MATO GROSSO
Governo lança licitação para duplicação da MT-140 em Sinop
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) publicou o edital da licitação para contratar a empresa, que vai executar as obras de duplicação da MT-140, em Sinop. Será duplicado um trecho de sete quilômetros da travessia urbana da rodovia, na saída para Santa Carmem.
O investimento previsto pelo Governo de Mato Grosso é de R$ 31.453.482,42, para a realização desta obra. A licitação será realizada na modalidade de Regime Diferenciado de Contratação (RDC), em lote único, e com o critério de escolha pelo menor preço.
A duplicação deste trecho da rodovia atende ao crescimento urbano da maior cidade do Norte de Mato Grosso. Nos últimos anos, o entorno da MT-140 vem recebendo novos condomínios e residenciais, aumentando as demandas do trânsito local.
“Sinop é uma cidade polo e o Governo do Estado realiza investimentos para melhorar a qualidade de vida da população. Esta duplicação irá melhorar o trânsito, evitar acidentes e garantir melhor qualidade de vida para todos os cidadãos”, afirma o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira.
O trecho a ser duplicado terá calçadas dos dois lados, canteiro central e ciclofaixa. A abertura das propostas será no dia 29 de novembro, às 09h, na sede da Sinfra-MT. Todas as informações sobre a licitação podem ser consultadas no site da Secretaria.
100º RDC
Com o lançamento do edital para as obras na MT-140, a Sinfra-MT chega à marca de 100 licitações por Regime Diferenciado de Contratação publicadas em 2022, um recorde da Secretaria. É quase o dobro dos 52 RDCs lançados em 2021, antigo recorde da pasta.
Outras licitações em andamento na Sinfra são: para construção de uma ponte sobre o Rio Von Den Steinen, na MT-140/324, em Nova Ubiratã, um investimento de R$ 3,9 milhões; e para melhoria funcional de 99,7 km da MT-020, em Paranatinga.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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