários que a mão de obra carcerária é barata e que temos muitos reeducandos em condições de prestar um serviço de qualidade.”
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Primeira imagem: foto horizontal colorida do público assistindo palestra proferida pelo desembargador Orlando Perri. Ele está em pé, segurando um microfone e uma folha de papel, enquanto a plateia está sentada em cadeiras pretas, no plenário do júri.
Segunda imagem: foto horizontal colorida do desembargador Orlando Perri falando com o público no plenário do júri do Fórum de Barra do Garças. Ele está em pé, ao centro, veste calça jeans, camisa azul e terno azul marinho. À esquerda e à direita dele há pessoas sentadas em cadeiras pretas.
Terceira imagem: foto horizontal colorida do prefeito de Barra do Garças, Adilson Gonçalves de Macedo, assinando o termo de intenção para adesão ao Escritório Social. Ele está em pé e assina em duas folhas apoiado em uma mesa marrom. Ao fundo vemos o cenário do plenário do júri e bandeiras de Mato Grosso e do Brasil.
 
Marco Cappelletti (texto e fotos)
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Prefeitura mantém trabalhadores durante a madrugada e reforça limpeza de Cuiabá

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Quando o movimento diminui nas ruas de Cuiabá, equipes de limpeza urbana seguem trabalhando para recolher resíduos, lavar espaços públicos e fazer a capina e a roçagem de praças e avenidas. Há três meses, a Prefeitura, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Limpeza Urbana (Limpurb), mantém 78 trabalhadores no período noturno. Segundo o diretor de Resíduos Sólidos, Guilherme Vinhal, o serviço foi implantado de forma pioneira nesta gestão e passou a integrar a rotina de manutenção da capital.

As equipes atuam de segunda a sexta-feira, das 20h às 5h, com uma hora de intervalo, totalizando 40 horas semanais. Os trabalhadores recebem o adicional noturno previsto na convenção coletiva da categoria e não trabalham aos sábados. O planejamento considera as vias com canteiros estreitos, o fluxo de veículos e a continuidade dos serviços iniciados durante o dia. “Não é uma operação pontual. A Limpurb atua com um serviço contínuo na cidade”, explica Guilherme.

Cerca de 40 profissionais ficam responsáveis pelo recolhimento dos resíduos provenientes da limpeza urbana, como lixo, galhos e restos de capina e roçagem, reunidos e sinalizados pelas equipes diurnas. Conforme o diretor, a retirada desse material passou a ser realizada integralmente à noite. Com menos trânsito, os caminhões conseguem fazer mais viagens ao aterro, o que, segundo ele, trouxe maior agilidade e economia ao município. A organização também permite que equipes de diferentes turnos deem sequência ao atendimento de uma mesma avenida.

Na noite acompanhada pela reportagem, a programação incluiu a lavagem da quadra poliesportiva da Praça Ana Martinha, no Pedra 90, e o atendimento às praças Alencastro e Ipiranga, no Centro. Também foram realizados serviços de capina e roçagem na praça em frente ao Liceu Cuiabano, na Praça 8 de Abril e em pontos do Pedra 90 e bairro Doutor Fábio. Na Avenida Lavapés, próxima ao Shopping Goiabeiras, a roçagem foi programada para depois da 1h, aproveitando a redução do fluxo de veículos. As praças da região central recebem manutenção duas vezes por semana, conforme o planejamento informado pela Limpurb.

A lavagem conta com um caminhão-pipa de 10 mil litros, que realiza aproximadamente três carregamentos por noite. Antes da aplicação de água e dos produtos de limpeza, os agentes fazem a varrição para retirar os resíduos mais grossos e utilizam vassouras e rodos na remoção da sujeira. Segundo Guilherme, uma carga pode atender até duas praças, dependendo do serviço. Na Ana Martinha, o trabalho se concentra na lavagem da quadra e dos espaços de lazer, com novo atendimento estimado em oito a nove dias.

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Além da distribuição das tarefas, os encarregados acompanham a segurança e a integração dos trabalhadores. Jean Antonio Rodrigues de Oliveira coordena 25 pessoas e procura fortalecer a convivência com gestos como preparar um bolo para os aniversariantes da equipe. Para ele, os agradecimentos recebidos nas ruas também dão sentido à rotina. No Parque das Águas, lembra, uma pessoa interrompeu a caminhada para elogiar a limpeza e agradecer aos profissionais. “Sou apaixonado pelo que faço porque é muito gratificante ver que a gente está sendo útil para a população”, afirma Jean.

A preferência pelo turno noturno reúne motivos profissionais e familiares. Com cerca de dez anos de experiência na limpeza, Joanilse Francisca de Carvalho diz que o horário permite acompanhar mais de perto a rotina dos três filhos e do marido. Cleide Crispim da Silva, que tem 16 anos de atuação na área e iniciava sua primeira noite nesse turno, buscava uma nova experiência e condições de temperatura mais amenas. Já Claudecir Egídio Pires destaca a tranquilidade proporcionada pelo menor movimento nas ruas, embora avalie que o reconhecimento ao serviço ainda parte de poucas pessoas. Na chegada e na saída das equipes, o vigilante Cleiton Geraldo Pereira Monge também participa dessa convivência, oferecendo acolhimento e palavras de incentivo aos colegas.

Entre os trabalhadores, diferentes trajetórias se encontram no cuidado com a cidade. Aos 27 anos, Daniel Souza Leite se prepara para a chegada do primeiro filho, com a esposa no quinto mês de gestação, e vê no trabalho uma forma de construir o futuro da família. O cubano Gianni Elisberto San Miguel Salgado, que chegou ao Brasil há dez meses e começou na Limpurb em agosto, trabalha ao lado da esposa e valoriza a contribuição que presta à conservação dos espaços públicos. “Eu gosto porque contribuo para o cuidado do meio ambiente, ajudando na limpeza e organização das ruas”, relata Gianni.

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Um dos momentos mais marcantes de reconhecimento ocorreu no desfile de 7 de Setembro. Escalados para fazer a limpeza entre as apresentações das escolas, os agentes de conservação foram surpreendidos pelos aplausos da população enquanto caminhavam pela avenida para executar o trabalho rotineiro. Encarregada de uma equipe de aproximadamente 16 pessoas, Edinalva Souza Ferreira guarda a emoção daquele momento. “Foi emocionante, ninguém esperava. A população nos aplaudiu e reconheceu o nosso trabalho. Isso marcou bastante”, recorda Edinalva, que começou como gari e atua há cerca de 16 anos na área.

Quem acompanha a movimentação da cidade à noite também percebe o resultado. O manobrista Carlos Roberto da Silva considera que o horário facilita a execução dos serviços em locais movimentados durante o dia. “Como trabalho aqui no período noturno, vejo de perto a importância dessa equipe que atua durante a madrugada”, afirma Carlos. O montador Tiago Adelino de Freitas destaca a organização e o respeito dos profissionais durante o atendimento, enquanto Ricardo Almeida, que trabalha com marketing, avalia que a conservação dos espaços públicos melhora o ambiente para moradores, visitantes e comerciantes.

O comerciante Ricardo Navarro de Souza Lima da Silva, que atua em um quiosque no Centro, relata que resíduos voltam a aparecer poucas horas depois da limpeza. Guilherme reconhece que o descarte irregular é um desafio recorrente e reforça a necessidade de continuidade dos serviços. Para Edinalva, o cuidado começa com atitudes simples, como colocar copos e garrafas nas lixeiras e respeitar os profissionais durante o trabalho. Além de conservar praças e ruas, o descarte adequado ajuda a evitar a obstrução de bueiros e a reduzir o risco de retenção de água durante as chuvas.



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