MATO GROSSO
Governo realiza consulta pública sobre agenda estratégica digital de MT
MATO GROSSO
A Secretaria de Planejamento e Gestão realiza, entre os dias 28 de outubro e 7 de novembro, a 1º Consulta Pública sobre a Agenda Estratégica Digital de Mato Grosso. A ação visa colher a opinião da população mato-grossense sobre as propostas constantes na estratégia digital do Estado.
A Agenda Estratégica Digital de Mato Grosso (AED-MT) será um instrumento de planejamento voltado a estabelecer as prioridades para implantação do governo digital no âmbito da administração pública estadual até 2027. Ela é uma importante articulação de governo que está sendo desenhada de forma participativa e prevê uma nova forma de relacionamento com a população por meio de ambientes e soluções digitais.
De acordo com o titular da Seplag, Basílio Bezerra, durante a consulta pública o cidadão terá oportunidade de conhecer os objetivos da agenda e colaborar com sua construção. “Nosso objetivo é tornar as políticas públicas mais eficientes e econômicas com o uso de tecnologias, e a estratégia digital visa ampliar as possibilidades de participação social e de construção de políticas de governo digital”.
A Agenda Estratégica Digital está dividida em cinco eixos: Usuários Digitais, Serviços Públicos Digitais, Cultura Pública Digital, Plataforma de Governo Digital e Dados. Durante a consulta pública serão apresentados os objetivos que o Governo pretende alcançar em cada eixo e o cidadão poderá dar sua opinião sobre o que a administração pública deve fazer para alcançar essas metas.
O acesso à consulta pública será exclusivamente online, no site da Seplag, proporcionando que toda população participe e dê sua opinião. As contribuições recebidas serão analisadas, priorizadas e compiladas pelos técnicos para compor o documento que futuramente se transformará em decreto governamental. A previsão é que esta normativa seja publicada até o fim do ano.
A governança digital é definida como a utilização pelo setor público de recursos de tecnologia da informação e comunicação com o objetivo de melhorar a disponibilização de informação e a prestação de serviços públicos, incentivar a participação da sociedade no processo de tomada de decisão e aprimorar os níveis de responsabilidade, transparência e efetividade do governo.
Ela tem como objetivo gerar benefícios para a sociedade mediante o uso da informação e dos recursos de tecnologia da informação e comunicação na prestação de serviços públicos, estimular a participação da sociedade na formulação, na implementação, no monitoramento e na avaliação das políticas públicas e dos serviços públicos disponibilizados em meio digital, e assegurar a obtenção de informações pela sociedade, observadas as restrições legais.
Para o Secretário Adjunto de Planejamento e Gestão de Políticas Públicas da Seplag, Sandro Brandão, a consulta pública é fundamental para criar uma agenda participativa, transparente e abrangente, que contribuirá sobremaneira com a melhoria da prestação de serviços públicos e formação de uma sociedade mato-grossense mais conectada.
“Essa consulta é mais um mecanismo que utilizaremos para ouvir e dialogar com o cidadão, e assim, construir e elaborar a estratégia de governança digital do Estado de acordo com as necessidades da população”, finalizou.
Para acessar a consulta pública clique AQUI.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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