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Governo inicia pesquisa domiciliar sobre hábitos de trânsito em Cuiabá e Várzea Grande

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O Governo de Mato Grosso começa a realizar, nesta semana, uma pesquisa domiciliar para conhecer os dados da mobilidade urbana da Região Metropolitana e construir do Plano de Mobilidade da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá (PlanMob VRC).

As entrevistas serão realizadas em 760 domicílios de Cuiabá e Várzea Grande, com o objetivo de verificar os hábitos de deslocamento da população, como os meios de locomoção, as origens e destinos, horários e duração.

O secretário adjunto de Gestão e Planejamento Metropolitano da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), Rafael Detoni, explica que a última pesquisa de Origem e Destino na região de Cuiabá foi feita em 2005, sendo que o ideal para o Planejamento urbano é que ela seja refeita a cada 10 anos.

“A realização deste questionário é fundamental para entender a rotina das pessoas, as dificuldades enfrentadas e promover mudanças para que o ir e vir se torne mais rápido. É importante que a população receba bem os pesquisadores e colaborem com a melhoria do trânsito da região do Vale do Rio Cuiabá”, afirmou Detoni.

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Os pesquisadores estarão devidamente identificados com coletes amarelos da empresa Circulandis, contratada para aplicar o questionário. Eles usarão crachá com nome, foto e matrícula, além de um QR Code, que poderá ser usado para confirmar sua identificação, por meio do site do PlanMob VRC.

“Cada entrevistador estará também com uma carta de apresentação e um certificado, assinado pelo Governo do Estado, explicando o que é a pesquisa”, completa Rafael Detoni. 

A expectativa é que o questionário seja realizado em até 30 minutos com cada pessoa, durante todo o mês de novembro. Também serão utilizados dados de telefonia móvel para conhecer os hábitos da população.

PlanMob VRC

O PlanMob é um instrumento de planejamento da logística da região metropolitana, com foco no desenvolvimento e integração dos municípios, inclusive com medidas de preservação do meio ambiente, diminuição das desigualdades e inclusão das pessoas com deficiência.

Entre os temas tratados, estão a governança metropolitana da mobilidade, o sistema viário de integração regional, os serviços de transporte coletivo intermunicipal, a sustentabilidade das cidades, a preservação da vida no trânsito, o desenvolvimento econômico e turístico e a logística regional.

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Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá

A Região Metropolitana do VRC foi criada em 2009, como forma de coordenar ações entre as cidades e seus interesses em comum, tais como mobilidade, saneamento básico e uso do solo. Fazem parte da Região: Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio do Leverger, Nossa Senhora do Livramento, Acorizal e Chapada dos Guimarães.

Fonte: GOV MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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